Joana foi morta por "motivos fúteis", mãe e tio são suspeitos

A criança desaparecida há 11 dias no Algarve foi morta na própria casa por "motivos fúteis", mas o corpo ainda não foi encontrado, disse hoje à Agência Lusa fonte da Polícia Judiciária.

Agência LUSA /

"Pode-se falar em homicídio qualificado sem haver corpo pelos elementos já recolhidos na prova testemunhal e na prova pericial", disse o sub-director da PJ de Faro, João Neto.

A mãe da vítima, Leonor Cipriano, e o tio materno foram detidos pela PJ, por serem os suspeitos da autoria do "homicídio qualificado", mas a fonte não indicou que tenham confessado o crime.

"Tudo nos leva a crer que se tratou de um crime violento e provocado por motivos fúteis, relacionados com questões de apropriação de pequenas importâncias em dinheiro que a vítima possuía", afirmou.

"A indicação do sítio exacto onde a criança se encontra enterrada não nos foi fornecida e o que estamos a fazer é através de tentativas localizar o corpo", observou o sub-director da PJ de Faro, frisando que "há prova testemunhal" do acto.

A PJ de Faro revelou que mobilizou excepcionais meios humanos, técnicos e científicos que estão a permitir o esclarecimento dos factos.

"A Polícia Judiciária aplicou todos os meios disponíveis relacionados com a recolha da prova e há forte probabilidade de que os factos ocorreram, designadamente o homicídio da pequena", disse o sub-director de Faro.

"Temos elementos que nos permitem dizer que houve violência", acrescentou João Neto.

Leonor Cipriano e o seu irmão serão ouvidos sexta-feira em tribunal para aplicação de medidas de coacção.


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