Intervenções previstas para Alcântara no plano de drenagem são prioritárias - Marcos Perestrello

Lisboa, 12 Mar (Lusa) - O vice-presidente da Câmara, Marcos Perestrello (PS), classificou hoje de "prioritárias" as intervenções previstas no Plano de Drenagem de Lisboa para a zona de Alcântara, uma área da cidade particularmente afectada pelas cheias.

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"Destaco como prioritárias as intervenções que é necessário realizar em Alcântara, que é das zonas prioritárias a investir ao nível do saneamento", disse Marcos Perestrello na conferência de imprensa que se seguiu à reunião do executivo municipal.

O plano de drenagem foi hoje apresentado aos vereadores e será votado na próxima reunião de Câmara.

O estudo propõe para a bacia de Alcântara a construção de um reservatório na zona de Benfica - Campolide, e de um outro no ramal das Avenidas Novas.

Na bacia de Alcântara é também apontada a construção de quatro comportas, junto ao centro comercial Fonte Nova, junto ao largo General Sousa Brandão, junto à rua Inácio de Sousa e em São Domingos de Benfica.

O plano, elaborado por uma equipa do consórcio Chiron/Engidro/Hidra aponta para a construção de quatro grandes reservatórios na cidade e de um túnel entre a Almirante Reis e Santa Apolónia.

Marcos Perestrello referiu que as intervenções propostas têm um custo estimado entre 140 milhões de euros e 200 milhões de euros, a realizar em 10 a 12 anos.

Trata-se de "um investimento faseado" da autarquia, que está a discutir com a EPAL o estabelecimento de uma parceira para realizar estes investimentos.

O vereador explicou que são propostas a construção de "bacias de retenção e depósitos de água, para fasear o escoamento das águas da chuva".

O autarca sublinhou que o plano vai permitir "resolver um problema com várias décadas de atraso" das cheias na capital.

O plano de drenagem é o primeiro plano geral de saneamento da capital dos últimos 40 anos, depois dos estudos de Arantes e Oliveira, em 1941, e Pedro Celestino da Costa, em 1955.

Outra das obras propostas é a construção de um "túnel de um quilómetro, com profundidade de 65 metros, entre o Martim Moniz e Santa Apolónia", conforme expôs o engenheiro José Saldanha Matos, da Hidra, durante a apresentação do plano, na semana passada.

Esta é uma solução de "transvase" proposta devido à impossibilidade de se fazer um reservatório naquela zona.

O plano propõe também a construção de quatro grandes reservatórios "para atenuação dos caudais máximos", construção ou reconstrução de colectores com falta de capacidade de escoamento, aumento da capacidade elevatória da zona ribeirinha, entre outras medidas.

A construção de reservatórios no Intendente, no Vale de Chelas e na zona da Avenida de Berlim e Infante D. Henrique, são outras intervenções propostas.

O plano de drenagem foi adjudicado ao consórcio Chiron, Engidro e Hidra, em Fevereiro de 2006, durante o mandato de Carmona Rodrigues à frente da autarquia lisboeta.

ACL.

Lusa/Fim.


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