Intempéries. Melo diz que prontidão dos militares foi "máxima desde o primeiro dia"
O ministro da Defesa Nacional afirmou hoje que o nível de prontidão das Forças Armadas durante as intempéries que atingiram o país foi "o máximo desde o primeiro dia", refutando atrasos.
"Não houve atraso, nem diminuição do grau de prontidão dos militares desde o primeiro dia, desde o primeiro momento, respondendo àquilo que lhes foi pedido pela Proteção Civil", afirmou Nuno Melo, durante uma audição na Assembleia da República, em resposta ao deputado do Chega Nuno Simões de Melo.
Interrogado sobre os timings de ação no terreno dos militares durante o "comboio de tempestades" que atingiu Portugal continental entre o final de janeiro e o início de fevereiro, Nuno Melo sublinhou que as Forças Armadas deram "desde o primeiro dia, em alguns casos, respostas de uma hora".
"Se isso não demonstra a elevada prontidão das Forças Armadas, então, não sei o que é que é mais preciso. Só tem que fazer meia dúzia de telefonemas para perceber o grau de prontidão absolutamente inexcedível e permanente das Forças Armadas, desde o primeiro dia", defendeu.
Nuno Melo acrescentou que os militares estão no terreno desde o dia 28 de janeiro e insistiu que "o nível de prontidão foi o máximo desde o primeiro dia".
"Não é o ministro que define níveis de prontidão, mas sim quem comanda", afirmou.
O governante ressalvou, contudo, que nesta matéria o Governo deu autorização para que passasse a existir um contacto direto entre os ramos das Forças Armadas e os municípios, agilizando a chegada de apoio ao terreno.
No início da sua intervenção, o deputado do Chega Nuno Simões de Melo criticou o ministro por ter feito declarações acerca do líder do seu partido, André Ventura, acusando-o de ter desrespeitado os militares das Forças Armadas durante o debate quinzenal no parlamento no dia 19 de fevereiro, e de ter faltado à verdade "sem qualquer pudor".
Nuno Melo disse manter as suas declarações, sem tirar "uma vírgula", acusando o Chega de usar a mentira para fazer política.
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.
Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.