"Ligue antes, salve vidas". Programa alargado a urgências de Gaia e Santa Maria da Feira

por Cristina Sambado - RTP
João Marques - RTP

No âmbito do projeto "Ligue antes, salve vidas", as urgências dos hospitais de Gaia e de Santa Maria da Feira vão deixar de atender doentes pouco urgentes. Os que chegarem ao serviço sem encaminhamento da Linha SNS24, ou médico de família, vão ser atendidos em centros de saúde dos concelhos em 24 horas.

O que significa que os utentes com pulseiras azuis e verdes não vão ser atendidos nas urgências, mas saem do hospital com uma consulta marcada para o Centro de Saúde da área de residência.

O projeto piloto que já tinha sido experimentado na Póvoa de Varzim e em Vila do Conde, é agora alargado. O “Ligue antes, salve vidas” entrou em vigor em maio do ano passado, e permitiu reduzir de 60 para 15 por cento os doentes não referenciados.
Rosa Azevedo – Antena 1 

A segunda fase do projeto-piloto entrou em vigor em janeiro, tendo definido que o atendimento nas urgências tem de ser sempre precedido pela referenciação através da linha SNS 24, CODU/INEM, cuidados de saúde primários, médicos ou outra instituição de saúde.

Segundo os dados divulgados pelo Centro Hospitalar no início do ano, na primeira semana da 2.ª fase de monitorização do projeto, "81,6 por cento dos utentes que procuraram o serviço de urgência foram admitidos já previamente referenciados.
Portaria publicada em Diário da República
O ministro da Saúde destaca que “importa alargar” o projeto piloto a estas duas unidades de saúde “em função da área geográfica, da população coberta com médico de família, da organização dos cuidados de saúde primários em unidades de saúde familiar do tipo B e do trabalho que já tinha sido efetuado anteriormente”.

O afluxo à urgência de doentes com pouca gravidade, que podiam ser mais bem atendidos noutros pontos do sistema e, desde logo, nos cuidados de saúde primários, tem importantes implicações, quer ao nível da qualidade dos cuidados prestados, em especial para os utentes que a ele recorrem inadequadamente, quer ao nível da eficiência”, observa Manuel Pizarro.

O projeto de portaria que procede à definição da forma como os estabelecimentos e serviços prestadores de cuidados de saúde do SNS desenvolvem respostas de proximidade às necessidades assistências em situação de urgência foi colocado em discussão pública, tendo “recebido um conjunto de propostas”, indica o governante.

Pretende-se, assim, criar condições para um processo global de reforma do acesso aos serviços de urgência”, acrescenta Pizarro.

Segundo a portaria, cabe à direção executiva do SNS definir a implementação do projeto nas duas unidades de saúde.

c/ Lusa
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