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Leitura da sentença adiada, poderá ocorrer no final de Outubro

Leitura da sentença adiada, poderá ocorrer no final de Outubro

A leitura da sentença dos 35 arguidos do caso de alegada corrupção na GNR-BT de Albufeira, prevista para a próxima segunda-feira, foi adiada devido a dificuldades de instalações e poderá ocorrer no final de Outubro, disse fonte judicial.

Agência LUSA /

Dado o grande número de arguidos e advogados, o julgamento tem decorrido no auditório da Câmara Municipal de Albufeira, mas o agendamento prévio de um espectáculo de teatro para alunos das escolas, previsto para aquele espaço, impossibilitou o cumprimento da data prevista para a leitura de sentença.

Fonte judicial admitiu à Lusa que a leitura poderá ocorrer na última semana de Outubro, mas a data concreta ainda não está confirmada.

Desde o início do julgamento, a 15 de Outubro de 2003, os cerca de 30 advogados e os procuradores do Ministério Público sentam- se no palco daquele auditório, com os 35 arguidos sentados nas duas primeiras filas da plateia.

As alegações finais dos advogados de defesa constituídos no processo de corrupção da GNR-BT terminaram a 19 de Julho e ficaram marcadas pelas críticas apontadas à forma como a Polícia Judiciária (PJ) conduziu a investigação.

A maior parte dos causídicos considerou nulas as escutas telefónicas que sustentam grande parte da prova apresentada pelo Ministério Público (MP), já que as mesmas só foram entregues ao juiz 40 dias após o início da investigação, quando deveriam ter sido entregues de imediato.

à excepção de Sá Correia, defensor do primeiro-sargento Garcia, o único arguido em prisão preventiva, desde Abril de 2002, todos os advogados pediram a absolvição dos seus constituintes, tanto militares como empresários.

De acordo com as alegações finais do MP, apresentadas na passada quinta-feira, a magistrada Lina Langweg entendeu que ficaram provados todos os crimes constantes do despacho de pronúncia, pelo que pediu ao tribunal uma pena correspondente à culpa e ao grau de ilicitude da conduta de cada um dos arguidos.

Dos 35 arguidos acusados da prática dos crimes de associação criminosa, extorsão, abuso de poder e corrupção activa e passiva, apenas um - o primeiro-sargento Joaquim Garcia - está em prisão preventiva.

Este arguido é considerado pela acusação como o "cabecilha" da alegada associação criminosa que extorquia dinheiro a empresários da construção civil no Algarve a troco de perdão de multas.

As primeiras suspeitas surgiram devido aos sinais de riqueza exibidos pelos agentes da BT de Albufeira.

A acusação diz que os agentes instigavam os empresários a entregar-lhes dinheiro, combustíveis e outros bens materiais em troca do perdão de multas, ameaçando-os de que, caso não satisfizessem as suas exigências, impossibilitariam a sua actividade profissional.

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