Lar de Viana do Castelo ameaça deixar Governo sem terreno para novo centro de saúde
O Lar de Santa Teresa, Viana do Castelo, garantiu hoje que romperá o acordo de venda do terreno para a construção do novo centro de saúde local, caso o Governo não "formalize" o negócio até finais de Novembro.
"Este processo já se arrasta há quase uma década, há um ano atrás chegámos, finalmente, a acordo em relação ao preço, mas a verdade é que ainda não recebemos um cêntimo e nem sequer o negócio está formalizado", disse à Agência Lusa o director do Lar de Santa Teresa.
Segundo Soares Pereira, em causa está um terreno com 4.700 metros quadrados, na Avenida Capitão Gaspar de Castro, cuja venda foi acordada com o Ministério da Saúde por 800 mil euros.
"Os nossos prejuízos já são elevados e a nossa paciência está a chegar ao fim", avisou o director do lar.
Soares Pereira recordou que, há cinco ou seis anos, uma empresa quis instalar-se naquele terreno, pagando ao Lar de Santa Teresa uma renda de cinco mil euros por mês durante 25 anos e devolvendo à instituição o terreno e o edifício findo esse prazo, mas o negócio não chegaria a concretizar-se por que já decorriam conversações com o Ministério da Saúde.
"Agora, temos uma proposta semelhante e vamos avançar com ela, caso até finais de Novembro o Ministério da Saúde não sinalize a compra e não faça a respectiva escritura", acrescentou.
Contactada pela Agência Lusa, a coordenadora da Sub-Região de Saúde de Viana do Castelo, Ana Maria Ribeiro, confirmou que o acordo com o Lar de Santa Teresa está feito, pelo que, neste momento, "só falta o despacho ministerial" para a oficialização do negócio.
"Já há verba no PIDDAC (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central) para a compra do terreno e esperamos que, a todo o momento, surja o necessário despacho para podermos avançar com o processo", acrescentou.
Ana Maria Ribeiro disse ainda que está prevista a construção de um outro centro de saúde no Campo d+Agonia, no âmbito do Programa Polis, mas também este "encravou" na questão do terreno.
"Inicialmente, o terreno foi referenciado como tendo cerca de 1.500 metros quadrados, mas a verdade é que, quando foi medido, chegou- se à conclusão que tinha pouco mais de 900, o que é insuficiente para um centro de saúde. Por isso, o processo ficou em +stand-by+", explicou.
Estes dois novos centros de saúde substituirão o actual, que, como referiu Ana Maria Ribeiro, é em termos de espaço físico "o menos bom do distrito".