José Sócrates destaca "ambição" do novo I3S, criado por três institutos do Porto

Porto, 28 Jan (Lusa) - O primeiro-ministro, José Sócrates, elogiou hoje, no Porto, a "ambição" que presidiu à criação do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S), que reúne três das maiores entidades de investigação científica em Portugal.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

"O I3S resulta da junção de três das mais prestigiadas instituições científicas portuguesas, com a ambição de formar uma entidade que sirva melhor o país e esteja ao serviço dos portugueses", afirmou Sócrates, na cerimónia de assinatura do consórcio que cria a nova instituição de investigação.

O I3S resulta da união de esforços entre o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), o Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) e Instituto de Engenharia Biomédica (INEB).

José Sócrates considerou que a criação deste novo instituto "é um belíssimo sinal" para a comunidade científica portuguesa, defendendo a importância de "juntar investigadores e racionalizar meios para competir à dimensão internacional".

"Este consórcio representa um rompimento com o pensamento mesquinho de partilhar de poder individual", frisou.

Na intervenção que proferiu na cerimónia, realizada no auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), Sócrates recordou o "grande esforço" que o governo tem vindo a fazer no apoio à investigação científica, recordando que as verbas do Orçamento de Estado para este ano representam "pela primeira vez" um por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

"Este não é um movimento episódico, veio para continuar. Não tenho dúvidas da importância da ciência para o desenvolvimento do país", afirmou.

A cerimónia começou com uma pequena intervenção de Carlos Lage, presidente da CCDRN, que elogiou o "rasgo de três sábios do nosso tempo", numa referência a Sobrinho Simões (IPATIMUP), Alexandre Quintanilha (IBMC) e Mário Barbosa (INEB).

Um dessas `sábios`, Alexandre Quintanilha, salientou que o novo instituto vai aproveitar a sobreposição de áreas de investigação existente entre as três entidades que o criaram, salientando que o I3S contará com cerca de 730 pessoas, com uma média etária de 25 a 35 anos.

"Queremos criar um `cluster` de saúde no Norte, especialmente nas áreas da farmacêutica, biomedicina e genética", afirmou, salientando que o I3S terá como principais prioridades as doenças degenerativas, o cancro, as doenças metabólicas e as infecciosas.

Para Alexandre Quintanilha, "este é o princípio de uma viagem que consideramos que vale a pena", salientando que "a maior parte das coisas" que os três institutos fizeram até agora "é de muita qualidade".

Sem dúvidas a esse respeito, o ministro do Ciência, Mariano Gago, considerou que o novo instituto "é uma forma de exploração interdisciplinar em domínios transversais".

"Em Portugal, as instituições científicas são o sector mais internacionalizado e onde a colaboração institucional é mais intensa", frisou, recordando que "a ciência avançada não pode ser local".

Mariano Gago manifestou "grande orgulho" com a criação do I3S, salientando esperar que a nova instituição consiga "abrir novas áreas" de investigação.

FR.


PUB