Julgamento de Manuel Maria Carrilho retomado a 13 de maio com a mesma juiza
Lisboa, 21 abr (Lusa) -- O julgamento que opõe a apresentadora Bárbara Guimarães ao ex-marido e antigo ministro da Cultura António Maria Carrilho vai ser retomado a 13 de maio com a mesma juiza, disse hoje à agência Lusa um dos advogados.
O julgamento é retomado depois de o Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) ter rejeitado, na semana passada, por maioria, o pedido de afastamento da juíza Joana Ferrer Andrade.
A decisão da Relação de Lisboa de manter Joana Ferrer Andrade como juíza do caso relacionado com alegada violência doméstica foi tomada por maioria (2-1), tendo havido um voto de vencido.
Os juízes desembargadores do TRL julgaram improcedente os pedidos de afastamento da juíza apresentados por Bárbara Guimarães e pelo Ministério Público.
Em causa estavam as considerações feitas pela magistrada na primeira sessão de julgamento, em fevereiro passado, quando criticou em audiência a demora de Bárbara Guimarães em apresentar queixa contra o ex-ministro.
Na sequência disso, tanto o Ministério Público como Bárbara Guimarães pediram o afastamento da juíza, solicitando que fosse outra magistrada a julgar o caso relacionado com violência doméstica.
Manuel Maria Carrilho começou a ser julgado a 12 de fevereiro, em Lisboa, por alegada violência doméstica contra a sua ex-mulher.
Carilho e Bárbara separaram-se em 2013, após um casamento de mais de dez anos.
Segundo a acusação, na noite de 23 de agosto de 2013, Carrilho terá pegado numa faca de cozinha, apontou-a a Bárbara Guimarães, que estava com a filha ao colo, e ameaçou matá-la, a si e aos filhos, assim como a si mesmo.
A acusação sustenta que, anteriormente, já teriam existido agressões, como socos e pontapés, mas a apresentadora não apresentou queixa "por vergonha".
Carrilho também se queixou de ter sido vítima de violência doméstica, por parte de Bárbara Guimarães, que chegou a ser constituída arguida, mas o caso terminou no TRL, que decidiu não levar a julgamento a apresentadora da SIC.