Limpeza florestal está difícil em Arganil

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Limpeza florestal está difícil em Arganil

Foto: José Manuel Ribeiro - Reuters

A Câmara de Arganil considera difícil cumprir o prazo para a limpeza florestal. A lei determina que até quinta-feira os proprietários devem limpar as áreas envolventes a casas isoladas, aldeias e estradas.

Depois dessa data são as autarquias que se substituem aos proprietários que não tenham feito a limpeza e obrigadas a garantir todos os trabalhos de gestão de combustível até ao dia 31 de maio.

Sem o incêndio de outubro o município teria de garantir a limpeza de quatro mil hectares o que nas contas do município seria impensável porque não há recursos humanos nem financeiros.

O presidente da autarquia, Luís Paulo Costa, admite que face ao incêndio apenas será necessário garantir a limpeza de 800 hectares o que levanta mesmo assim muitas dificuldades.

O autarca considera a lei em muitos aspetos desequilibrada e lembra que a lei obriga a uma limpeza nas estradas a 10 metros para cada lado na horizontal o que a ser cumprido traria diversos problemas no concelho.

Em zonas de montanha as árvores são essenciais para a fixação dos solos e funcionam como uma espécie de “rails” de proteção naturais, além de ter impacto negativo no turismo.

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