Lei de Programação de Infra-estruturas em "fase de conclusão"
O ministro da Defesa garantiu que está em "fase de conclusão" a Lei de Programação de Infra-estruturas (LPI), que deverá levar à venda e nova gestão de dezenas de imóveis das Forças Armadas.
A proposta de lei "está em fase de consultas institucionais", nomeadamente com o Ministério das Finanças, e "em breve" será divulgada, afirmou Nuno Severiano Teixeira, à margem da abertura solene do ano lectivo 2007/2008 do Instituto de Estudos Superiores Militares (IESM), em Lisboa.
A LPI é uma das reformas pendentes no Ministério da Defesa, a par de outras como a dos estabelecimentos de saúde e do ensino superior militar, esta última aprovada no Conselho de Ministros de quinta-feira.
A lei, que levará à venda de imóveis das Forças Armadas "sem interesse público", está atrasada relativamente ao calendário anunciado há um ano e oito meses pelo Ministério da Defesa.
Na assinatura, a 26 de Abril de 2006, de um protocolo sobre formas de aproveitamento económico, gestão ou alienação de património militar, entre os ministros da Defesa, Luís Amado, e das Finanças, Teixeira dos Santos, foi anunciado que no prazo de 30 dias (Maio de 2006) a lista estaria pronta e que em 90 dias (Julho de 2006) seria avaliada e validada.
O Ministério da Defesa, em Abril passado, explicou o atraso com "a complexidade do processo", a começar com a situação jurídica e patrimonial de alguns dos imóveis.
Sem dar mais pormenores, o ministro de Defesa afirmou que poderá anunciar "em breve" mais "alguns passos" das reformas, nomeadamente na saúde militar.
"Os princípios [das reformas] estão definidos, são conhecidos, o trabalho está bastante adiantado com as chefias militares e outras entidades que institucionalmente têm responsabilidades nas Forças e conto, em breve, dar um novo passo", afirmou.
Há um ano, também na abertura solene do ano lectivo do IESM, naquele que considerou o seu "primeiro discurso programático", Severiano Teixeira afirmou que a reestruturação das Forças Armadas terá que estar definida durante 2007.
Esse processo passa pelo reforço das competências do comando militar (CEMGFA) e a edificação de uma liderança operacional conjunta.