Julgado de Paz de Lisboa atendeu 8.000 pessoas e resolveu 520 processos em 2005

O juiz coordenador do Julgado de Paz de Lisboa, que sábado comemora quatro anos, fez hoje um balanço positivo do ano de 2005, lembrando que aquela estrutura atendeu oito mil pessoas, recebeu 553 processos e resolveu 520.

Agência LUSA /

João Chumbinho, juiz coordenador do Julgado de Paz de Lisboa - o primeiro deste sistema alternativo aos tribunais para resolução de conflitos - , adiantou à Agência Lusa que, comparativamente a 2004, houve um aumento em cerca de 20 por cento na entrada de processos, que passaram de 449 para 553.

De acordo com a mesma fonte, houve 520 processos resolvidos, 60 por cento dos quais por mútuo acordo. Destes, 20 por cento foram resolvidos por mediação e os restantes 40 por cento por conciliação de juiz.

O juiz coordenador do Julgado de Paz de Lisboa sublinhou ainda que a média de resolução de todos os processos não ultrapassa os 60 dias.

Os Julgados de Paz são uma alternativa aos tribunais tradicionais na resolução de litígios que envolvem valores inferiores a 3.740,98 euros e conferem a possibilidade de as partes em conflito optarem pela mediação para a sua resolução ou por um julgamento por um juiz de paz.

Os Julgados de Paz funcionam de uma forma mais célere, têm uma tramitação processual mais simplificada e custos mais reduzidos.

Com a revisão constitucional de 1997 foi criada a figura dos Julgados de Paz como categoria de tribunais e em 2001 entraram em funcionamento os primeiros em Lisboa, Seixal, Oliveira do Bairro e Vila Nova de Gaia.

O Julgado de Paz de Lisboa, que inicialmente abrangia apenas as freguesias do Lumiar, Carnide e Benfica, passou em 2003 a ter competência para todo o concelho.

Desde o dia 21 de Janeiro de 2002, o Julgado de Paz de Lisboa já recebeu mais de 1.300 processos, com uma média de resolução por acordo de 60 por cento.

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