Líder do CDS-PP apoia "marcha da indignação" e diz que iria se fosse professor

Lisboa, 07 Mar (Lusa) - O líder do CDS-PP, Paulo Portas, apoiou hoje a manifestação de professores contra a política de Educação no sábado, e criticou a "teimosia da ministra" a quem exigiu a suspensão do processo de avaliação dos docentes.

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"Se eu fosse professor ia à manifestação, como sou presidente de um partido acho que não devo fazê-lo. Mas espero que as pessoas possam perceber que o que está a acontecer em Portugal em matéria de sistema de ensino não faz nada bem ao nosso País", afirmou hoje Paulo Portas, em conferência de imprensa, na sede do CDS-PP.

Segundo a plataforma sindical de professores que está a organizar a "marcha da indignação", no próximo sábado, estima uma adesão superior a 40 mil docentes.

O líder democrata-cristão criticou "a teimosia da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, exigindo ao Governo que suspenda o processo de avaliação dos docentes.

"A teimosia é inimiga da competência. Não faz sentido um processo de avaliação que começa a meio do ano, transtorna a vida da escola, que não tem os documentos essenciais publicados a tempo e atinge os professores no núcleo essencial da dignidade profissional quando coloca as notas aos alunos como critério de julgamento dos professores", afirmou.

O líder do CDS-PP considerou que a ministra da Educação proferiu declarações falaciosas quanto ao sistema de avaliação na entrevista que deu quinta-feira à RTP.

"A ministra ainda ontem (quinta-feira) mais uma vez voltou a ser falaciosa relativamente a questões essenciais. Diz que não são as notas, são os progressos, isto é o `eduquês´ puro. Como é que se mede o progresso de um aluno senão pela nota?", questionou.

Paulo Portas afirmou esperar que o Governo altere ainda o sistema de avaliação naqueles pontos, e alertou que "as generalizações feitas pela ministra contra os professores põe em causa a autoridade do professor na sala de aula".

Sobre a acção da PSP que hoje recolheu informações sobre a participação dos professores na marcha junto de algumas escolas, Paulo Portas afirmou que "se foi intimidatória, espera que não se repita".

"Se é para tratar de matérias logísticas que é tarefa da polícia não tenho nada a dizer, se é intimidatória espero que não se repita", disse.


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