País
José Sócrates alvo de "mais dúvidas" e de "e-mails fatais"
O primeiro-ministro, José Sócrates, e o caso Freeport voltam hoje a ser o alvo principal dos semanários Sol e Expresso. O primeiro dá conta de “e-mails recebidos pela Freeport ilustram amplamente a corrupção, enquanto o segundo refere que “duas testemunhas mantêm que Manuel Pedro disse, várias vezes, que tinha dado dinheiro a Sócrates”.
“Mais dúvidas para Sócrates explicar” e “E-mails fatais” são os títulos de hoje dos semanários Expresso e Sol, respectivamente, e trazem de novo para as primeiras páginas da informação o nome do primeiro-ministro, José Sócrates, e o caso Freeport.
O semanário Sol dá conta de e-mails trocados entre responsáveis do Freeport e Charles Smith, sócio da consultora Smith & Pedro, que referem um alegado pagamento para que a Declaração de Impacto Ambiental fosse aprovada.
Entre os excertos das mensagens atribuídas a Charles Smith, pode concluir-se que foi pedido um suborno para garantir a aprovação do Estudo de Impacto Ambiental do Freeport.
Num dos e-mails é pedido que o dinheiro seja enviado em duas tranches e num outro a empresa Smith & Pedro garante que o processo deveria estar concluído antes do novo Governo tomar posse, o que pode levar à conclusão de que havia um conhecimento antecipado das decisões oficiais e das datas em que seriam tomadas.
O semanário Sol chega à conclusão que os “E-mails recebidos pela Freeport ilustram amplamente a corrupção” e que o ”Estudo de Impacto Ambiental é o que requer maiores ‘luvas’, designadas por ‘bribery’.
Os E-mails, segundo o Sol, foram “recebidos em 2001 e 2002 pelos responsáveis da Freeport no Reino Unido e eram provenientes de Portugal, designadamente de Charles Smith, sócio da empresa contratada para obter as aprovações necessárias à construção do outlet de Alcochete”.
Ainda segundo o Sol os “e-mails implicam José Sócrates e responsáveis de organismos do Ministério do Ambiente e da Câmara de Alcochete numa negociação quanto aos passos a dar para conseguir que o empreendimento tivesse luz verde”.
Ainda segundo o Sol na correspondência trocada “as ‘bribery’, designados por pagamentos por baixo da mesa ou ‘luvas’, acordados entre os dois lados são palavras recorrentes”.
O semanário puxa mesmo para a primeira página excertos dos e-mails trocados onde se pode ler “tudo deve estar concluído antes do novo Governo tomar posse”, ou “tenho estado sob ordens muito rígidas do ministro para não dizer nada”, ou ainda “enviar a taxa em duas partes, uma para o Estudo de Impacto Ambiental e outra para os protocolos. Tenho as pessoas sob controlo graças a essa transferência” e finalmente “para o Estudo de Impacto Ambiental é necessário pagar mais 50K. Não digo para pagar já, faça só a transferência”.
Expresso tem testemunhas
O semanário Expresso coloca também na primeira página da edição de hoje José Sócrates e o caso Freeport para referir “duas testemunhas contactadas pelo Expresso mantêm que Manuel Pedro disse, várias vezes, que tinha dado dinheiro a Sócrates”.
Segundo o Expresso as duas pessoas ligadas a Manuel Pedro e contactadas pelo jornal confirmaram que “o ouviram dizer, várias vezes, ter pago 500 mil contos (2,5 milhões de euros) a José Sócrates”, enquanto outras duas dizem “nada ter ouvido” e há ainda “quem se recuse a falar”.
Ainda segundo o semanário dirigido por Henrique Monteiro, o ex-presidente e fundador do Freeport, Sean Collidge, procurado pelas autoridades, está em França, onde o Expresso o fotografou na sua casa em Cannes.
Rui Gonçalves fala em campanha de desinformação
A primeira reacção às informações de hoje chegou pela boca do ex-secretário de Estado do Ambiente, Rui Gonçalves, que classificou como uma "campanha de desinformação" as notícias de e-mails sobre a alegada corrupção na autorização do empreendimento.
Recorde-se, que foi Rui Gonçalves nas funções de secretário de Estado do Ambiente que assinou a Declaração de Impacte Ambiental que autorizou o Freeport.
Rui Gonçalves refere que "deviam perguntar a quem escreveu os e-mails o que queriam dizer. Estes e-mails são mais uma campanha de desinformação. Acho que há claramente um fornecimento de pseudo-informações aos órgãos de comunicação social".
O ex-secretário de Estado do Governo de António Guterres esclareceu ainda, para quem estiver interessado, que os procedimentos de avaliação de impacte ambiental são "um processo claro, transparente e público" e que o "processo de impacte ambiental pode ser consultado já que não está submetido a segredo".
Já o primeiro-ministro, que esteve esta manhã no Alentejo, apenas referiu estar "preparado para resistir a todas as ignomínias desta campanha, que fazem contra mim e contra a minha família".
O semanário Sol dá conta de e-mails trocados entre responsáveis do Freeport e Charles Smith, sócio da consultora Smith & Pedro, que referem um alegado pagamento para que a Declaração de Impacto Ambiental fosse aprovada.
Entre os excertos das mensagens atribuídas a Charles Smith, pode concluir-se que foi pedido um suborno para garantir a aprovação do Estudo de Impacto Ambiental do Freeport.
Num dos e-mails é pedido que o dinheiro seja enviado em duas tranches e num outro a empresa Smith & Pedro garante que o processo deveria estar concluído antes do novo Governo tomar posse, o que pode levar à conclusão de que havia um conhecimento antecipado das decisões oficiais e das datas em que seriam tomadas.
O semanário Sol chega à conclusão que os “E-mails recebidos pela Freeport ilustram amplamente a corrupção” e que o ”Estudo de Impacto Ambiental é o que requer maiores ‘luvas’, designadas por ‘bribery’.
Os E-mails, segundo o Sol, foram “recebidos em 2001 e 2002 pelos responsáveis da Freeport no Reino Unido e eram provenientes de Portugal, designadamente de Charles Smith, sócio da empresa contratada para obter as aprovações necessárias à construção do outlet de Alcochete”.
Ainda segundo o Sol os “e-mails implicam José Sócrates e responsáveis de organismos do Ministério do Ambiente e da Câmara de Alcochete numa negociação quanto aos passos a dar para conseguir que o empreendimento tivesse luz verde”.
Ainda segundo o Sol na correspondência trocada “as ‘bribery’, designados por pagamentos por baixo da mesa ou ‘luvas’, acordados entre os dois lados são palavras recorrentes”.
O semanário puxa mesmo para a primeira página excertos dos e-mails trocados onde se pode ler “tudo deve estar concluído antes do novo Governo tomar posse”, ou “tenho estado sob ordens muito rígidas do ministro para não dizer nada”, ou ainda “enviar a taxa em duas partes, uma para o Estudo de Impacto Ambiental e outra para os protocolos. Tenho as pessoas sob controlo graças a essa transferência” e finalmente “para o Estudo de Impacto Ambiental é necessário pagar mais 50K. Não digo para pagar já, faça só a transferência”.
Expresso tem testemunhas
O semanário Expresso coloca também na primeira página da edição de hoje José Sócrates e o caso Freeport para referir “duas testemunhas contactadas pelo Expresso mantêm que Manuel Pedro disse, várias vezes, que tinha dado dinheiro a Sócrates”.
Segundo o Expresso as duas pessoas ligadas a Manuel Pedro e contactadas pelo jornal confirmaram que “o ouviram dizer, várias vezes, ter pago 500 mil contos (2,5 milhões de euros) a José Sócrates”, enquanto outras duas dizem “nada ter ouvido” e há ainda “quem se recuse a falar”.
Ainda segundo o semanário dirigido por Henrique Monteiro, o ex-presidente e fundador do Freeport, Sean Collidge, procurado pelas autoridades, está em França, onde o Expresso o fotografou na sua casa em Cannes.
Rui Gonçalves fala em campanha de desinformação
A primeira reacção às informações de hoje chegou pela boca do ex-secretário de Estado do Ambiente, Rui Gonçalves, que classificou como uma "campanha de desinformação" as notícias de e-mails sobre a alegada corrupção na autorização do empreendimento.
Recorde-se, que foi Rui Gonçalves nas funções de secretário de Estado do Ambiente que assinou a Declaração de Impacte Ambiental que autorizou o Freeport.
Rui Gonçalves refere que "deviam perguntar a quem escreveu os e-mails o que queriam dizer. Estes e-mails são mais uma campanha de desinformação. Acho que há claramente um fornecimento de pseudo-informações aos órgãos de comunicação social".
O ex-secretário de Estado do Governo de António Guterres esclareceu ainda, para quem estiver interessado, que os procedimentos de avaliação de impacte ambiental são "um processo claro, transparente e público" e que o "processo de impacte ambiental pode ser consultado já que não está submetido a segredo".
Já o primeiro-ministro, que esteve esta manhã no Alentejo, apenas referiu estar "preparado para resistir a todas as ignomínias desta campanha, que fazem contra mim e contra a minha família".