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Jerónimo de Sousa justifica convite a PC colombiano

O secretário-geral do PCP afirmou em entrevista hoje publicada que reconhece legitimidade à luta das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), ainda que admita discordar dos métodos, recusando-se a classificar a organização como terrorista.

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"Independentemente do questionamento e da não subscrição deste ou daquele método, o PCP considera que o povo colombiano, na sua expressão das FARC, com essa separação em relação aos métodos, tem todo o direito a responder a uma violência fascista, terrorista, que não limpa a imagem do governo Uribe", disse Jerónimo de Sousa ao Público.

O líder comunista justificava o convite ao PC colombiano para se fazer representar na Festa do Avante!, que hoje se inicia, repetindo a presença do ano passado, que provocou controvérsia uma vez que o espaço dos comunistas colombianos continha várias referências às FARC.

"Quando convidamos o PC da Colômbia, que é um partido constitucional, com eleitos no parlamento e no Senado, nós reconhecemos que esse partido, legítimo e legitimado pelo povo, está a travar uma luta tremenda", sublinhou.

"Quanto às FARC, não me choca que as pessoas em relação aos reféns das FARC tenham uma posição solidária, o que é profundamente estranho é este silêncio de chumbo em relação a este dado objectivo: 90 por cento dos sindicalistas assassinados em todo o mundo são colombianos", acrescentou.

Interrogado sobre se subscreve a declaração de que José Saramago de que as FARC são uma organização terrorista, Jerónimo de Sousa disse que não costuma comentar afirmações de outros membros do PCP.

Sobre Hugo Chavez, disse que não se trata de um comunista e que o que se está a passar na Venezuela "não é uma revolução socialista".

"Não é por acaso" que os comunistas venezuelanos, que apoiam a revolução, resolveram "manter a sua independência", observou Jerónimo de Sousa, admitindo que o líder venezuelano está a tomar algumas medidas nos planos social e económico que o PCP também tomaria, nomeadamente a nacionalização dos poços de petróleo.

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