País
José Sócrates de volta ao tribunal um ano depois
O antigo primeiro-ministro José Sócrates volta esta manhã ao tribunal onde decorre o julgamento da Operação Marquês. O regresso acontece precisamente um ano depois de ter pedido uma pausa de dez dias para se preparar para falar sobre as acusações que sobre ele recaem no período a partir de 2011.
Há um ano o antigo primeiro-ministro José Sócrates prestou declarações no julgamento do processo conhecido por Operação Marquês durante nove sessões, até que no dia 10 de setembro de 2025 pediu uma pausa à juíza Susana Seca, porque era "uma violência física falar durante tanto tempo seguido em tribunal". Mas sublinhou depois aos jornalistas que não se recusava a falar.
Na altura, José Sócrates prestou declarações em tribunal sobre vários temas, nomeadamente o Parque Escolar, o Grupo Lena, Vale de Lobo, Ricardo Salgado, o TGV, e a PT, mas não quis responder a questões relacionadas com as entregas de dinheiro vivo, alegando que precisava de mais tempo.
O tribunal chegou a nomear vários advogados oficiosos, enquanto o antigo primeiro-ministro não apontava um defensor, mas não chegaram sequer a falar com José Sócrates. Foi o caso de José Manuel Ramos, que chegou a estar numa sessão, mas também de Inês Louro, que pediu logo escusa por ser militante do Chega. Ana Velho, que chegou a estar em tribunal durante a inquirição de testemunhas em janeiro, garantiu aos jornalistas que não conseguiu falar com o antigo primeiro-ministro.
Dias depois, José Sócrates nomearia Sara Leitão Moreira para o representar, mas no dia 24 de fevereiro deste ano a advogada de Coimbra foi a tribunal ler uma declaração que trazia escrita para dizer que renunciava à defesa do antigo primeiro-ministro em protesto contra o facto de o tribunal não lhe ter dado um prazo superior a dez dias para que consultasse o processo.
Depois da renúncia, o tribunal pediu à Ordem dos Advogados para nomear um advogado para ficar de prevenção no caso de haver novas renúncias de defensores escolhidos por José Sócrates. O Conselho Regional de Lisboa da Ordem dos Advogados apontou Marco António Amaro, mas no dia 10 de março chegou a notícia de que este advogado apresentou um pedido de escusa.
O Conselho Geral da Ordem dos Advogados nomeou então Luís Carlos Esteves para representar José Sócrates, mas, enquanto havia dúvidas sobre esta nomeação, o advogado de escala Humberto Monteiro chegou a representar o antigo primeiro-ministro. Chegaram mesmo a estar os dois na sala do tribunal ao mesmo tempo, o que aconteceu no dia 17 de março.
Neste mesmo dia o advogado Filipe Batista, que defende neste processo a ex-mulher de José Sócrates Sofia Fava, chegou a pedir a palavra em tribunal para dizer que tinha uma procuração de José Sócrates para o representar, mas só aceitava fazê-lo se a juíza-presidente lhe dissesse que tinha dez dias para consultar o processo. Susana Seca afirmou que só lhe podia dar uma resposta se apresentasse um documento que provasse que tinha sido nomeado por José Sócrates, mas isso não aconteceu.
A 14 de maio deste ano, dia em que José Sócrates foi ao Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa a propósito da ação que intentou contra o Estado português por violação dos prazos máximos legais do inquérito da Operação Marquês, o antigo primeiro-ministro garantiu aos jornalistas que não tem dificuldades em arranjar advogados.
José Sócrates sublinhou ainda nesse dia que queria voltar a tribunal para se defender das acusações que recaem sobre ele.
Na semana passada, o Observador avançou que o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa rejeitou a providência cautelar apresentada por José Sócrates para anular a nomeação de Luís Carlos Esteves no julgamento da Operação Marquês.
Na altura, José Sócrates prestou declarações em tribunal sobre vários temas, nomeadamente o Parque Escolar, o Grupo Lena, Vale de Lobo, Ricardo Salgado, o TGV, e a PT, mas não quis responder a questões relacionadas com as entregas de dinheiro vivo, alegando que precisava de mais tempo.
O advogado de José Sócrates era então Pedro Delille, que chegou a trabalhar na defesa de Sócrates neste processo com o advogado João Araújo, que morreu em 2020. Delille abandonou a defesa de Sócrates em rutura com a juíza-presidente Susana Seca a 4 de novembro de 2025.
Depois disso, Sócrates escolheu o advogado José Preto, mas este esteve internado com uma pneumonia e renunciou ao mandato a 13 de janeiro de 2026, lamentando que o tribunal não lhe tivesse dado mais tempo para consultar o processo.
O tribunal chegou a nomear vários advogados oficiosos, enquanto o antigo primeiro-ministro não apontava um defensor, mas não chegaram sequer a falar com José Sócrates. Foi o caso de José Manuel Ramos, que chegou a estar numa sessão, mas também de Inês Louro, que pediu logo escusa por ser militante do Chega. Ana Velho, que chegou a estar em tribunal durante a inquirição de testemunhas em janeiro, garantiu aos jornalistas que não conseguiu falar com o antigo primeiro-ministro.
Dias depois, José Sócrates nomearia Sara Leitão Moreira para o representar, mas no dia 24 de fevereiro deste ano a advogada de Coimbra foi a tribunal ler uma declaração que trazia escrita para dizer que renunciava à defesa do antigo primeiro-ministro em protesto contra o facto de o tribunal não lhe ter dado um prazo superior a dez dias para que consultasse o processo.
Depois da renúncia, o tribunal pediu à Ordem dos Advogados para nomear um advogado para ficar de prevenção no caso de haver novas renúncias de defensores escolhidos por José Sócrates. O Conselho Regional de Lisboa da Ordem dos Advogados apontou Marco António Amaro, mas no dia 10 de março chegou a notícia de que este advogado apresentou um pedido de escusa.
O Conselho Geral da Ordem dos Advogados nomeou então Luís Carlos Esteves para representar José Sócrates, mas, enquanto havia dúvidas sobre esta nomeação, o advogado de escala Humberto Monteiro chegou a representar o antigo primeiro-ministro. Chegaram mesmo a estar os dois na sala do tribunal ao mesmo tempo, o que aconteceu no dia 17 de março.
Neste mesmo dia o advogado Filipe Batista, que defende neste processo a ex-mulher de José Sócrates Sofia Fava, chegou a pedir a palavra em tribunal para dizer que tinha uma procuração de José Sócrates para o representar, mas só aceitava fazê-lo se a juíza-presidente lhe dissesse que tinha dez dias para consultar o processo. Susana Seca afirmou que só lhe podia dar uma resposta se apresentasse um documento que provasse que tinha sido nomeado por José Sócrates, mas isso não aconteceu.
A 14 de maio deste ano, dia em que José Sócrates foi ao Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa a propósito da ação que intentou contra o Estado português por violação dos prazos máximos legais do inquérito da Operação Marquês, o antigo primeiro-ministro garantiu aos jornalistas que não tem dificuldades em arranjar advogados.
José Sócrates sublinhou ainda nesse dia que queria voltar a tribunal para se defender das acusações que recaem sobre ele.
Na semana passada, o Observador avançou que o Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa rejeitou a providência cautelar apresentada por José Sócrates para anular a nomeação de Luís Carlos Esteves no julgamento da Operação Marquês.