Jornais galegos destacam procura de independentista em Portugal
A imprensa da Galiza destaca hoje o aparecimento de 26 bombas numa casa de Vieira do Minho, Braga, e a busca pelas polícias espanhola e portuguesa do independentista galego Antón García Matos, de alcunha "Toninho".
De acordo com as edições "on-line" dos jornais "Correo Gallego" e "La V oz de Galicia", ambos de Santiago de Compostela, o "Toninho", suposto líder da o rganização independentista "Resistência Galega", é suspeito do fabrico das 26 bo mbas artesanais encontradas domingo numa casa florestal da Mata do Turio, em Vie ira do Minho.
Citando fontes da Guardia Civil, aquelas publicações escrevem que o espa nhol, que está fugido à justiça, "terá sido detectado recentemente em Portugal".
Esse facto - frisam os jornais galegos - poderá ter originado o abandon o precipitado dos artefactos explosivos e da propaganda do grupo, encontrados no local.
O achado é, também, noticiado pelos jornais "Faro do Vigo" e "Diário de Pontevedra", bem como pela generalidade dos meios de comunicação da Região Autó noma da Galiza.
A Resistência Galega - assinalam os diários - é tida como sendo o braço armado da Assembleia da Mocidade Independentista.
Antón Garcia Matos, que foi já condenado por pertencer ao Exército Gerri lheiro do Povo Galego, activo nos anos 90 mas entretanto desmantelado pela políc ia espanhola, foi um dos dez detidos na operação "Castiñeira", desencadeada em N ovembro de 2005 pela Guardia Civil.
Então, juntamente com os outros suspeitos, ficou em liberdade por ordem do juiz Santiago Pedraz, titular do caso. García Matos também está indiciado noutro inquérito a correr no Julgado Central de Instrucción da Audiencia Nacional, onde se investiga a autoria das bo mbas colocadas a 23 de Julho 2005 numa caixa Multibanco de Santiago de Compostel a, e contra uma empresa construtora, em Julho de 2006.
Há dois meses, um tribunal espanhol emitiu uma ordem de busca e captura contra Toninho, suspeitando as autoridades que terá fugido para Portugal. O caso está a ser investigado pela Brigada de Combate ao Banditismo da P J/Porto, em cooperação com a polícia espanhola, na mira de detectar eventuais co nexões entre o grupo independentista espanhol "Resistência Galega" e cidadãos po rtugueses.
Segundo fonte policial, além dos explosivos, a GNR local - alertada por residentes na zona - encontrou na antiga casa florestal alguns manuais para fab rico de bombas, escritos em português e em espanhol, e autocolantes do grupo ind ependentista.
Os explosivos, que estavam prontos para serem detonados, encontravam-se no local há cerca de um mês, calculam as autoridades, que procuram determinar s e a casa foi ou não habitada recentemente. O grupo político "Resistência Galega", que se manifestou pela primeira vez na Região Autónoma da Galiza em 2005, defende a sua independência.