Lightsource BP abandona Central Solar da Beira. Ambientalistas falam em meia vitória

Lightsource BP abandona Central Solar da Beira. Ambientalistas falam em meia vitória

A multinacional britânica Lightsource BP decidiu abandonar a Central Solar da Beira, que ia ser construída em Castelo Branco e Idanha-a-Nova. Contudo, continua de pé a central solar Sophia em Idanha-a-Nova e Penamacor.

RTP Antena 1 / Adicionar como fonte informativa
Foto: American Public Power Association - Unsplash

A reformulação do projeto tinha a viabilidade financeira comprometida por causa do processo de avaliação ambiental que era exigido.

O projeto da Beira previa a instalação de mais de 425 mil paineis fotovoltaicos numa área de mais de 500 hectares - para gerar uma potência de 266 megawatts.A proposta da multinacional britânica tinha sido chumbada pela Agencia Portuguesa do Ambiente no final do ano passado por causa dos grandes impactos negativos que iria provocar nos sistemas ecológicos locais e na ocupação do solo.

De pé continua o projeto da central solar Sophia, apresentando a multinacional britânica Lightsource BP a proposta de reduzir 34 por cento da capacidade prevista na proposta reformulada e apresentada à Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

De acordo com a multinacional energética, é dado mais espaço à fauna selvagem, reduz a área ocupada por painéis solares, e o concelho do Fundão apenas mantém uma linha para transportar a eletricidade produzida, deixando de ter painéis, que ficam apenas em Idanha-a-Nova e Penamacor.

A APA tinha dado pareceres negativos aos dois projetos, o Sophia e o Beira.

Sobre estas mudanças, Samuel Infante, da Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional, considera uma excelente notícia o fim do projeto da beira, mas critica a dimensão que o projeto Sophia mantém.
Samuel infante refere mesmo que este tipo de modelo “não pode executado numa área e num território vivo onde existe tanta população e agricultura e áreas protegidas”.
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