Instituto da Saúde da Madeira apela à população para seguir medidas preventivas

Funchal, 04 out (Lusa) -- A presidente do Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais da Madeira (IASAUDE) apelou hoje à população para que siga as medidas preventivas da propagação do mosquito "Aedes aegypti", transmissor do vírus da febre de dengue.

Lusa /

"O mais importante neste momento é a população estar sensibilizada para as medidas adequadas de prevenção, quer no âmbito pessoal ou no ambiente doméstico, para que se possa controlar o desenvolvimento das larvas e a propagação dos mosquitos", afirmou à agência Lusa Ana Nunes.

Na quarta-feira, o IASAUDE revelou a existência de dois casos -- um homem e uma mulher, residentes no Funchal e Santa Cruz - confirmados de febre de dengue e 22 outras situações suspeitas, que ainda estão em análise no Instituto Nacional de Saúde dr. Ricardo Jorge, sendo todos relativos a pessoas residentes na Madeira que não saíram da região.

Entre as medidas preventivas de âmbito pessoal, Ana Nunes apontou a necessidade de reduzir a exposição corporal, usando camisa de manga comprida e calças, assim como roupa clara, que permite ver os mosquitos.

Em ambiente doméstico, o IASAUDE pede atenção redobrada para qualquer objeto que possa acumular água, solicitando que a população remova os pratos dos vasos ou, então, coloque neles areia.

Estas e outras medidas constam em folhetos informativos que se encontram nos centros de saúde e outras entidades da região.

A presidente do IASAUDE acrescentou que o instituto tem em campo técnicos de saúde ambiental que, de porta a porta, vão transmitindo esta informação à população, verificando, igualmente, o cumprimento dos conselhos.

"Dado o aumento da atividade do mosquito, estamos no terreno de forma mais intensa", garantiu a médica, referindo que, as ações porta a porta ocorrem "fundamentalmente" nos concelhos do Funchal, Câmara de Lobos, Ponta do Sol e Santa Cruz.

Segundo a presidente do IASAUDE não está descartado outro tipo de sensibilização, sobretudo através dos media, prosseguindo, igualmente, a "monitorização do mosquito no sentido de saber a sua propagação", trabalho que está a ser desenvolvido há vários anos com o Instituto de Medicina Tropical.

Questionada sobre a razão do aparecimento da doença agora, Ana Nunes apontou as alterações climatéricas, associadas a "um verão muito quente e muito húmido" e aos fogos de julho.

"Estes fatores, provavelmente, levaram à acumulação de águas nas zonas baixas do Funchal, permitindo o desenvolvimento do mosquito", justificou.

Ana Nunes, à semelhança do que já informara a Direção-Geral da Saúde, reiterou não haver motivo para "reações alarmistas".

"A esmagadora maioria das situações detetadas são ligeiras, semelhantes a uma síndroma febrícula, mialgias, artralgias, pelo que se aconselha as pessoas, na eventualidade de apresentarem estes sintomas, juntamente com a picada, para recorrerem aos centros de saúde", declarou, sublinhando que as pessoas não devem tomar aspirina e seus derivados.

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