Líder do PSD deixa implícito apoio a ratificação parlamentar de novo Tratado

O líder do PSD, Luís Filipe Menezes, deixou implícito, em Bruxelas, o seu apoio à ratificação parlamentar do futuro Tratado Reformador da União Europeia, que será acordado quinta e sexta-feira pelos líderes dos 27, em Lisboa.

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"Em Portugal, as consultas referendárias não têm tido grande sucesso em termos participativos e o debate acaba por ter que ver com situações internas", disse Menezes, após uma reunião com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso.

Instado pelos jornalistas a clarificar a sua posição em relação ao modo de ratificação do novo Tratado, o novo líder do PSD referiu que "os militantes sabiam qual era a minha posição quando me elegeram" na disputa eleitoral directa do passado dia 29 de Setembro, em que derrotou Luís Marques Mendes.

"A minha posição é conhecida, pública", disse, sem no entanto a repetir.

Em Junho, Menezes foi taxativo: "Não se referendou a adesão à Comunidade Europeia nem o Tratado de Maastricht. Porque é que se há-de referendar este tratado, que já sabemos não vai pôr em causa qualquer instituição nacional?" questionou.

Em relação à terceira presidência portuguesa da UE, o líder social-democrata considerou ser ainda cedo para avaliar, nomeadamente porque depende do resultado das cimeiras de Lisboa e UE/África, agendada para Dezembro.

No entanto, fez questão de referir que o seu partido tem, em termos de política europeia, "posições semelhantes" às do PS e do governo.

Luís Filipe Menezes fez hoje a sua primeira deslocação ao estrangeiro na qualidade de líder do PSD, tendo-se reunido com Durão Barroso, num "acto simbólico".

No final do encontro elogiou a "inteligência" e a "habilidade" com que o presidente da Comissão ultrapassou a crise em que a UE mergulhou no Verão de 2005 com a recusa, em referendos, pela França e a Holanda do Tratado Constitucional.

A presidência portuguesa da UE, na senda do trabalho iniciado pela alemã, estabeleceu como uma das prioridades a adopção, até final do ano, do novo Tratado, que poderá ficar conhecido como "de Lisboa".

Menezes participa, na quinta-feira, assim como Durão Barroso, na mini-cimeira do grupo político europeu do PSD, o Partido Popular Europeu (PPE), também em Lisboa, antes do início da reunião dos líderes dos 27.

Durão Barroso liderou o PSD entre 1999 e 2004 e foi primeiro-ministro de 2002 a 2004, tendo abandonado o cargo para assumir a presidência do executivo de Bruxelas, terminando o mandato em 2009.


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