"Isto não é decente", diz advogado de Sócrates

O advogado de José Sócrates, João Araújo, entende que as informações avançadas hoje pela comunicação social sobre a acusação ao antigo primeiro-ministro não acrescentam nada de novo.

Rita Soares /

Foto: Reuters/Hugo Correia

Em declarações à jornalista Arlinda Brandão, da Antena 1, João Araújo fala numa operação do Ministério Público para "intoxicar a opinião pública". Araújo conclui, dizendo que "isto não é decente".

Hoje, o semanário Expresso avança que José Sócrates vai ser acusado de "corrupção, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais" e que o ex-governante vai ser ouvido uma terceira e última vez pelo Ministério Público.

Entretanto, a SIC avança que essa audiência vai decorrer já na segunda-feira à tarde.

O Expresso cita uma fonte que não quis ser identificada, mas que revela que os procuradores dão conta de uma "prova robusta".

O Ministério Público alega que o ex-primeiro-ministro foi corrompido a troco de vinte e três milhões de euros, em três situações: por causa do resort de Vale do Lobo, nos negócios do Grupo Espírito Santo e da Portugal Telecom e nos negócios do Grupo Lena.

Também hoje, o Correio da Manhã avança uma investigação sobre os pagamentos a Socrates.

O jornal escreve que o ex primeiro-ministro recebeu luvas num montante próximo de trinta e três milhões, a titulo de contrapartidas, e que maior fatia terá vindo do Grupo Espírito Santo, com Ricardo Salgado aos comandos.

São informações que surgem a poucos dias de terminar o prazo para o fim da investigação, o que acontecerá na sexta-feira.
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