Lei Programação Militar não prevê renovação de frota de Falcon, Governo admite ponderar
Lisboa, 26 Fev (Lusa) - A Lei de Programação Militar (LPM), que define os investimentos de médio e longo prazo das Forças Armadas até 2023, é omissa sobre a renovação da frota de Falcon.
A última revisão da LPM foi aprovada em 2006 e contém um programa de investimentos de 55 mil milhões de euros, quantia que está concentrada para os primeiros 12 anos de aplicação da lei.
Em entrevista ao Rádio Clube Português, na segunda-feira, o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, admitiu que, após o incidente com o avião no voo do Presidente Cavaco Silva para a Jordânia, há uma semana e meia, a substituição possa ser ponderada, mas não adiantou nem como nem quando.
"A questão tem que se pôr, deve ser ponderada e depois decidida", afirmou Severiano, admitindo que qualquer decisão "não é imediata".
Os três jactos Falcon 50 da Força Aérea têm cerca de 20 anos, mas o seu valor de mercado é muito variável, cinco a dez milhões de euros, disse à Lusa fonte da empresa que representa a Falcon em Portugal, Vilsene.
O preço de um Falcon 50 "usado" varia segundo vários critérios como as horas voadas ou a manutenção, por exemplo, além de factores como a eventual negociação de compra de aviões - "como um negócio qualquer", segundo a fonte da Vilsene.
Os três Falcon 50 ao serviço da Força Aérea foram comprados em 1989 e 1991 para serem utilizados durante a primeira presidência da União Europeia (UE), em 1992, e já não se fabricam.
A marca Dassault Falcon é um dos vários fabricantes de jactos e tem várias alternativas para este tipo de transporte VIP como o Falcon 2000, com capacidade para 16 passageiros e que custa 35 milhões de dólares (23,6 milhões de euros), segundo fonte da empresa.
O Falcon 900, com uma configuração para este tipo de transporte, também para 16 pessoas, tem um custo de mercado de 40 milhões de dólares (cerca de 27 milhões de euros), segundo a mesma fonte da Vilsene.
NS.
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