Linha SOS Criança Desaparecida acompanhou 48 casos em menos de um ano

A linha SOS Criança Desaparecida, do Instituto de Apoio à Criança (IAC) recebeu e acompanhou de Maio de 2004 até final de 2005 um total de 48 casos de desaparecimentos, disse fonte da organização.

Agência LUSA /

No Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, que se assinala hoje, os números do IAC são parte de uma realidade que preocupa o mundo e que na quarta-feira levou o comissário europeu de Segurança, Liberdade e Justiça a anunciar a intenção de ser criado um número de telefone único para ajudar a centralizar informação sobre estes casos.

O Instituto de Apoio à Criança, única organização portuguesa que integra a Federação Europeia para as Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente, tem a funcionar desde Maio de 2004 uma linha verde (1410) destinada exclusivamente para a denúncia de desaparecimentos.

Desde que foi criada a Linha Verde e até final de 2005, foram reportados 48 desaparecimentos de crianças e jovens, sendo que 23 eram do sexo masculino e 25 do sexo feminino.

Estas denúncias surgiram por e-mail, telefone e através do apartado e o tipo de desaparecimento foi na sua maioria por rapto parental ou fuga, tendo havido ainda três casos de rapto por terceiros.

Do total de denúncias, 20 tinham entre os 12 e os 17 anos, 14 delas entre um e cinco anos e sete ente os seis e os onze anos.

Dezanove das 48 crianças e jovens desapareceram no distrito de Lisboa.

O Dia Internacional das Crianças Desaparecidas é assinalado na Europa desde 2002.

Nos Estados Unidos várias organizações começaram a assinalar esta data a partir de 1979, quando uma criança foi raptada, no entanto só em 1983 é que os EUA oficializaram esta data.

Segundo o IAC, o propósito da data é encorajar a população a reflectir sobre todas as crianças que foram dadas como desaparecidas na Europa e no Mundo, espalhar a mensagem de esperança e solidariedade a nível nacional e internacional para com os pais e famílias que vivem este problema.

A data visa ainda sensibilizar as entidades responsáveis, nomeadamente na áreas da Educação, Social, Justiça e Segurança a reflectir sobre a prevenção e estratégias a aplicar no sentido de erradicar o fenómeno.

Uma das iniciativas partilhadas no seio da Federação Europeia das Crianças Desaparecidas e Exploradas Sexualmente é a utilização de um mesmo símbolo: a Flor de Miosótis, vulgarmente conhecida por "Não Me Esqueças".

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