Luís Amado adverte que se deve evitar a repetição dos erros cometidos nos Balcãs

Bruxelas, 13 Ago (Lusa) - O chefe da diplomacia portuguesa defendeu hoje em Bruxelas que a União Europeia deve apoiar o fim das hostilidades entre a Rússia e Geórgia e evitar a repetição dos erros cometidos nos Balcãs.

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A Europa deve, "para já, garantir o fim das hostilidades [russas e georgianas] e trabalhar do ponto de vista político e diplomático para que haja um cessar-fogo sustentável", disse Luís Amado à chegada esta manhã a uma reunião extraordinária dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 em Bruxelas.

O responsável português defende que se "deve aprender com a experiência do Balcãs", evitando os "erros" que aí foram cometidos após o desmembramento da ex-Jugoslávia.

"Vamos ouvir a presidência francesa", disse Luís Amado, considerando que Paris "teve uma acção muito energética na região".

O chefe da diplomacia portuguesa quer também o envolvimento de outras organizações internacionais, como as Nações Unidas e a Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa, na promoção da estabilidade e a paz na região do Cáucaso.

A Presidência Francesa da União Europeia dá conta hoje de manhã, em Bruxelas, numa reunião extraordinária dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27, dos resultados dos esforços de mediação entre a Rússia e a Geórgia.

O chefe da diplomacia de Paris, Bernard Kouchner, que nos últimos dias esteve em missão em Tbilissi e Moscovo, dará a conhecer aos seus homólogos os esforços de mediação, assim como o resultado das conversações do Presidente francês, Nicolas Sarkozy, que também se encontrou na região com as autoridades máximas da Rússia e Geórgia.

Os dois países aceitaram o plano de paz proposto pela França, para resolver o conflito russo-georgiano, anunciou o presidente francês, Nicolas Sarkosy, terça-feira, depois de um encontro com o seu homólogo georgiano, Mikheïl Saakachvili.

Os presidentes francês, Nicolas Sarkozy, e russo, Dmitri Medvedev, tinham apresentado horas antes um plano de seis pontos para resolver o conflito russo-georgiano, prevendo o regresso dos beligerantes às suas posições anteriores às hostilidades.

Os esforços de mediação do conflito têm sido feitos, em conjunto, pelas presidências de turno da União Europeia (UE) e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

FPB.

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