País
Linha do Oeste prova que Santa Apolónia não é apenas uma estação em Lisboa
O edifício da estação da Guia, no concelho de Pombal, foi convertido num bar inspirado na ferrovia há 30 anos. A gerente acredita que o fecho da Linha do Oeste por nove meses vai fazer alguma diferença no negócio, ainda a lidar com os estragos causados pela tempestade Kristin, que afetou o telhado.
Foram três semanas e meia sem ser possível ter o bar aberto por causa do quadro elétrico. Seguiram-se dias de limpeza, para expulsar a humidade e o bolor que surgiram. A tempestade abriu uma parte do telhado e a água invadiu o edifício.
Os eletrodomésticos são uma fatia relevante dos prejuízos, mas as contas ainda não estão fechadas porque a eletricidade não está reposta no primeiro andar.
“Tivemos mais estragos dentro do edifício propriamente na estrutura”, que é de madeira, conta Diana Dias, a gerente do bar. Bar tem clientes locais mas também passageiros (antes da suspensão dos comboios)
O castanho é de facto a cor dominante neste bar, entre mesas e paredes de madeira. O castanho mais escuro, nas paredes, suporta vários horários dos comboios nas linhas portuguesas. Mas não vale a pena seguir as horas, ou então o passageiro cairá no engano: no caso da Linha do Oeste o horário é de 1983.

Vários horários antigos decoram o bar
De copo na mão, um cliente comenta que esta linha já devia estar fechada por causa do estado obsoleto - esta zona ainda não está eletrificada e as automotoras ao serviço são a diesel. Outro cliente é mais otimista, diz que temos de defender este comboio “histórico”. E recorda que era possível ir até Santa Apolónia, em Lisboa (com um transbordo nas Caldas da Rainha).
Estamos bem mais atrás, na Guia, mas aqui já estamos em Santa Apolónia também. É o nome deste bar desde 1996. Diana é gerente há menos tempo - desde novembro de 2025. Acredita que vai fazer alguma diferença o fecho da Linha do Oeste.

Edifício da estação da Guia
“Mesmo estando dez [minutos] ou meia hora à espera do comboio, acabam sempre por entrar e beber um café”, exemplifica Diana. E quem é que ainda usa aqui a linha? “Muitos estudantes” para Leiria, por exemplo, ou famílias que gostam de apanhar o comboio.

Ramos amontoados junto à linha entre as estações de Monte Redondo e Guia
Das Caldas da Rainha para a Figueira da Foz foram muitas as árvores caídas na via. A IP - Infraestruturas de Portugal já começou a fazer limpezas e os ramos amontoam-se em redor da linha, como a Antena 1 verificou entre as estações de Monte Redondo e Guia.
Já entre Meleças e Caldas da Rainha há mais de dez locais identificados como instáveis, por causa de deslizamentos de taludes e instabilidade na plataforma da via.
Os eletrodomésticos são uma fatia relevante dos prejuízos, mas as contas ainda não estão fechadas porque a eletricidade não está reposta no primeiro andar.
“Tivemos mais estragos dentro do edifício propriamente na estrutura”, que é de madeira, conta Diana Dias, a gerente do bar. Bar tem clientes locais mas também passageiros (antes da suspensão dos comboios)
O castanho é de facto a cor dominante neste bar, entre mesas e paredes de madeira. O castanho mais escuro, nas paredes, suporta vários horários dos comboios nas linhas portuguesas. Mas não vale a pena seguir as horas, ou então o passageiro cairá no engano: no caso da Linha do Oeste o horário é de 1983.
Vários horários antigos decoram o bar
De copo na mão, um cliente comenta que esta linha já devia estar fechada por causa do estado obsoleto - esta zona ainda não está eletrificada e as automotoras ao serviço são a diesel. Outro cliente é mais otimista, diz que temos de defender este comboio “histórico”. E recorda que era possível ir até Santa Apolónia, em Lisboa (com um transbordo nas Caldas da Rainha).
Estamos bem mais atrás, na Guia, mas aqui já estamos em Santa Apolónia também. É o nome deste bar desde 1996. Diana é gerente há menos tempo - desde novembro de 2025. Acredita que vai fazer alguma diferença o fecho da Linha do Oeste.
Edifício da estação da Guia
“Mesmo estando dez [minutos] ou meia hora à espera do comboio, acabam sempre por entrar e beber um café”, exemplifica Diana. E quem é que ainda usa aqui a linha? “Muitos estudantes” para Leiria, por exemplo, ou famílias que gostam de apanhar o comboio.
Ramos amontoados junto à linha entre as estações de Monte Redondo e Guia
Das Caldas da Rainha para a Figueira da Foz foram muitas as árvores caídas na via. A IP - Infraestruturas de Portugal já começou a fazer limpezas e os ramos amontoam-se em redor da linha, como a Antena 1 verificou entre as estações de Monte Redondo e Guia.
Já entre Meleças e Caldas da Rainha há mais de dez locais identificados como instáveis, por causa de deslizamentos de taludes e instabilidade na plataforma da via.