País
Longas filas para se poder pagar as antigas SCUT
Existência de poucos postos de venda dos identificadores para as SCUT onde a partir de sexta-feira passarão a ser cobradas portagens obriga centenas de pessoas a filas de seis horas. Obrigados a longas filas para adquirir o dispositivo electrónico, os utentes reclamam pela instalação de mais postos.
A recente decisão governamental de introduzir portagens nas SCUT do Norte Litoral, Grande Porto e Costa de Prata com a utilização de identificadores para permitir o pagamento das mesmas já na próxima sexta-feira, obriga os automobilistas que habitualmente usam essas vias de tráfego a comprarem o dispositivo electrónico correspondente até à próxima sexta-feira.
Essa compra processa-se lentamente já que nas áreas de influência dessas três SCUT só existem quatro lojas onde esses dispositivos podem ser adquiridos. Quem quiser dotar-se do identificador terá uma loja no Porto, uma na área de serviço de /Trofa/Santo Tirso da A3, uma outra em Santa Maria da Feira e finalmente a ultima na cidade de Aveiro.
Os utentes reclamam contra aquilo que qualificam como um improviso e pedindo a instalação de mais postos de venda.
A loja situada na Av. Fernão de Magalhães, do Porto, não tem mãos a medir. Há quem chegue à loja às 06h30 e mesmo assim por volta das 11h00 da manhã ainda não tivesse sido atendido. É o que aconteceu a um reformado que descontente, afirma “"isto parece quase um país de terceiro mundo. É inacreditável que haja pessoas que percam dias de trabalho para vir para aqui".
Viana do Castelo, importante cidade do norte do país, não tem nenhuma loja. Cristina Vale, por exemplo, teve de se deslocar da vila de Carreço com um filho de dois anos e meio para ir ao Porto comprar o dispositivo electrónico. Esperando desde as 07h00 da manhã eram 12h00 estava a desesperar pois ainda não tinha sido atendida.
"Em Viana não temos nenhum sítio onde comprar. Nem nas portagens da A3 em Valença ou em Ponte de Lima, não temos nada", acrescentando que "só devo ser atendida às três da tarde. Houve aqui uma senhora sem senha que foi buscar uma criança para ter prioridade. Eu não posso passar, dizem que é só para as crianças de colo".
Agostinho Seixas, um empresário da Maia, põe o dedo na ferida ao acusar a Via Verde de não ter "a flexibilidade necessária para criar condições de atendimento a estas pessoas que estão à espera de pagar para ter um serviço".
Mas há quem tenha tido ainda menos sorte. Houve quem tenha chegado às lojas e já não tenha conseguido obter uma senha que lhe permitisse ser atendido. Esses terão de voltar noutro dia. Outra opinião unânime é a de que as lojas que vendem o dispositivo, pelo menos nos primeiros tempos deveriam estar abertas ao fim-de-semana. Seria assim mais fácil para quem trabalha comprar o dispositivo legalmente obrigatório.
Para aqueles que tenham direito a isenções, podem habilitar-se via Internet, tendo sessenta dias para mostrar os documentos do automóvel. Até segunda-feira, já tinham sido vendidos 41 mil novos identificadores quer em pré-reservas concluídas e compras nas lojas, de acordo com fonte da empresa.
Estrangeiros também pagam antigas SCUT
Mas nas antigas auto-estradas sem custos para o utilizador, não circulam só veículos nacionais. Muitos veículos com matrícula estrangeira usam essas vias e também eles terão de obter o dispositivo electrónico não podendo usufruir da modalidade de pós – pagamento (pagamento após passagem na via).
Para quem em visita de turismo ou em trabalho circular por essas vias terá de optar entre um dispositivo electrónico temporário no caso de uma estadia curta, ou então, à semelhança dos condutores nacionais adquirir um dispositivo numa entidade de cobrança e então “contratar um sistema de pagamento automático (débito em conta) ou um pré-pagamento.
Para aqueles que estiverem em Portugal por períodos curtos e optarem pelo dispositivo temporário também este deverá estar associado a um sistema de pagamento automático (débito em cartão de crédito) ou um sistema de pré-pagamento sendo que então o valor mínimo será de 50 euros para os veículos ligeiros e 100 euros para os pesados.
"O não pagamento da taxa de portagem constitui uma contra-ordenação sujeita a coima para todos os utentes, nacionais e estrangeiros", lembra o Ministério das Obras Públicas, acrescentando que "a coima é 10 vezes a taxa de portagem, com um mínimo de 25 euros".
Essa compra processa-se lentamente já que nas áreas de influência dessas três SCUT só existem quatro lojas onde esses dispositivos podem ser adquiridos. Quem quiser dotar-se do identificador terá uma loja no Porto, uma na área de serviço de /Trofa/Santo Tirso da A3, uma outra em Santa Maria da Feira e finalmente a ultima na cidade de Aveiro.
Os utentes reclamam contra aquilo que qualificam como um improviso e pedindo a instalação de mais postos de venda.
A loja situada na Av. Fernão de Magalhães, do Porto, não tem mãos a medir. Há quem chegue à loja às 06h30 e mesmo assim por volta das 11h00 da manhã ainda não tivesse sido atendido. É o que aconteceu a um reformado que descontente, afirma “"isto parece quase um país de terceiro mundo. É inacreditável que haja pessoas que percam dias de trabalho para vir para aqui".
Viana do Castelo, importante cidade do norte do país, não tem nenhuma loja. Cristina Vale, por exemplo, teve de se deslocar da vila de Carreço com um filho de dois anos e meio para ir ao Porto comprar o dispositivo electrónico. Esperando desde as 07h00 da manhã eram 12h00 estava a desesperar pois ainda não tinha sido atendida.
"Em Viana não temos nenhum sítio onde comprar. Nem nas portagens da A3 em Valença ou em Ponte de Lima, não temos nada", acrescentando que "só devo ser atendida às três da tarde. Houve aqui uma senhora sem senha que foi buscar uma criança para ter prioridade. Eu não posso passar, dizem que é só para as crianças de colo".
Agostinho Seixas, um empresário da Maia, põe o dedo na ferida ao acusar a Via Verde de não ter "a flexibilidade necessária para criar condições de atendimento a estas pessoas que estão à espera de pagar para ter um serviço".
Mas há quem tenha tido ainda menos sorte. Houve quem tenha chegado às lojas e já não tenha conseguido obter uma senha que lhe permitisse ser atendido. Esses terão de voltar noutro dia. Outra opinião unânime é a de que as lojas que vendem o dispositivo, pelo menos nos primeiros tempos deveriam estar abertas ao fim-de-semana. Seria assim mais fácil para quem trabalha comprar o dispositivo legalmente obrigatório.
Para aqueles que tenham direito a isenções, podem habilitar-se via Internet, tendo sessenta dias para mostrar os documentos do automóvel. Até segunda-feira, já tinham sido vendidos 41 mil novos identificadores quer em pré-reservas concluídas e compras nas lojas, de acordo com fonte da empresa.
Estrangeiros também pagam antigas SCUT
Mas nas antigas auto-estradas sem custos para o utilizador, não circulam só veículos nacionais. Muitos veículos com matrícula estrangeira usam essas vias e também eles terão de obter o dispositivo electrónico não podendo usufruir da modalidade de pós – pagamento (pagamento após passagem na via).
Para quem em visita de turismo ou em trabalho circular por essas vias terá de optar entre um dispositivo electrónico temporário no caso de uma estadia curta, ou então, à semelhança dos condutores nacionais adquirir um dispositivo numa entidade de cobrança e então “contratar um sistema de pagamento automático (débito em conta) ou um pré-pagamento.
Para aqueles que estiverem em Portugal por períodos curtos e optarem pelo dispositivo temporário também este deverá estar associado a um sistema de pagamento automático (débito em cartão de crédito) ou um sistema de pré-pagamento sendo que então o valor mínimo será de 50 euros para os veículos ligeiros e 100 euros para os pesados.
"O não pagamento da taxa de portagem constitui uma contra-ordenação sujeita a coima para todos os utentes, nacionais e estrangeiros", lembra o Ministério das Obras Públicas, acrescentando que "a coima é 10 vezes a taxa de portagem, com um mínimo de 25 euros".