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Dia de manifestação nacional pelo direito à habitação e contra aumento do custo de vida

Jovens do movimento recebidos com palmas em desfile de milhares da CGTP

Jovens do movimento recebidos com palmas em desfile de milhares da CGTP

Vários milhares de pessoas, entre elas cerca de 100 jovens do movimento pela habitação, recebidos com palmas à chegada à Praça D. João I, participaram no desfile organizado pela CGTP no Porto.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

Sob o lema "Mais salário, melhores pensões e serviços públicos -- Contra o aumento do custo de vida -- Novo rumo para Portugal" a manifestação nacional teve uma forte adesão no Porto, levando milhares de pessoas às ruas, enchendo a Rua de Santa Catarina, desde a Praça da Batalha, até ao cruzamento com a Rua Fernandes Tomás, rumo à praça que tem centrado as atenções na última semana.

Inseridos na segunda metade do desfile, empunhando cartazes e segurando a tenda que tem sido o lema da sua luta, os cerca de 100 jovens do movimento pela habitação entraram na Praça D. João I cerca das 11:48, quando já decorriam as intervenções agendadas pela central sindical, tendo sido recebidos com palmas.

Fruto da adesão verificada, a praça acabou por ser pequena, com as pessoas a serem obrigadas a situar-se nos passeios anexos para assistirem aos discursos.

A "simpatia do povo" para com o movimento, testemunhou a Lusa, foi descrita por um guia-intérprete, na Praça da Batalha, a um grupo de turistas que perguntaram o que se estava a passar e porque havia ali tanta gente.

Na conversa, em inglês, com os turistas, o guia fez uma breve descrição da intervenção policial na madrugada de quinta-feira que causou 39 feridos, quando os jovens dormiam em tendas e sem que nunca tenham causado distúrbios.

Na noite de quinta-feira, a partir das 19:00, cerca de três mil pessoas concentraram-se para manifestar pelo direito à habitação, na sequência de uma acampada que começou no sábado e teve intervenção de limpeza municipal na segunda-feira, primeiro, e uma carga policial na madrugada de quinta-feira, depois, da qual resultaram quatro dezenas de feridos, com a organização a garantir ter sido sempre pacífica e a PSP a defender que houve "resistência".

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