Intrusão e roubo de identidade prática mais comum

Na véspera da reunião ministerial em Praga sobre segurança na Internet, o presidente da Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC) indicou que o roubo de identidade é das práticas mais comuns em Portugal. Os riscos na rede, disse, são semelhantes aos do dia-a-dia, mas podem ter consequências diferentes.

RTP /

"Do ponto de vista da perturbação da utilização da Internet, as questões de intrusão e de roubo de identidade continuam a ser uma das mais críticas e comuns em Portugal", disse Luís Magalhães.

No que respeita ao roubo de identidade, um dos maiores perigos está nos dados de acesso bancários, onde, uma vez conseguidos, será possível movimentar com relativa facilidade as contas pessoais.

"Todas as situações que alguém possa considerar desagradáveis na vida real podem replicar-se na Internet. Os riscos não são diferentes aos do dia-a-dia, o que muda é a dimensão das formas de contacto e de interacção, que são amplificadas", disse o presidente da UMIC.

"Qualquer pessoa com acesso à Internet tem um mundo de informação e contactos ao seu dispor, pelo que é imprescindível, para aproveitar ao máximo as suas potencialidades, saber como se deve lidar com este meio", acrescentou.

12 a 15 denúncias de conteúdos ilegais por mês

Esta segunda-feira terá lugar em Praga um encontro ministerial da União Europeia sobre "Internet Segura para Crianças - lutar juntos contra conteúdos ilegais e conduta online".

A União Europeia está particularmente preocupada com a interacção das crianças com o mundo em rede. Três em cada quatro crianças europeias entre os 6 e os 17 anos têm acesso à Internet e metade das crianças com 10 anos têm telemóvel.

Em Portugal, o número de denúncias de conteúdos ilegais que chegam ao site "linhaalerta.internetsegura.pt, a funcionar desde Julho de 2007, "continua a ser bastante limitado", disse o responsável da UMIC. "Recebemos cerca de 12 a 15 denúncias por mês (...) a maior parte referem-se a conteúdos de pornografia infantil e pedofilia". Os "conteúdos xenófobos e de violência são marginais", acrescenta.

Luís Magalhães considera imprescindível "consciencializar e capacitar os mais jovens para uma utilização mais segura e consciente" da web, principalmente as redes sociais, blogues e salas de conversação.

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