Lisboa poderá ter praia com ondas artificiais na Doca do Poço Bispo

Lisboa, 20 Jun (Lusa) - O plano global para a zona ribeirinha de Lisboa que a câmara vai apresentar sábado à imprensa prevê uma nova praia, com ondas artificiais, na Doca do Poço do Bispo, que a autarquia quer ver integrado no domínio público municipal.

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O documento, a que a Lusa teve acesso e que será discutido na próxima reunião de câmara, prevê que o outro extremo da frente ribeirinha - Algés - seja igualmente reabilitado para a criação de uma praia, com piscina flutuante, propondo para isso o alargamento do areal existente.

O plano propõe, a prazo, a passagem da área da Doca do Poço do Bispo e zona envolvente para o domínio público municipal, passando a sua reabilitação pela criação de um grande equipamento lúdico e recreativo, com praia e piscina flutuante, e uma zona verde com edifícios de apoio a este equipamento.

O documento abrange uma série de intervenções que já estavam previstas em planos anteriormente apresentados, designadamente o do Governo para a zona de Alcântara que inclui o enterramento da via férrea e o da zona ribeirinha da Sociedade Frente Tejo, que contempla intervenções nas áreas de Belém/Ajuda e na frente da Baixa pombalina.

Esta nova proposta contempla já a afectação das áreas sem utilização portuária que foram alvo de um protocolo entre a câmara e o Governo para que passassem para a alçada da autarquia, que lhe dará novos usos.

Com um horizonte temporal de 20/25 anos, a proposta apresenta uma visão global para os 19 quilómetros de zona ribeirinha de Lisboa.

Prevê, por exemplo concentrar no sopé das colinas fronteiras ao rio - Matinha, Poço do Bispo, Beato, Aterro da Boavista, Alcântara, Ajuda, Belém e Pedrouços - novas áreas residenciais e de actividades com ligação ao rio, reordenar a mobilidade e circulação automóvel na zona ribeirinha e criar um canal para "mobilidade suave" em toda a frente, ligando os dois extremos da cidade com percursos pedonais e para bicicletas.

O plano enquadra-se nas linhas de orientação previstas no Programa Nacional de Política de Ordenamento de Território (PNPOT) 2007 e no Plano regional de Ordenamento de Território da Área Metropolitana de Lisboa (PROTAML) 2002.

Como a maior parte da frente ribeirinha da cidade de Lisboa está classificada no Plano Director Municipal (PDM) como Área de usos especiais, a proposta que o executivo camarário discute quarta-feira prevê a elaboração de "planos municipais de ordenamento do território, projectos urbanos e estudos viários".

A proposta da Câmara de Lisboa vai ser apresentada sábado à imprensa, durante uma viagem de barco entre Alcântara e o Parque das Nações.


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