Instituto Camões cria nove Pólos de Língua Portuguesa na Guiné-Bissau

O Instituto Camões, de Portugal, e o Ministério da Educação da Guiné-Bissau assinaram hoje, em Bissau, um protocolo de cooperação que permite criar nove Pólos de Língua Portuguesa (PLP) para apoiar os docentes portugueses e guineenses.

Agência LUSA /

O acordo foi assinado hoje pelo embaixador de Portugal em Bissau, José Manuel pais Moreira, e pelo ministro da Educação guineense, Marciano Barbeiro, e abrangerá, de futuro, um universo de mais de 400 professores do ensino básico e secundário.

Os Pólos de Língua Portuguesa vão complementar a existência das nove Unidades de Apoio Pedagógico (UAP) criadas pelo Ministério da Educação guineense no âmbito da Formação em Serviço e Capacitação dos Professores do Ensino Básico.

Essas unidades, herdadas do recentemente extinto projecto "Firkidjia" (Forquilha), são centros de recursos técnico-pedagógicos e audiovisuais de referência das Direcções Regionais de Educação, vocacionados sobretudo para o apoio aos docentes, de forma a assegurar um bom desempenho no exercício das suas funções.

Segundo os termos do protocolo, o Instituto Camões atribui uma verba anual de 35 mil euros para garantir as despesas de funcionamento, manutenção, coordenação e deslocações.

Ao Ministério da Educação guineense caberá a tarefa de seleccionar e remunerar dez professores responsáveis pela dinamização das nove unidades/pólos, bem como contribuir com 400 litros de combustível a cada uma delas.

Em declarações à Agência Lusa, o conselheiro cultural da Embaixada de Portugal em Bissau, Luís Machado, lembrou que a ideia remonta a 2001, na altura em que Jorge Couto presidiu o Instituto Camões, mas só agora foi possível concretizá-la com o interesse da actual presidente da instituiçaõ, Simonetta Luz Afonso, que apoiou a ideia desde o início.


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