Luís Amado repudia notícia sobre desmentido da NATO
Luís Amado repudiou hoje a notícia segundo a qual a NATO desmentiu declarações suas sobre os alegados voos da CIA e defendeu que os esclarecimentos da Aliança Atlântica "não contradizem em nada" o que disse.
"A carta do secretário-geral [da NATO] não contradiz, em nada, o que eu disse", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros aos jornalistas.
O Diário de Notícias escreve hoje, sob o título "NATO desmente Luís Amado", que o secretário-geral da Aliança, Jaap de Hoop Scheffer, afirmou numa carta à eurodeputada Ana Gomes que os sete voos que terão passado pelos Açores com destino ou origem em Guantanamo não eram voos da NATO e que "a organização não tem nenhum papel de coordenação em providenciar autorizações para outros voos".
A eurodeputada, citada pelo jornal, concluiu da carta que Luís Amado "não disse a verdade" e "induziu em erro a Assembleia da República e a comissão temporária do Parlamento Europeu" que investigou os alegados voos da CIA quando afirmou que os sete voos em causa se tinham efectuado no quadro da operação Enduring Freedom e que esta se desenvolvia "sob a égide da NATO e da ONU".
Questionado sobre as afirmações de Scheffer, o ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que elas "estão correctas" mas foram erradamente interpretadas com a intenção "de polemizar".
"Eu nunca disse que a operação Enduring Freedom é uma operação da NATO, o que eu disse foi que é uma operação que se tem desenvolvido sob a égide da ONU e da NATO", disse Amado, que falava aos jornalistas à saída de um almoço no American Club.
"Há vontade de polemizar" e "de especular" para responder à "necessidade de vender jornais e alimentar telejornais", concluiu.