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Loja do Cidadão das Laranjeiras, Lisboa, apenas com um balcão fechado

Loja do Cidadão das Laranjeiras, Lisboa, apenas com um balcão fechado

Os serviços da Loja do Cidadão das Laranjeiras em Lisboa estavam hoje às 09:50 a funcionar normalmente, com apenas um serviço, do Ministério da Saúde, encerrado devido à greve dos trabalhadores da Função Pública.

Agência LUSA /

A segurança desta loja disse à agência Lusa que à excepção de um gabinete do Ministério da Saúde, onde num papel se pode ler "posto encerrado por motivos de greve", está tudo a funcionar normalmente.

"Ninguém aderiu à greve", disse a funcionária, acrescentando que nota menos utentes na loja, apesar de ainda ser muito cedo.

"Antes de a loja abrir às 08:30 costuma estar muita gente à espera e hoje apenas estavam duas pessoas", exemplificou.

Na repartição dos serviços de identificação civil que pertence à Direcção-Geral dos Serviços e Notariado estavam a funcionar em pleno para surpresa de António Correia, que ia renovar o Bilhete de Identidade, e que esperava encontrar apenas um funcionário.

"Eu sabia da greve, mas sei que há sempre funcionários contratados que estão a trabalhar e como tal decidi avançar", referiu.

Paula Cardoso, reformada da Função Pública, lamentou que a greve não tenha tido mais expressão, mas espera que sexta-feira a paralisação "ganhe mais força".

"Faltar dois dias custa muito ao nosso bolso", referiu enquanto esperava ser atendida ao balcão da Caixa Geral de Aposentações.

A greve nacional da Função Pública foi marcada para hoje e sexta-feira e tem como motivos a intransigência negocial do Governo, os aumentos salariais, a subida das contribuições para a ADSE, o prolongamento do congelamento das progressões nas carreiras, a lei da mobilidade e a revisão do sistema de vínculos, carreiras e remunerações.

Esta é a segunda paralisação do género convocada pelas três estruturas sindicais do sector no período de quatro meses, depois da greve de 06 de Julho contra o novo regime de mobilidade de funcionários públicos, entretanto aprovado na Assembleia da República.

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