Janelas e mapas portugueses marcam Dia de Portugal nas Filipinas

"Janelas portuguesas" é o título da exposição que a pintora filipina Phyllis Zaballero leva à embaixada de Portugal nas Filipinas por ocasião do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Agência LUSA /

Integrada nas comemorações locais do Dia de Portugal, as obras de Phyllis Zaballero, efectuadas durante uma digressão da artista em 2002, vão estar patentes na residência da embaixada portuguesa e fazem parte das actividades culturais habitualmente organizadas por aquela missão diplomática por ocasião de festividades nacionais.

As comemorações de 2005 do Dia de Portugal incluem também o lançamento, iniciado em 2002, de mais uma publicação, a sexta, da embaixada sobre as relações luso-filipinas.

A nova obra, sobre os mapas portugueses das Filipinas do século XVI (entre 1512 e 1571) tem como autores Ivo Carneiro de Sousa e José Manuel Garcia e compila 29 mapas sobre as Filipinas feitos por cartógrafos portugueses a partir de 1512.

Em declarações à Agência Lusa, Ivo Carneiro de Sousa, que volta este ano à Universidade de Santo Tomás, em Manila, para uma conferência sobre as relações luso-filipinas, explicou que os mapas apresentados no livro constituem a evolução cartográfica da região onde acaba por se entender que a importância portuguesa dada às Filipinas acabaria por ser estabelecida como rota de passagem para o comércio com a China e com o Japão.

"A determinada altura existiam duas correntes em Portugal - uma que defendia a região das Filipinas como rota de passagem e outra que defendia a instalação de fortificações tendo sido derrotada a segunda para dar maior importância ao comércio com a China - zona de Cantão - e com o Japão", explicou Ivo Carneiro de Sousa.

Os mapas agora levados a livro incluem informações recolhidas pela Armada de Fernão de Magalhães onde se encontravam espiões portugueses e muitos foram desenhados com base nas informações de mercadores asiáticos que se deslocavam a Malaca, referiu o professor.

O reforço cultural através da edição de publicações e da realização de conferências nas Filipinas tem ainda a intervenção do Centro Português de Estudos do Sudeste Asiático.

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