Inspectores averiguam visita da PSP a sindicato dos professores na Covilhã

Elementos da Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) ouviram hoje de manhã os agentes da PSP que segunda-feira visitaram o Sindicato de Professores da Região Centro (SPRC) da Covilhã, motivando acusações de "intimidação", disse fonte policial.

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A mesma fonte disse à Lusa que os elementos da IGAI ouviram os agentes nas instalações da PSP da Covilhã, depois de o Ministério da Administração Interna ter ordenado terça-feira um processo de averiguações à visita dos agentes.

Entretanto, fonte do SPRC confirmou que, até final do dia, dirigentes sindicais vão também reunir-se com os inspectores, em hora a definir, na delegação do sindicato.

O sindicato, que ia participar num protesto durante a visita do primeiro-ministro, José Sócrates, à cidade na terça-feira, acusou os agentes de intimidação, alegadamente por terem questionado um funcionário sobre o que estava a ser preparado, por terem levado folhetos alusivos à acção e por "darem conselhos" sobre a linguagem a usar.

Fonte da PSP da Covilhã disse hoje à agência Lusa que "o SPRC está a deturpar os factos" e que entre o corpo policial existe um sentimento de "indignação e desalento" com as acusações de repressão que foram lançadas.

"Foi o próprio funcionário do SPRC que convidou os agentes à civil a entrar, quando reconheceu que eram polícias, porque também tem um amigo na PSP da Covilhã", disse a fonte da PSP à agência Lusa.

"A partir daí desenrolou-se uma conversa informal", em que acabou por se falar do protesto e "o funcionário até disponibilizou folhetos sobre a acção" que já estavam impressos, acrescentou.

"Não houve intimidação nenhuma. Aliás, era ridículo pensar nisso numa cidade onde toda a gente se conhece", disse a mesma fonte.

A mesma fonte assegurou ainda que sempre existiram encontros com as forças sindicais, na Covilhã, para organizar manifestações, no âmbito de "óptimas relações" mantidas entre ambas as partes.

Já na terça-feira, o responsável pelo Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) na Covilhã considerou que a força de segurança está a ser o "bode expiatório da hostilidade dos sindicatos para com o primeiro-ministro".

Para Leonel Silva, "parece claro que não houve ilegalidade nenhuma".

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