Lamego devolve AEC`s ao ministério da Educação por ser despesa "insustentável"

Lamego, 06 set (Lusa) -- A Câmara de Lamego anunciou hoje que vai devolver a responsabilidade da promoção das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) ao ministério da Educação por causa da impossibilidade de continuar a suportar a despesa correspondente ao município de 264.337 euros.

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A autarquia liderada pelo social-democrata, Francisco Lopes, justificou esta decisão com a "difícil realidade socioeconómica que o país atravessa e que se faz sentir no dia a dia".

O presidente afirmou, através de um comunicado enviado à comunicação social, que o diferencial que tem de ser suportado pela autarquia é "absolutamente insustentável no atual contexto económico".

Embora considere a educação como "um fator primordial de desenvolvimento social, pessoal e humano", a câmara disse que "não era possível continuar a suportar um custo total de 431.729 euros, comparticipado pelo ministério da Educação em apenas 264.337 euros.

O município esclareceu que esta função será, já a partir do arranque do novo ano letivo, assumida pelos agrupamentos de escolas do concelho.

O processo de promoção das AEC, nomeadamente a contratação de docentes, passa a ser conduzido pelo Agrupamento Vertical de Escolas de Lamego e Agrupamento Vertical de Escolas da Sé.

Para o ano letivo 2011/12, está previsto que estas atividades beneficiem quase 900 crianças da rede de escolas do primeiro ciclo do ensino público que, deste modo, vão continuar a ter acesso nas salas de aula às disciplinas de inglês, música e educação física.

A Câmara de Lamego diz que planificou, promoveu e concretizou as AEC´s pela primeira vez em 2005/06, com a introdução da disciplina de Inglês, a partir do primeiro ano de escolaridade.

Durante o último ano letivo, foram contratados 41 professores para lecionarem as três disciplinas e 40 auxiliares a meio tempo.

Francisco Lopes entende que o papel das AEC é "de extrema importância" na formação integral dos alunos, disse esperar que estas atividades prossigam e que "no futuro seja possível" retomar a colaboração com o Ministério da Educação".

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