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Líder do PSD/Porto pede ação urgente do Governo no porto de pesca da Póvoa de Varzim

Póvoa de Varzim, Porto, 25 mai (Lusa) - Virgílio Macedo, presidente da Distrital do PSD/Porto, considerou hoje urgente que o governo agilize uma nova intervenção de desassoreamento do porto de pesca da Póvoa de Varzim, lembrando que está em causa a segurança dos pescadores.

Lusa /

O líder dos social-democratas do Porto esteve hoje no concelho poveiro, numa visita com mais deputados do partido na Assembleia da República, garantindo que o seu grupo parlamentar fará uma pergunta à Secretaria de Estado do Mar questionando o porquê de o processo não estar agilizado.

"Constatamos a olho nu o assoreamento deste porto de pesca e torna-se urgente uma intervenção", disse Virgílio Macedo, completando: "é fundamental que a Secretaria de Estado do Mar agilize o que é preciso em termos de contratos, e vamos fazer uma pergunta para saber a razão do interromper dos trabalhos".

O líder do PSD/Porto acrescentou: "Pode ver-se a olho nu o assoreamento, não é preciso virem engenheiros fazer estudos. Quando se fala em segurança das pessoas, sobretudo os que trabalham no mar, não podemos facilitar".

Recorde-se que no passado foi adjudicada uma dragagem para o porto de pesca poveiro, mas como esta começou já em pleno inverno, com as condições do mar a não serem as melhores, o problema acabou por não ser resolvido, tornando a intervenção inócua.

Virgílio Macedo defende que uma nova intervenção devia já iniciar-se neste verão, apontando que "os erros do passado não se devem repetir, pois o problema está identificado, os meios ainda estão no local, e este é o tempo certo para tal".

Menos confiante numa intervenção célere da tutela mostrou-se Aires Pereira, presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, que apontou uma solução.

"Parece-me evidente que, com um pouco de boa vontade e uma justificação, até por um ajuste direto era possível pôr as duas dragas que estão aqui paradas a trabalhar no verão", disse o autarca.

"Por enquanto, o processo está atrasadíssimo e um novo concurso dificilmente seria concluído antes de setembro ou outubro", apontou.

Aires Pereira, que no passado foi muito crítico quanto à morosidade do processo, confessou que "não queria voltar a fazer as declarações desagradáveis" que fez noutros momentos para "alertar para as circunstâncias de poder haver mortes se o problema persistir".

"Infelizmente, as pessoas não têm a mesma sensibilidade e não atribuem a mesma prioridade aos problemas. Enquanto autarca, tenho obrigação de continuar a chamar a atenção para os responsáveis do país para esta solução".

O presidente da Câmara Municipal poveira e o líder da distrital do PSD/Porto abordaram o tema à margem de uma visita ao arranjo urbanístico de requalificação da orla costeira de Aver-o-Mar e Aguçadoura.

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