Juventude Popular discorda de referendo em simultâneo com autárquicas
A Juventude Popular manifestou hoje a sua discordância em relação à proposta do PS de realizar o referendo europeu em simultâneo com as eleições autárquicas, posição diferente da manifestada pelo presidente do CDS-PP, Paulo Portas.
"Entende a JP que as eleições autárquicas, por sua natureza local, promovem a realização de diferentes tipos de debate que não são compatíveis com o debate da questão europeia", sublinha a Juventude Popular, em comunicado saído do seu Conselho Nacional, que hoje terminou em Oliveira do Bairro.
No entanto, não foi esta a posição expressa pelo presidente demissionário do CDS, Paulo Portas, na sexta-feira, no final da audiência com o primeiro-ministro José Sócrates com vista à preparação do Conselho Europeu de Bruxelas da próxima terça-feira.
Na altura, Portas exigiu que a pergunta a colocar aos portugueses seja "clara", considerando "instrumental" a questão da data para a realização da consulta.
"A questão da data para a realização do referendo ao Tratado Constitucional da União Europeia, designadamente se coincide ou não com uma eleição nacional, é instrumental e não temos antipatia por ela", observou Paulo Portas.
Do Conselho Nacional da Juventude Popular saíram também críticas ao programa de Governo, lamentando esta estrutura que não estejam concretizados no documento "os termos de forma e de execução" de promessas do PS como o choque tecnológico e a criação de 150.000 postos de trabalho.
"Quem tem maioria absoluta não tem desculpa para não concretizar as suas ideias. É um mau início e um mau prenúncio", considera a JP.
No Conselho Nacional dos jovens democratas-cristãos foi ainda aprovada uma moção de louvor a Paulo Portas, pelo exercício da presidência do CDS-PP.
"Porque os grandes líderes são os que mobilizam a juventude, a conseguem fazer acreditar e lhe dão maiores perspectivas de futuro", elogia a JP.