Instituto Gulbenkian vai ser presidido por inglês, que substitui António Coutinho

Lisboa, 28 jun (Lusa) -- O investigador britânico Jonathan Howard vai ser o novo presidente do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), onde irá substituir o português António Coutinho, que abandona o cargo a seu pedido, anunciou hoje a Fundação Calouste Gulbenkian.

Lusa /

Howard, que tomará posse a 01 de outubro, é atualmente professor de genética na Universidade de Colónia (Alemanha), revela uma nota da Fundação, divulgada depois da reunião de hoje do seu conselho de administração.

António Coutinho, 65 anos, licenciou-se em medicina, em 1969, na Universidade de Lisboa e doutorou-se em microbiologia médica e imunologia na Suécia, em 1974, tendo depois sido investigador em várias instituições científicas europeias.

O órgão dirigente da Fundação decidiu ainda que o IGC irá beneficiar de um reforço financeiro, mas não foram avançados valores sobre as novas dotações orçamentais. No ano passado, o orçamento do Instituto foi de 17,5 milhões de euros.

O novo modelo de gestão pretendido para o Instituto tem por objetivo dotá-lo de maior autonomia de modo a fazer parcerias com outras entidades externas para aumentar a entrada de verbas e investir na contratação dos "melhores investigadores nacionais e internacionais".

O Conselho Científico do IGC vai também ser "renovado", de acordo com o mesmo texto, passando a ser presidido pelo finlandês Kai Simons, que substituirá no lugar o Nobel da Medicina Sydney Brenner, que passará a integrar o conselho de gestão do instituto.

O IGC vai ter como "nova missão" colocar-se entre as "mais prestigiadas instituições da Europa" na investigação e na formação de doutorados em biomedicina, fomentando assim a "qualidade de outras instituições portuguesas" enquanto fortalece a "reputação internacional da Fundação Gulbenkian no mundo da ciência".

A nota de imprensa refere que o IGC foi a instituição nacional que mais contribuiu para o conjunto de trabalhos científicos publicados nas mais reputadas revistas científicas internacionais, como a Nature, a Science e a Cell.

Nos últimos 12 anos, o IGC instalou cerca de 80 grupos de investigação, cujos responsáveis foram quase todos atraídos do estrangeiro, dos quais cerca de metade já migraram para outras instituições em Portugal, após alguns anos no Instituto, acrescenta a nota de imprensa, que refere ainda o facto de o Instituto ter criado o primeiro programa de doutoramento no país, por onde passaram já cerca de 600 alunos.

Tópicos
PUB