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Os danos e a evolução do estado do tempo

"Cheia centenária". Água pode inundar baixa de Coimbra

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"Cheia centenária". Água pode inundar baixa de Coimbra

O Governo advertiu que os trabalhos de recuperação do viaduto da A1 que ruiu após o rebentamento de um dique do Rio Mondego, em Coimbra, podem levar "semanas". O primeiro-ministro anunciou entretanto novas medidas de apoio às vítimas, incluindo um Plano de Recuperação e Resiliência exclusivo para Portugal e o aumento de 500 mil para mil milhões de euros das linhas de crédito de apoio às empresas. Acompanhamos aqui, ao minuto, a situação meteorológica em Portugal.

Graça Andrade Ramos, Joana Raposo Santos, Nuno Patrício, Cristina Sambado, Carlos Santos Neves - RTP /

Emissão da RTP Notícias


Foto: Paulo Novais - Lusa

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Lusa /

Marinha em prontidão para apoiar população em zonas com risco de cheias

A Marinha tem 47 botes "prontos e posicionados" para prestar apoio imediato à população nas zonas ribeirinhas com risco de cheias, divulgou hoje este ramo das Forças Armadas.

"O dispositivo da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional (AMN) continua empenhado em prestar apoio à população afetada pelo agravamento das condições meteorológicas e pelas cheias que atingiram diversas regiões do território nacional, devido à passagem das depressões em Portugal Continental", sublinharam, em comunicado.

Estas forças destacaram que têm neste momento empenhados cerca de 549 militares, militarizados e elementos da Polícia Marítima, 69 viaturas, 56 embarcações, cinco geradores e 17 drones, a que acresce um helicóptero em prontidão.

Marinha e AMN referiram que o dispositivo foi reforçado na quarta-feira em Montemor-o-Velho, com duas Lanchas Anfíbias de Reabastecimento e Carga (LARC).

Segundo a mesma nota, 16 botes estão prontos para atuar no rio Mondego, posicionados em Montemor-o-Velho, Coimbra e Soure.

Além destes meios, quatro botes estão posicionados para atuar no rio Lis, em Leiria, oito botes no rio Tejo, posicionados em Tancos, dez botes para o rio Sorraia, posicionados em Coruche e em Benavente, oito botes para atuar no rio Sado, em Alcácer do Sal e um bote para atuar no rio Arade, em Portimão.

"Até ao momento, os elementos pertencentes à Marinha e à AMN, em coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), percorreram mais de 7000 quilómetros em ações de reconhecimento", pode ler-se na nota de imprensa.

Entre as ações realizadas está o resgate de 273 pessoas através de embarcações, a remoção de 400 toneladas de detritos fluviais, o reconhecimento de mais de 210 quilómetros de infraestruturas elétricas através de sistemas aéreos não tripulados, a reparação e apoio a mais de 240 infraestruturas habitacionais e de serviços públicos, 170 ações de apoio a equipamentos de produção de energia ou o auxílio a 105 animais.

"De destacar o grande impacto na população de diversas ações executadas pelas equipas da Marinha que contribuíram para a recuperação de infraestruturas e sistemas que apoiam milhares de habitantes, bem como o transporte diário de pessoas que não têm como se deslocar", frisaram ainda Marinha e AMN.

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Lusa /

Coimbra preparada para retirar mais 9.000 pessoas caso pico de cheia se confirme

A Câmara de Coimbra está a preparar-se para ter de retirar mais nove mil pessoas, sobretudo na zona urbana, caso o cenário de cheia centenária se confirme na sexta-feira, afirmou hoje a presidente do município.

Depois de já ter avançado com avisos de retiradas preventivas nos últimos dias de cerca de 3.500 pessoas em zonas mais rurais do concelho, o município prepara-se agora para a possibilidade de retirar cerca de 9.000 pessoas concentradas na malha urbana, que poderá vir a sofrer inundações, afirmou Ana Abrunhosa, em conferência de imprensa na Casa Municipal de Proteção Civil.

Segundo a autarca, caso o cenário de cheia centenária se confirme na manhã de sexta-feira, será necessário retirar pessoas de zonas urbanas do concelho, como é o caso da Baixa e do Rossio de Santa Clara.

Já durante esta noite, o município irá começar a retirada preventiva de pessoas acamadas e sem-abrigo que estejam nas zonas que estão potencialmente em risco, acrescentou.

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RTP /

"Cheia centenária". Água pode inundar baixa de Coimbra

A probabilidade de ocorrer "uma cheia centenária" é elevada, o que irá alagar a baixa da cidade de Coimbra, alertou a autarquia esta noite.
O pico da cheia deverá ocorrer pelas 15h00 de amanhã, mas pelas 08h00/09h00 de sexta-feira já se irá saber se a água irá ou não invadir a baixa coimbrense, pelo menos até à rua da Sofia. 

Apela-se aos munícipes que fiquem atentos logo pelas 08h00 de sexta-feira, que tenham tudo preparado para sair de casa e que obedeçam às ordens dos agentes de socorro e segurança.

A presidente da Câmara de Coimbra, Ana Abrunhosa, anuncia que as escolas váo ficar encerradas esta sexta-feira devido ao perigo de cheias do Mondego e que provavelmente não irão circular transportes públicos.

Pede igualmente às pessoas que não tiverem de sair por questões de segurança, para ficarem em casa.

A possibilidade de cheia centenária e a necessidade de adotar medidas para lhe responder, foi tomada "depois de uma reunião com a APA [Agência Portuguesa do Ambiente] e com a Autoridade Nacional da Proteção Civil", disse Ana Abrunhosa, numa conferência de imprensa realizada hoje na Casa Municipal da Proteção Civil.

"Está a chover muito nas regiões que canalizam a água para a [barragem] da Aguieira. O caudal do rio Ceira está a aumentar e nós, no açude-ponte [em Coimbra], a linha vermelha são os 2.000 [metros cúbicos por segundo]. Há a probabilidade de atingirmos 2.500 a 3.000 [metros cúbicos por segundo] e, quando se atingirem esses valores, vamos ter água que começa a recuar e a espraiar", atingindo a zona urbana do concelho, alertou a autarca.

c/Lusa
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RTP /

Mondego em alerta máximo. Caudal sobe com descarga da Barragem da Aguieira

A barragem da Aguieira, a norte de Coimbra, chegou perto do limite de segurança.

O volume de armazenamento chegou quase aos 125 metros, sendo que a capacidade máxima é de 126.

Com a ligeira melhoria do estado do tempo, foi possível fazer descargas com segurança para o Mondego o que permitiu baixar o volume de água.
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RTP /

Precipitação continua. IPMA fala em alívio apenas a partir de sábado

Esta noite e madrugada vão trazer mais chuva e vento em todo o país. Há uma nova tempestade a formar-se. Apesar de não afetar diretamente o nosso país, vamos ter chuva intensa até ao fim da manhã de sexta-feira.

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RTP /

Alcácer do Sal. Zona da Marginal ficou novamente inundada

Em Alcácer do Sal, a zona ribeirinha ficou novamente inundada. Alguns comerciantes dizem que só sobram as paredes.

A cidade tem agora uma farmácia improvisada, numa altura em que mais de 200 pessoas ainda estão fora de suas casas.
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RTP /

Deslizamentos de terra. EN15 ainda cortada na zona de Candemil

No distrito de Vila Real ocorreram centenas de derrocadas nos últimos dias.

No Peso da Régua foi restabelecido o abastecimento de água, depois de um deslizamento ter atingido o reservatório local.

Já os trabalhos nas estradas cortadas só podem começar quando a chuva abrandar.
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RTP /

Resposta à calamidade. PR avisa que é preciso fazer "contas ao futuro"

O Presidente da República considera que é muito difícil governar numa calamidade, mas que é altura de começar a fazer "contas ao futuro".

Marcelo Rebelo de Sousa não comenta um possível regresso ao défice.

Recorda no entanto que será preciso mais dinheiro e tempo do que se pensava para a reconstrução.
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Lusa /

Passos critica resposta do Estado mas não dá conselhos a quem não lhos pede

O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho criticou hoje falhas na atuação do Estado, em particular na resposta às tempestades, considerando que transparecem na escolha de alguns responsáveis, mas frisou que não dá conselhos a quem não lhos pede.

À saída da sessão de lançamento do livro "Lideranças intermédias na Transformação dos Serviços Públicos", de Damasceno Dias, em Lisboa, Passos Coelho disse aos jornalistas que, ultrapassada a fase de resposta imediata às tempestades, será necessário fazer uma avaliação "sobre a maneira como o Estado está organizado", em particular no que respeita às suas "funções regulatórias".

"É patente que o Estado não exerce essa função regulatória adequadamente", sustentou, acrescentando que há privados a desempenhar essas funções sem que o Estado cumpra a sua "função reguladora e fiscalizadora" para garantir "que as obrigações de serviço público estão garantidas".

Pedro Passos Coelho considerou que "algumas vezes" os privados não cumprem as funções que lhes são confiadas pelo Estado, "infelizmente em momentos que são importantes e decisivos para a vida das pessoas", apontando também falhas de financiamento e de investimento nos serviços públicos.

Para o antigo primeiro-ministro, "os serviços não estão adequadamente financiados, não houve investimento suficiente para que eles possam desempenhar no longo prazo a sua missão", mesmo num tempo em que "há meios para o poder fazer" e não se está como em 2010, 2011 ou 2012 em que não havia "um tostão para poder investir".

"Não é nesta tragédia em particular. Há um conjunto diversificado (...) de situações em que o Estado falha, em que as pessoas sentem que o Estado não está onde devia estar, e isso não é uma coisa que se resolva de um dia para o outro", argumentou.

Passos Coelho defendeu que as falhas do Estado não se limitam ao atual episódio de mau tempo, mas a um conjunto de situações em que as "pessoas sentem que o Estado não está onde devia estar", em que a falta de resposta demora anos a notar-se, porém é visível no desinvestimento a longo prazo e "na escolha das pessoas competentes para tratar dos serviços".

O antigo líder do PSD não especificou falhas, nem visou responsáveis em particular, sublinhando apenas, questionado sobre se estaria a falar da ministra da Administração Interna demissionária, que a constituição do Governo compete ao primeiro-ministro e que não se vai "colocar nos sapatos dos outros e dizer o que têm de fazer".

Questionado sobre que conselho daria ao primeiro-ministro na escolha para a pasta da Administração Interna, Pedro Passos Coelho disse que não os dá a quem não lhos pede.

"Sou muito relutante em dar conselhos, até a quem mos pede, quanto mais a quem não mos pede", rematou, sem responder a mais perguntas.

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RTP /

Especialistas apontam várias causas para rutura de dique no Mondego

Alguns especialistas admitem que podem ter sido descurados alguns cuidados de conservação dos diques do Mondego.

Todos insistem que esta obras foi construída para proteger os campos agrícolas de inundações e não as zonas residenciais.

A reconstrução terá agora de ter em conta esta nova realidade.
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RTP /

Freguesia de Ereira isolada há mais de uma semana

A freguesia de Ereira, em Montemor-o-Novo, está isolada há mais de uma semana. A Marinha, os bombeiros e o Exército garantem o abastecimento da aldeia e o transporte das populações.

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RTP /

O antes e o depois do Mondego

A dimensão das cheias é bem evidente nas imagens satélite da Agência Portuguesa do Ambiente.

Esta era a situação antes na bacia do rio Mondego, com Ereira rodeada de campos agrícolas. Depois das chuvas e dos diques rebentarem, Ereira é agora uma autêntica ilha.
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RTP /

A fita do tempo do colapso da A1

O colapso da A1 aconteceu na quarta-feira, perto das 23h00. A principal estrada do país estava já cortada preventivamente entre Coimbra Norte e Coimbra Sul quando colapsou. As obras de reconstrução começaram de imediato, apesar da forte corrente das águas.

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Lusa /

Trabalhadores em `lay-off` simplificado com 2/3 do salário em vez de 100% - Governo

Os trabalhadores abrangidos pelo `lay-off` simplificado nas empresas afetadas pelas tempestades vão, afinal, receber dois terços do salário bruto até ao triplo do salário mínimo nacional (até 2.760 euros) e não 100%, como o Governo tinha anunciado.

A clarificação sobre a percentagem da compensação salarial que será paga aos trabalhadores foi feita hoje pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, num comunicado enviado às redações.

"A compensação retributiva em caso de redução ou suspensão do contrato de trabalho corresponde a 2/3 do seu salário bruto, desde que não exceda 3 vezes a Remuneração Mensal Mínima Garantida (2.760Euro). A remuneração nunca pode ser inferior ao salário mínimo nacional em vigor", refere-se na nota.

Em 02 de fevereiro, o ministério liderado por Rosário Palma Ramalho tinha garantido em comunicado que "aos trabalhadores das empresas afetadas é garantido 100% do seu vencimento normal líquido, até ao triplo do salário mínimo nacional".

Mais tarde, num decreto-lei publicado em Diário da República em 05 de fevereiro remetia para os artigos do Código do Trabalho que se referem ao `lay-off normal`, que garante aos trabalhadores um salário igual a dois terços da sua retribuição normal ilíquida ou o valor do salário mínimo nacional (atualmente em 920 euros), "consoante o que for mais elevado".

Na sequência do decreto-lei, a Lusa já tinha questionado o Ministério do Trabalho sobre a discrepância dos valores das compensações.

No comunicado de hoje, o Governo esclarece ainda uma outra questão que estava por clarificar relativamente às regras do `lay-off` simplificado, sobre a fatia que a Segurança Social vai suportar nos salários a pagar aos trabalhadores abrangidos.

Segundo o ministério, "durante os primeiros 60 dias, a Segurança Social assegura 80% da remuneração devida ao trabalhador, enquanto a entidade empregadora garante os restantes 20%".

"Após este período inicial, aplicar-se-á a habitual divisão de 70/30", acrescenta-se.

Esta informação surge depois de o ministério, também no comunicado de 02 de fevereiro, ter adiantado que a Segurança Social iria suportar 80% do apoio, sem esclarecer nessa altura que esta percentagem só se aplica nos dois primeiros meses.

Na nota hoje divulgada, o Governo diz que "esta medida transitória e excecional garante maior sustentabilidade às empresas afetadas na sequência da tempestade Kristin, mantendo postos de trabalho e acelerando a recuperação económica das regiões afetadas".

Além do `lay-off` simplificado, o Governo criou uma outra medida, chamada incentivo extraordinário à manutenção de postos de trabalho.

Neste caso, o apoio é atribuído pelo IEFP até três meses "com possibilidade de prorrogação", para assegurar "o cumprimento das obrigações retributivas até 100% do montante da retribuição normal ilíquida do trabalhador, deduzida a contribuição para a Segurança Social", confirma o ministério.

Este apoio "não pode ultrapassar o valor de duas vezes a retribuição mínima mensal garantida, vulgo salário mínimo, ao qual acresce o apoio à alimentação e transporte".

O Governo esclarece ainda que "este apoio não é acumulável com o lay-off simplificado".

"Os dois apoios podem, no entanto, ser pedidos de forma sequencial. Quanto à isenção do pagamento de contribuições à Segurança Social para empresas afetadas pela calamidade, é cumulável com o incentivo extraordinário à manutenção de postos de trabalho ou com o lay-off simplificado", salvaguarda o ministério do Trabalho na mesma nota.

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Lusa /

Proteção Civil alerta para risco de cheias em Coimbra devido a descargas da Aguieira

O comandante nacional da Proteção Civil alertou hoje a população de Coimbra para o risco de cheias na zona baixa da cidade, devido à possibilidade de descargas superiores a 2.300 metros cúbicos por segundo (m3/s) na Barragem da Aguieira.

"Alertamos [as populações] de Coimbra para que tomem todas as medidas necessárias, para que salvaguardem mais uma vez os seus bens e estejam prontas para, se eventualmente for necessário, terem que abandonar as suas casas na zona onde poderá haver afetação por parte desta inundação", afirmou Mário Silvestre.

O comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) falava pelas 19:00 numa conferência de imprensa para fazer um ponto de situação das cheias no país, a que assistiram o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e os presidentes das câmaras de Lisboa, Carlos Moedas, e de Oeiras, Isaltino Morais.

Na quarta-feira, por volta das 17:00, a margem direita do rio Mondego, nos Casais, Coimbra, colapsou, o que levou ao encerramento da Autoestrada 1. Parte do tabuleiro do viaduto da A1 desabou ao final da noite na sequência do rompimento do dique.

Hoje, a margem direita do canal principal do rio Mondego partiu e passou a canalizar água para o canal de rega em frente à ETAR de Formoselha (concelho de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra).

Esse mesmo canal de rega, pressionado por mais água do Mondego, também acabou por partir uns metros mais à frente, já entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e Granja do Ulmeiro (em Soure), distribuindo água para os campos agrícolas da margem direita, já sobrecarregada.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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RTP /

TAP reforça voos Lisboa-Porto após corte da A1

A TAP vai reforçar a rota Lisboa-Porto com até mais sete voos por semana e aumento da capacidade nalguns horários, de forma a colmatar necessidades da população afetadas pelo corte da A1, disse fonte oficial à Lusa.

"A companhia vai disponibilizar até mais sete voos por semana e aumentar a capacidade nalguns horários de acordo com a procura e disponibilidade de recursos", afirmou.

Segundo a mesma fonte, "este esforço de realocação da capacidade destina-se a responder às necessidades da população afetada pelo corte da A1 e manter-se-á até se revelar necessário".

As obras de reparação do troço da Autoestrada 1 (A1), que desabou na quarta-feira após rebentamento de um dique no rio Mondego, em Coimbra, estão em curso, mas ainda sem previsão de conclusão, informou esta tarde a Brisa.

"Não é possível, para já, estimar o prazo de conclusão das obras de reparação", indicou a BCR - Brisa Concessão Rodoviária, em comunicado.

Em causa está a interrupção de um troço da A1 (autoestrada que liga Lisboa e o Porto) junto ao nó de Coimbra Sul, entre os quilómetros 198 e 189, onde a circulação rodoviária se encontra cortada em ambos os sentidos desde pouco depois das 18:00 de quarta-feira, na sequência da rutura de um dique na margem direita no rio Mondego.

"As vias alternativas para os utilizadores da A1 mantém-se o corredor A8/A17/A25 ou o IC2", realçou.

Segundo a concessionária Brisa, os trabalhos de estabilização do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, na A1, estão já em curso e materializam-se em duas fases, a primeira focada no sentido Norte-Sul e a segunda focada no sentido Sul-Norte.

"A prioridade passa, atualmente, pela implementação de medidas que impeçam o agravamento dos danos nas duas faixas de rodagem", adiantou a empresa.

A empreitada em curso, segundo a Brisa, consiste na utilização de material rochoso para "suster a erosão da infraestrutura (enrocamento) no sentido Norte-Sul", tendo sido mobilizados para o local, até ao momento, mais de três dezenas de camiões, um camião-grua, um camião porta-máquinas, um buldozer e duas escavadoras.

Além disso, estão no terreno mais de 70 profissionais, adiantou a concessionária, acrescentando que a nível nacional estão mobilizadas todas as equipas Brisa especializadas nas áreas de gestão e operação de infraestruturas.

A empresa referiu ainda que os trabalhos estão a ser acompanhados por equipas técnicas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Ministério das Infraestruturas e Habitação.

A Brisa reforçou que está a trabalhar em estreita articulação com o Ministério das Infraestruturas e Habitação, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes, a Guarda Nacional Republicana, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a Agência Portuguesa do Ambiente e o LNEC.

A rutura do troço da A1 junto ao nó de Coimbra Sul foi motivada pelo rebentamento do dique e "subsequente escavação dos solos do aterro, devido ao débito excecional de água no rio Mondego, na região de Coimbra", de acordo com a Brisa.
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Lusa /

Mais de 120 museus e monumentos com danos causados pelas tempestades

Mais de 120 museus e monumentos sofreram danos causados pelas tempestades nas duas últimas semanas, com cinco equipamentos da Rede Portuguesa de Museus e quatro do património classificado, como o Convento de Cristo, em Tomar, a apresentarem "danos graves".

De acordo com o balanço mais recente do Ministério da Cutura, Juventude e Desporto, sofreram "danos graves" o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, o Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, em Mação, o Museu Municipal de Santarém - Casa-Museu Anselmo Braamcamp Freire, o m|i|mo - museu da imagem em movimento, em Leiria, e o Museu Municipal de Ourém.

Na área do património classificado, apresentam "danos graves" a cerca do Convento de Cristo, em Tomar - monumento classificado como Património da Humanidade da UNESCO -, a Casa Museu Afonso Lopes Vieira, em São Pedro de Moel, Marinha Grande, a Capela de Nossa Senhora da Encarnação, em Leiria, e a igreja matriz de Cernache do Bonjardim, na Sertã.

A quase totalidade de museus e monumentos danificados situam-se na Região Centro.

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Lusa /

Município de Vila de Rei realocou 13 pessoas após danos nas habitações

Treze pessoas foram realocadas pelo município de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, após as suas habitações terem sofrido danos na sequência da passagem da depressão Kristin pelo concelho, no dia 28 de janeiro.

A Câmara Municipal de Vila de Rei prolongou o Plano Municipal de Emergência até sexta-feira devido às condições meteorológicas adversas que se esperam para o concelho.

"Ao dia de hoje [quinta-feira], encontram-se 13 pessoas realocadas pelos serviços do município, na sua rede familiar/vizinhança ou em IPSS [Instituições Particulares de Solidariedade Social]", informou a autarquia no balanço dos trabalhos em curso no terreno, na sequência dos estragos provocados pela depressão Kristin no concelho de Vila de Rei.

Entre as principais ocorrências registadas destaca-se a queda de árvores e ramos, postes e cabos elétricos, obstruções de vias públicas, danos em coberturas e outras estruturas, bem como falhas no fornecimento de energia elétrica e perturbações nas comunicações.

O município alertou ainda para o risco de deslizamentos de terras e pediu aos munícipes que contactem a Proteção Civil sempre que sejam detetados sinais como fendas no solo, inclinação de muros, árvores ou postes, movimentos de terras ou pedras, deformações nas estradas ou água barrenta a emergir do terreno.

O fornecimento de energia elétrica foi já restabelecido nas localidades de Silveira, Fernandaires, Pendal, Pisão e Centro Geodésico, este último com recurso a um gerador.

Persistem ainda constrangimentos nas zonas de Sesmarias, Vilar do Ruivo, Cabeça do Poço e Ribeira.

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RTP /

Área colapsada na A1 tem 20 metros de largura e 15 de comprimento

Em resposta à RTP, a Brisa adiantou que a área colapsada na A1 em Coimbra tem dimensões estimadas de cerca de 20 metros de largura, 15 metros de comprimento e aproximadamente oito metros de profundidade.

“Os trabalhos, nas medidas que impeçam o agravamento da situação, prosseguem ininterruptamente e sem previsão de término”, afirmou a empresa.

A Brisa explicou ainda que os trabalhos em curso consistem “na utilização de material rochoso tendo em vista suster a erosão da infraestrutura (enrocamento) no sentido Norte-Sul, tendo sido mobilizados para o local, até ao momento, mais de três dezenas de camiões, um camião-grua, um camião porta-máquinas, um buldozer e duas escavadoras”.

“No terreno estão, atualmente, mais de 70 profissionais, e a nível nacional estão mobilizadas todas as equipas Brisa especializadas nas áreas de gestão e operação de infraestruturas. Os trabalhos estão a ser acompanhados por equipas técnicas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Ministério das Infraestruturas e Habitação”, acrescentou.

A empresa diz não ser possível, para já, estimar uma data de reposição da circulação rodoviária no sublanço afetado da A1.
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RTP /

Proteção Civil avisa que risco de deslizamentos de terra "não vai passar com o alívio da precipitação"

Num ponto de situação ao final da tarde, o comandante nacional da Proteção Civil pediu às populações que vivem em zonas ribeirinhas junto ao rio Mondego que estejam preparadas para abandonar as habitações.

Mário Silvestre adiantou ainda que até ao momento foram registadas 16.623 ocorrências, sendo as mais comuns quedas de árvores e inundações.

Os movimentos de massa têm sido os principais responsáveis pelos desalojados e “estão a comprometer quer infraestruturas, quer a rede rodoviária e também a rede ferroviária”, frisou o responsável.

“Este risco não vai passar com o alívio da precipitação. Ele irá manter-se, porque existe uma saturação muito grande nos solos, por isso é um risco que se irá manter nos próximos dias”, alertou.

Segundo Mário Silvestre, para as zonas da Grande Lisboa e península de Setúbal preveem-se “cheias rápidas” e deslizamentos de terra.

O comandante nacional da ANEPC disse ainda que a E-Redes tem 33 mil clientes sem energia, 25 mil dos quais nas zonas afetadas pela depressão Kristin (19 mil em Leiria e cinco mil em Santarém).
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Lusa /

MAAT encerra galeria para obras e adia uma exposição para 2027

O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa, anunciou hoje que vai encerrar a Galeria 1 para obras devido aos danos do mau tempo e adiar uma exposição da temporada deste ano para a primavera de 2027.

O complexo museológico em Belém, junto ao Tejo, é composto pelo edifício contemporâneo MAAT Gallery, que abriu ao público em 2016, e o MAAT Central, da antiga Central Tejo, que possui a zona histórica, salas sobre ciência e energia, além de galerias para arte contemporânea.

"Face ao impacto das tempestades das últimas semanas, a Fundação EDP terá de realizar algumas obras corretivas na Galeria 1 do MAAT Gallery, o que implicará o encerramento temporário da sala. Assim, será necessário adiar a exposição `Cidades`, de Christian Marclay, agora prevista para a primavera de 2027", anuncia uma nota de imprensa da fundação, enviada à agência Lusa.

As restantes salas do MAAT Gallery estão abertas ao público, incluindo aquelas onde continua patente a exposição "Notre Feu", de Isabelle Ferreira, e onde irá ser inaugurada a exposição "Terra Poética", de Anna Maria Maiolino, em 25 de março.

Na mesma data estava prevista a inauguração dedicada ao artista norte-americano Christian Marclay, cuja obra abrange performance, colagem, escultura, instalação, fotografia e vídeo, e que no MAAT iria apresentar um conjunto de 15 trabalhos que abordam temas da cultura urbana, realizados entre 1978 e 2026.

Nascido na Califórnia, em 1955, Christian Marclay cresceu na Suíça e vive e trabalha em Londres. Em 2011, recebeu o Leão de Ouro na 54.ª Bienal de Veneza por "The Clock", reconhecida pela crítica como uma obra de referência do século XXI.

O MAAT encerrou no sábado para prevenir a eventual subida do rio, e a galeria 1 foi fechada para avaliação da dimensão dos danos e respetivas obras de recuperação.

O Padrão dos Descobrimentos e o Castelo de S. Jorge, também em Lisboa, estiveram igualmente encerrados no fim de semana devido à passagem da depressão Marta.

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Empresários de Coimbra querem que ligação da A13 ao IP3 seja prioridade

O Conselho Empresarial da Região de Coimbra (CERC) pediu hoje ao Governo que a ligação da autoestrada A13 ao Itinerário Principal (IP) 3 seja assumida como uma prioridade estratégica nacional.

Em comunicado, o CERC manifestou uma "profunda preocupação" relativamente à rutura de um dique do rio Mondego, nos Casais, no concelho de Coimbra, que teve como consequência o abatimento da A1 ao quilómetro 191.

Estes acontecimentos "vieram expor fragilidades estruturais com impacto direto na mobilidade, no transporte de mercadorias e no normal funcionamento da atividade económica", alertou.

Segundo o CERC, ficou demonstrado que a região "não pode continuar dependente de uma única grande via estruturante" e, portanto, a ligação entre a A13 e o IP3 (Coimbra Norte -- Souselas) deve ser uma prioridade.

"Esta obra, já anunciada pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, não pode ser adiada nem ficar condicionada a calendários longínquos".

Para o presidente do CERC, Hugo Serra, não bastam anúncios: "Precisamos de um calendário claro e execução no terreno".

O responsável considerou que a região "não tem margem para esperar", porque "sempre que ocorre um evento extremo a economia fica bloqueada".

"Esta ligação não é um luxo, é uma necessidade estratégica", defendeu.

O CERC sublinhou que a ligação exigida "reforça a redundância e resiliência da rede rodoviária nacional, cria uma alternativa eficaz à A1, reduz o risco de bloqueios prolongados em situação de emergência e fortalece a competitividade logística das empresas da região".

Os representantes do tecido empresarial da região de Coimbra saudaram o anúncio do lançamento do concurso para a Barragem de Girabolhos, que consideram um "projeto estruturante para a gestão integrada e sustentável dos recursos hídricos".

"A articulação entre uma estratégia robusta de gestão hídrica e o reforço das infraestruturas rodoviárias é fundamental para garantir segurança, competitividade e coesão territorial".

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Moedas diz impacto das recentes intempéries na capital não se compara com cheias de 2022

O presidente da Câmara de Lisboa disse hoje que as recentes intempéries na capital afetaram sobretudo vias de circulação e afirmou que não se comparam com outras situações complexas, como as cheias de 2022.

"Continuaremos a acompanhar uma situação que ainda é bastante sensível e preparados para, a cada momento, responder com as medidas que se revelem as mais adequadas para os nossos munícipes", disse Carlos Moedas (PSD), em resposta escrita à agência Lusa.

Questionado sobre se a governação PSD/CDS-PP/IL vai apresentar alguma proposta de apoio aos munícipes e empresas do concelho afetadas pelas recentes intempéries, depois de a vereação do PS ter defendido a criação de um programa municipal de emergência "Lisboa Protege+", o autarca do PSD respondeu que "este não é o tempo para demagogia e oportunismo político".

"Este é o momento de agir e é isso que eu e a minha equipa continuaremos a fazer", reforçou Carlos Moedas.

A vereação do PS em Lisboa defendeu hoje a criação de um programa municipal de emergência para apoiar famílias, comércio local, associações, coletividades desportivas e equipamentos afetados pelas recentes intempéries, com a dotação inicial de 3 milhões de euros, referindo que a proposta será apresentada na sexta-feira, na reunião privada do executivo municipal.

Em resposta à agência Lusa, o presidente da Câmara de Lisboa disse que a principal prioridade no momento tem sido a recuperação das múltiplas estruturas, infraestruturas, equipamentos, pavimentos, candeeiros, retirada de árvores caídas, entre outros, que têm afetado o espaço público da cidade.

"Todo o levantamento de estragos e prejuízos tem vindo a ser feito com prontidão e, infelizmente, com o número de danos materiais a aumentar de dia para dia, na sequência das condições meteorológicas severas com que o país se tem debatido, continua a ser realizado", adiantou.

O autarca realçou ainda o trabalho de prevenção e preparação que a capital tem feito "para estes cenários mais complexos" de intempéries, através de "um conjunto de obras absolutamente decisivas e que complementam, desde já, o Plano Geral de Drenagem de Lisboa", que está a ser implementado.

"São disso exemplos o túnel de Sete Rios em que, graças a um novo troço, se evitam as cheias na zona das Laranjeiras, que durante tantos anos fustigaram este ponto da cidade", expôs, destacando também o funcionamento de uma bacia de retenção na Praça de Espanha e um novo coletor no Beato, assim como o reforço dos coletores da Avenida de Berna e da zona do Martim Moniz, que estão a contribuir para evitar cheias.

A par destes investimentos em infraestruturas, considerados "estruturantes", foram criados e reforçados todos os meios para emergências e socorro com o funcionamento do Conselho Municipal de Proteção Civil, que reúne a Proteção Civil Municipal, bombeiros e Polícia Municipal, sublinhou o presidente da câmara, reforçando que este dispositivo tem, "desde a primeira hora", respondido de forma "exemplar e preventiva" a todas as solicitações e necessidades da cidade.

Afirmando que a governação da cidade sabe "muito bem" quais as prioridades, desde logo a necessidade de restabelecer, "o mais rapidamente possível", o funcionamento e as valências das estruturas afetadas, Carlos Moedas disse que as ocorrências registadas são, "felizmente, na sua larga maioria relacionadas apenas com vias de circulação, pavimentos e infraestruturas".

"Não podemos comparar situações que, até ao momento, nada têm a ver com outras situações complexas e da necessidade de apoios a pessoas e comerciantes como as que a cidade viveu nas cheias de 2022", frisou.

Após as chuvas fortes que ocorreram entre 07 e 14 de dezembro de 2022, a Câmara de Lisboa, sob presidência de Carlos Moedas, avançou com o programa Recuperar + de apoio às famílias e ao comércio afetado pelas cheias, tendo contabilizado "um prejuízo total de 49 milhões de euros".

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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RTP /

Marcelo aponta três pontos essenciais para responder à crise causada pelo mau tempo

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que o PTRR anunciado pelo pirmeiro-ministro esta tarde "é uma questão que cobre todos os setores”.

Entrevistado pelos jornalistas no ISEC, em Lisboa, o presidente enumerou três pontos a ter em conta neste momento.
“O essencial é que este processo termine, segundo que os apoios imediatos se façam sentir, e terceiro lugar começar a planear o futuro”, declarou.

Disse ainda que as pessoas querem respostas imediatas e garantia que não vão ser esquecidas.

A proteção das pessoas não é só uma questão da administração interna, “envolve todos os setores e passa por vários ministérios”, disse.

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Lusa /

Bombeiros resgatam proprietários de viveiro em São João do Campo, Coimbra

Meios dos bombeiros de Brasfemes e Tábua estão hoje, por volta das 17:45, a proceder ao resgate de uma família de quatro pessoas proprietárias de um viveiro inundado pela água junto à EN111 em São João do Campo, Coimbra.

Àquela hora já tinham sido retiradas duas mulheres com recurso a uma embarcação dos bombeiros de Tábua, distrito de Coimbra, e estava em curso a retirada de dois homens, pai e filho.

O comandante dos bombeiros voluntários de Brasfemes, Horácio Ferreira, disse à agência Lusa que na manhã de hoje a corporação fez chegar ao armazém daquele viveiro de árvores (localizada a cerca de 500 metros da EN 111, nos campos agrícolas na margem direita do rio Mondego) uma mota bomba para ajudar a retirar a água acumulada nas instalações.

Nessa altura, a família recusou-se a sair do local.

Ao longo do dia, com a subida do nível da água, a moto bomba deixou de conseguir retirar água e as quatro pessoas tiveram de abandonar as instalações.

A agência Lusa constatou que os bombeiros estavam a retirar a moto bomba com recurso a uma jangada feita com bidões e que os "dois homens vão sair a seguir".

"Ficaram a pôr alguns bens em zonas mais altas", disse o comandante.

No local, estão 10 bombeiros, apoiados por cinco viaturas e uma embarcação, e dois elementos da GNR.

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RTP /

Rede Expressos assegura ligações apesar de cortes nas vias afetadas pelo mau tempo

Apesar do corte parcial da A1 na zona de Coimbra, a Rede Expressos informou esta quinta-feira que “todas as ligações e serviços estão a ser assegurados através de percursos alternativos pela A8, A17, A25 ou IC2”.

“Após o aviso das autoridades sobre o colapso de um dos diques do Mondego (…) a Rede Expressos iniciou de imediato o ajuste de percursos em articulação com autoridades e operadores locais, procurando alternativas rápidas para que nenhum passageiro ficasse sem transporte”, refere a empresa em comunicado.

“As equipas no terreno acompanham a situação em tempo real e reforçaram a informação nos monitores e canais oficiais. Podem ocorrer alguns atrasos, mas a prioridade é de garantir que os serviços são efetuados com segurança e o menor impacto possível”, acrescenta.
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RTP /

Mais de 4.600 milhões de euros em prejuízos

Falando aos jornalistas sobre o anunciado PTRR, o primeiro-ministro reiterou que “nós não temos ainda o desenho, estamos a fazê-lo”.

“Temos de integrar nesse programa muitas das perspetivas de investimento que já estão em curso e outras que se vêm agora juntar em termos de recuperação”, elucidou.

O primeiro-ministro não quis responder se haverá uma remodelação cirúrgica no Governo, garantindo apenas que o Executivo “está todo mobilizado para podermos apresentar ao país o nosso PTRR – Portugal Recuperação e Resiliência – e para podermos também ter depois todos os departamentos do Estado e a sociedade civil mobilizada”.

O chefe de Governo realçou que “agora que vamos recuperar o país, nós temos de ganhar ainda mais capacidade para podermos enfrentar fenómenos meteorológicos extremos como os que enfrentámos agora”.

Quanto aos danos na A1 em Coimbra, Luís Montenegro afirmou que “tudo aquilo que puder ser feito do ponto de vista técnico para poder repor a situação será feito” mas, “neste momento, com o caudal que o rio Mondego tem ainda, sabemos que essas operações estão prejudicadas e portanto tem de se aguardar por condições que permitam, em segurança, fazer esse restabelecimento”, que “é a prioridade máxima”.

O primeiro-ministro referiu ainda que a última estimativa relativa aos prejuízos causados pelo mau tempo em todo o país nas últimas semanas, realizada há 48 horas, apontava para mais de 4.600 milhões de euros.
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RTP /

Habitantes de Porto Brandão sem dia para regressar a casa

Os deslizamentos de terras deixam todos com o credo na boca.
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RTP /

Essencial "não baixar a guarda". O ponto de situação em Alcácer do Sal

Sete barragens estão a ser vigiadas, com atenção especial à Albufeira do Monte da Rocha que está a 30cm da cota máxima.
O responsável da Proteção civil em Alcácer reforça que tem se continuado “a alertar a população para as próximas horas".

Sublinha ainda que “a maior precipitação far-se-á sentir esta noite”.

Pede à população que não esqueça os animais, e os recolha longe das zonas em risco, além da proteção dos próprios bens.

“Queremos manter a situação sem nenhuma viíima”, diz.

A Proteção Civil irá ter uma preocupação acrescida com as localidades de Azinheira de baixo e Grândola.

Pouco antes, Luís Montenegro tinha visitado mais um estabelecimento de alojamento local afetado pelas cheias, em Alcácer do Sal.

Em diálogo com a proprietária, Montenegro apontou falhas na celeridade de respostas das seguradoras. “Ainda não veio nenhum perito em seguros”, disse o que espantou o primeiro-ministro.

O primeiro-ministro repetiu algumas palavras de incentivo e pediu para os moradores não esquecerem que os apoios do Estado existem, embora, estes não devam sobrepor-se aos seguros.

Este alojamento local em Alcácer do Sal é mais um dos locais onde ainda não é possível calcular os prejuízos.

Sabe-se que em muitos casos os prejuízos são totais.

No entanto, a proprietária do estabelecimento elogiou a onda de solidariedade que tem existido entre moradores e voluntários.


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RTP /

Montenegro anuncia PTRR português e aumento de apoios para mil milhões de euros

"Ninguém será esquecido", garantiu o primeiro-ministro, ao anunciar um PRR específico para todo o país e o aumento dos créditos de apoio às empresas de 500 mil para mil milhões de euros, medidas decididas no Conselho de Ministros desta quinta-feira.
“Nós teremos um PTRR, um Programa de Recuperação e Resiliência exclusivamente português para podermos sair desta sucessão de intempéries mais fortes, mais resilientes, recuperados socialmente, recuperados do ponto de vista da dinâmica económica”, explicou Luís Montenegro.

Segundo o chefe de Governo, "ainda não é o dia para poder anunciar ao país exatamente o plano que temos em mente para os próximos anos em Portugal”.

“Mas eu posso já avançar que hoje tivemos uma reflexão já muito aprofundada no Conselho de Ministros e dei orientações a todos os ministérios para projetarmos um grande programa de recuperação e resiliência para Portugal, para podermos chegar a todo o território", assegurou.
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Lusa /

Apenas concelhos em calamidade são elegíveis para apoios simplificados - Governo

O Ministério da Agricultura esclareceu hoje que apenas os concelhos em calamidade são elegíveis aos apoios simplificados, pelo que, nos restantes não é possível converter uma declaração de prejuízos em candidatura.

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) questionou, esta quarta-feira, o Governo sobre a falta de clareza nos apoios ao setor, devido ao mau tempo, apontando que os formulários disponíveis referem-se a uma declaração de prejuízos e não a uma candidatura.

A CNA disse que quando os agricultores acedem aos formulários, disponíveis nas CCDR -- Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, é apresentada uma mensagem que diz que o "procedimento não corresponde a uma candidatura", tratando-se assim de uma declaração de prejuízos.

O Ministério da Agricultura precisou hoje, em resposta à Lusa, que os formulários para a declaração dos prejuízos estão abertos para todo o território continental.

Porém, apenas os concelhos em calamidade são elegíveis aos apoios simplificados até 10.000 euros.

"Nos concelhos abrangidos, a declaração de prejuízos transforma-se automaticamente em candidatura. Nos restantes concelhos, por não estarem abrangidos, a declaração de prejuízos não pode corresponder a uma candidatura", explicou.

Já sobre os apoios para a floresta, outra das dúvidas levantadas pela CNA, o Ministério da Agricultura referiu que vai abrir um formulário específico, "que estará pronto em breve", sem adiantar datas.

As ajudas para a floresta não são assim elegíveis no apoio simplificado, uma vez que terão medidas específicas.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu em 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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RTP /

Lojista de Alcácer confronta primeiro-ministro por falta de apoios

Luís Montenegro aproveitou para explicar o que já está em curso para apoiar quem perdeu o seu negócio.
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Lusa /

Deslizamento de terras corta acesso da Ponte 25 de Abril para a A5 no sentido Lisboa-Cascais

O acesso da Ponte 25 de Abril para a Autoestrada 5 (A5), que liga Lisboa a Cascais, está cortado ao trânsito, devido a novo deslizamento de terras, fazendo-se a passagem do Viaduto Duarte Pacheco por uma via, informou a Brisa.

 

Fonte da BCR - Brisa Concessão Rodoviária disse à Lusa que o acesso da Ponte 25 de Abril à A5, no sentido Lisboa - Cascais, está cortado, sendo a alternativa para quem sai da ponte e queira entrar na A5 a saída para Alcântara ou Monsanto.

De acordo com a mesma fonte, o acesso do Viaduto Duarte Pacheco até à Cruz das Oliveiras (km1) está condicionado, com apenas uma via de circulação, devido a trabalhos na via.

Cerca das 15:40, fonte da Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa adiantou à Lusa ter ocorrido um novo deslizamento de terras ao quilómetro 1, na subida para o Monsanto, no mesmo local em que ocorreu um outro na quarta-feira.

De acordo com a mesma fonte, no local encontrava-se "um forte dispositivo de meios", entre agentes da PSP e GNR, adiantando que "não houve danos em viaturas".

"Estamos em crer que haverá um novo corte total no sentido Lisboa-Cascais", disse a fonte, frisando "não haver previsibilidade de hora de reabertura".

Já na quarta-feira, o trânsito na A5 esteve cortado no sentido Lisboa--Cascais, do viaduto de Duarte Pacheco até à Cruz das Oliveiras (quilómetro 1), depois de um deslizamento de terras ter obstruído duas faixas de rodagem, cerca das 19:20.

O trânsito na A5 reabriu hoje às 06:27 em duas das quatro vias no sentido Lisboa-Cascais, depois de terem sido terminados trabalhos de limpeza, segundo disse a GNR.

Durante a noite foram removidos detritos devido à derrocada de quarta-feira. No local estiveram elementos da Brisa, a concessionária da autoestrada, a avaliar a situação.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, deslizamentos de terras, fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

 

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RTP /

Luís Montenegro chega a Alcácer do Sal

O primeiro-ministro quer ficar a par das necessidades de quem foi afetado pelas cheias.
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Lusa /

Pombal contabiliza para já 14,5 ME de prejuízos em equipamentos municipais

Os prejuízos em equipamentos municipais de Pombal somam já 14,5 milhões de euros, anunciou hoje a vice-presidente da Câmara, num ponto de situação sobre o impacto da depressão Kristin que atingiu gravemente o concelho do distrito de Leiria.

"Daquilo que nós contabilizamos até à data relativamente a equipamentos municipais, temos um valor de danos de cerca de 14,5 milhões de euros (ME) nas nossas infraestruturas", afirmou na reunião de Câmara Isabel Marto.

Segundo a autarca, estima-se que só os danos no Expocentro, centro municipal de exposições que recebe provas de atletismo, sejam na ordem dos dois milhões de euros, enquanto na rede viária são de cerca de 4,5 milhões de euros.

Contudo, ressalvou que o valor relativamente às vias vai aumentar "muito devido aos deslizamentos [de terras] que têm acontecido".

Isabel Marto adiantou que quanto aos equipamentos não municipais, nomeadamente de associações, coletividades, instituições particulares de solidariedade social e de freguesias, foram recenseados "danos em 159 edifícios".

"Este é um número e uma preocupação que temos passado também para o Governo (...), porque estes equipamentos, não sendo municipais, servem e são muito úteis à comunidade, e foi-nos dada indicação de que este setor não seria esquecido na recuperação", explicou a vice-presidente.

Já no que diz respeito às empresas, numa primeira estimativa, tendo abordado "só cerca de 8%", nomeadamente indústrias, há "um prejuízo relativamente a danos nas infraestruturas e equipamentos de cerca de 80 milhões de euros".

"Mas todos os setores foram atingidos, tanto setor primário, como secundário, como terciário", assegurou, referindo que a autarquia tem "uma equipa que está a fazer o esforço de fazer este levantamento", para passar a dimensão dos danos ao Governo e "ver se as medidas nacionais são ajustadas à dimensão da calamidade".

Quanto ao número de desalojados, foram 90, permanecendo nessa situação 26 pessoas, embora todos tenham "uma solução temporária".

"No total, prestámos diretamente auxílio a 502 famílias, também contabilizámos até à data um total de 286 casas a necessitar de obras no telhado", adiantou Isabel Marto, esclarecendo que este número é relativo a famílias vulneráveis, mas que não está fechado, pois "ainda vão aparecendo novos casos à medida que as equipas vão estando no terreno".

Daquelas 286 casas, 185 já foram intervencionadas, "às vezes de forma provisória", adiantou a vice-presidente do município, reconhecendo a necessidade de "continuar este esforço", num trabalho para o qual têm contribuído voluntários, empresas especializadas, e elementos da Proteção Civil e das Forças Armadas.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Águas baixam em Montemor-o-Velho mas apreensão mantém-se

A população continua de olhos postos no rio, apesar do alívio. Precipitação deverá regressar sábado.
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Lusa /

Dique no rio Arunca em Vila Nova de Anços, em Soure, está a ser reforçado

Um dique da margem direita do rio Arunca, na localidade de Vila Nova de Anços, concelho de Soure, está a ser reforçado, devido ao aparecimento de fissuras, tendo sido retiradas quatro famílias.

João Paulo Contente, comandante dos Bombeiros Voluntários de Soure, explicou à Lusa que houve três fissuras na margem direita, junto à ponte de Vila Nova de Anços sobre o rio, e "esses três pontos estão a ser estabilizados".

Para o efeito, está a ser usado "pó de pedra, areia, neste caso areia com pedras, no sentido de reforçar o dique, porque a cota está muito alta", disse.

"O risco é efetivamente quebrar e inundar uma rua da localidade de Vila Nova de Anços" (no concelho de Soure, distrito de Coimbra), acrescentou.

De acordo com João Paulo Contente, foram retiradas hoje quatro famílias.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Lusa /

Água subiu meio metro em quatro horas junto a Montemor-o-Velho

A água acumulada nos campos agrícolas do Baixo Mondego, potenciada pelo rebentamento da margem direita do canal principal do rio, na quarta-feira, subiu cerca de meio metro junto a Montemor-o-Velho em cerca de quatro horas.

A reportagem da agência Lusa constatou a subida das águas na zona sudeste desta vila do Baixo Mondego, junto à localidade de Casal Novo do Rio -- umas das povoações ameaçadas por inundações nas próximas horas -- que cobriu totalmente os acessos ao centro náutico local, e tapou sinalização de trânsito.

Entretanto, o município alertou para o "risco elevado de inundação", abrangendo, para além do Casal Novo do Rio, Montemor-o-Velho, Lavariz e Ereira.

A Câmara de Montemor-o-Velho pediu à população para que prepare o kit de emergência, com roupa, medicação, documentos de identificação e bens essenciais, prevenindo a eventual necessidade de evacuação.

Como locais de segurança, a Câmara apontou o Pavilhão Municipal de Montemor-o-Velho e, na Ereira, a Associação Cultural Desportiva e Recreativa.

Naquela zona do Casal Novo do Rio, que a Lusa constatou, a inundação nas estradas e campos agrícolas tem mais de 1,5 metros de altura em certos locais. A água está a acumular-se em mais quantidade e a exercer pressão sobre a margem esquerda do leito periférico direito, o canal artificial que leva a água das localidades a nordeste, junto à estrada nacional (EN) 111, para o canal principal do Mondego, a sul -- a exemplo do sucedido nas cheias de 2019.

O leito periférico direito apenas consegue descarregar água no leito principal do rio se este estiver a uma cota inferior, o que não tem acontecido.

No mesmo local, o chamado leito abandonado do Mondego -- que corre ao longo da zona ribeirinha de Montemor-o-Velho em direção à isolada povoação da Ereira -- passa por debaixo do leito periférico direito por uma canalização e sistema de sifões, uma zona conhecida pela população como a `embrulhada` de Montemor.

Meios da Força Especial de Proteção Civil, com uma embarcação, e dos bombeiros de Montemor-o-Velho estão no local, junto à ponte das Lavandeiras, de prevenção.

Já elementos da Federação Portuguesa de Remo e da associação Naval Remo, da Figueira da Foz, têm vindo a retirar do Centro Náutico equipamentos desportivos da modalidade, com recurso a uma embarcação.

Durante um dos regressos à ponte das Lavandeiras, os dirigentes desportivos resgataram, no meio do lago enorme que se formou na última semana, um texugo, aparentemente em dificuldades.

O animal foi transportado para terra firme e logo saltou do bote para a margem e correu para uma zona de vegetação.

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Lusa /

Obras no troço da A1 junto a Coimbra em curso mas ainda sem previsão de conclusão - Brisa

As obras de reparação do troço da Autoestrada 1 (A1), que desabou na quarta-feira após rebentamento de um dique no rio Mondego, em Coimbra, estão em curso, mas ainda sem previsão de conclusão, informou hoje a Brisa.

"Não é possível, para já, estimar o prazo de conclusão das obras de reparação", indicou a BCR - Brisa Concessão Rodoviária, em comunicado.

Em causa está a interrupção de um troço da A1 (autoestrada que liga Lisboa e o Porto) junto ao nó de Coimbra Sul, entre os quilómetros 198 e 189, onde a circulação rodoviária se encontra cortada em ambos os sentidos desde pouco depois das 18:00 de quarta-feira, na sequência da rutura de um dique na margem direita no rio Mondego.

"As vias alternativas para os utilizadores da A1 mantém-se o corredor A8/A17/A25 ou o IC2", realçou.

Segundo a concessionária Brisa, os trabalhos de estabilização do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, na A1, estão já em curso e materializam-se em duas fases, a primeira focada no sentido Norte-Sul e a segunda focada no sentido Sul-Norte.

"A prioridade passa, atualmente, pela implementação de medidas que impeçam o agravamento dos danos nas duas faixas de rodagem", adiantou a empresa.

A empreitada em curso, segundo a Brisa, consiste na utilização de material rochoso para "suster a erosão da infraestrutura (enrocamento) no sentido Norte-Sul", tendo sido mobilizados para o local, até ao momento, mais de três dezenas de camiões, um camião-grua, um camião porta-máquinas, um buldozer e duas escavadoras.

Além disso, estão no terreno mais de 70 profissionais, adiantou a concessionária, acrescentando que a nível nacional estão mobilizadas todas as equipas Brisa especializadas nas áreas de gestão e operação de infraestruturas.

A empresa referiu ainda que os trabalhos estão a ser acompanhados por equipas técnicas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Ministério das Infraestruturas e Habitação.

"A segunda fase dos trabalhos visará estabilizar os solos sob a laje de transição, no sentido Sul-Norte, de forma a repor as condições da plataforma", informou a Brisa.

Neste âmbito, a Brisa reforçou que está a trabalhar em estreita articulação com o Ministério das Infraestruturas e Habitação, o Instituto da Mobilidade e dos Transportes, a Guarda Nacional Republicana, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a Agência Portuguesa do Ambiente e o LNEC.

A rutura do troço da A1 junto ao nó de Coimbra Sul foi motivada pelo rebentamento do dique e "subsequente escavação dos solos do aterro, devido ao débito excecional de água no rio Mondego, na região de Coimbra", de acordo com a Brisa.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Lusa /

Novo deslizamento de terras na A5 no sentido Lisboa-Cascais

Um novo deslizamento de terras, ao quilómetro 1 da Autoestrada 5 (A5), no sentido Lisboa-Cascais está a condicionar o trânsito no local, tendo as autoridades policiais admitido que a circulação pode vir a ser cortada.

Fonte da Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa adiantou à Lusa, cerca das 15:40, que ocorreu um novo deslizamento de terras ao quilómetro 1, na subida para o Monsanto, no mesmo local em que ocorreu um outro na quarta-feira.

De acordo com a mesma fonte, no local está "um forte dispositivo de meios", entre agentes da PSP e GNR, adiantando que "não houve danos em viaturas".

"Estamos em crer que haverá um novo corte total no sentido Lisboa-Cascais", disse a fonte, frisando "não haver previsibilidade de hora de reabertura".

Já na quarta-feira, o trânsito na A5 esteve cortado no sentido Lisboa--Cascais, do viaduto de Duarte Pacheco até à Cruz das Oliveiras (quilómetro 1), depois de um deslizamento de terras ter obstruído duas faixas de rodagem, cerca das 19:20.

O trânsito na A5 reabriu hoje às 06:27 em duas das quatro vias no sentido Lisboa-Cascais, depois de terem sido terminados trabalhos de limpeza, segundo disse a GNR.

"Durante a noite foram removidos detritos devido à derrocada de quarta-feira. No local estão [06:30) elementos da Brisa, a concessionária da autoestrada, a avaliar a situação. Não há ainda uma previsão para a normalização uma vez que vai ter de ser feita e estabilização do talude", indicou na altura.

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Mais de 300 ME de prejuízos reportados na agricultura -- Governo

O setor agrícola apresentou, até hoje, 4.208 declarações de prejuízo devido ao mau tempo, no valor de 303 milhões de euros, adiantou à Lusa o Ministério da Agricultura.

Até hoje, o ministério tutelado por José Manuel Fernandes recebeu "4.208 declarações" de prejuízo, no valor de "303 milhões de euros", indicou, em resposta à Lusa.

Em 29 de janeiro, o Ministério da Agricultura anunciou à Lusa a abertura de uma medida de restabelecimento do potencial produtivo, devido ao impacto do mau tempo, para investimentos entre 5.000 e 400.000 euros.

A taxa de apoio pode chegar a 100% até um máximo de 10.000 euros.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu em 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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RTP /

ÚLTIMA HORA. Luís Montenegro a caminho de Alcácer do Sal


O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai visitar hoje à tarde as zonas afetadas pelas cheias em Alcácer do Sal (distrito de Setúbal), informou fonte do seu gabinete, que já está a caminho do local.
Luis Montenegro presidiu antes à reunião do Conselho de Ministros, que começou às 10h00 e terminou ao início da tarde, sem a habitual conferência de imprensa no final.

Segundo a Proteção Civil, o caudal do Rio Sado baixou hoje em Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, e a marginal deixou de estar inundada, mas a Avenida dos Aviadores continua `debaixo de água`.

Em declarações à agência Lusa, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, mostrou-se preocupado com a próxima madrugada por estar previsto o regresso da chuva e o eventual início de descargas na Barragem do Monte da Rocha, no concelho de Ourique, distrito de Beja, para o Rio Sado.

A concretizar-se, o Monte da Rocha será a oitava barragem a descarregar para o Rio Sado, juntando-se às de Vale do Gaio, Pego do Altar, Odivelas, Campilhas, Alvito, Fonte Serne e Roxo.

Tiago Bugio disse que, nas últimas semanas, Alcácer do Sal já registou quatro inundações, realçando que a primeira ocorreu no dia 28 de janeiro, enquanto a mais grave foi registada no dia 05 deste mês, não sabendo precisar a que altura chegou a água dessa vez.

Num comunicado publicado na sua página na rede social Facebook, a Câmara de Alcácer do Sal revelou que cerca de 80 militares do Exército e da Marinha estiveram, na quarta-feira, envolvidos nas operações de limpeza na cidade e na colocação de barreiras de contenção na encosta do castelo, onde ocorreram deslizamentos de terra.

Também esta semana, estiveram a "ajudar no terreno" militares de outras unidades das Forças Armadas, como elementos da Força Aérea provenientes da Base Aérea N.º 11 de Beja e do dispositivo da Marinha e da Autoridade Marítima Nacional, acrescentou.

c/Lusa
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RTP /

Municípios da Lezíria do Tejo querem alargamento da situação de calamidade

Nuno Azevedo, da CM de Coruche, e Nuno Mira, da CM do Cartaxo, explicam as dificuldades sentidas pelos municípios da comunidade intermunicipal da Lezíria do Tejo, sobretudo a nível de rede viária e agrícolas.
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RTP /

Santa Casa de Misericórdia de Alcácer do Sal monta farmácia temporária

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Lusa /

Mais de 400 papagaios-do-mar encontrados mortos na costa portuguesa - Associação

Mais de 400 papagaios-do-mar encontrados mortos na costa portuguesa nos últimos dias foram contabilizados pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA BirdLife), que suspeita que o fenómeno esteja relacionado com as tempestades das últimas semanas.

O número elevado de aves a dar à costa --- os chamados arrojamentos --- estão a ser registados em toda a costa continental, e também nos Açores, com casos de muitas dezenas de aves arrojadas no litoral norte, na região de Peniche e na costa do sudoeste alentejano, informou a SPEA em comunicado.

"Os casos estão a ocorrer ao longo de grande parte da costa, por isso é muito provável que os 400 registos que temos sejam apenas uma pequena parte do total", afirmou Hany Alonso, Técnico Sénior de Ciência na SPEA, citado no comunicado.

Na Galiza estão a ser reportadas situações semelhantes, contando com 400 registos de arrojamentos, e na costa atlântica de França com mais de 200, o que a organização considera indiciar um fenómeno de grande escala no Atlântico europeu.

Também na sequência de más condições no mar, no inverno de 2022/23, Portugal registou mais de 1.700 papagaios-do-mar arrojados em apenas duas semanas.

As tempestades podem levar as aves costeiras a procurar refúgio em terra, causando arrojamentos de aves mais fracas, e num comboio de tempestades, com más condições durante um período prolongado, mar agitado e dificuldade em alimentar-se, muitas aves são levadas à exaustão extrema.

No caso dos papagaios-do-mar, se as aves tiverem dificuldade em alimentar-se durante períodos prolongados, podem ver a sua condição física deteriorar-se, acabando por arrojar já muito exaustos e com fraca condição física, explica Hany Alonso.

Para perceber a verdadeira dimensão de arrojamentos em Portugal, a SPEA pediu a colaboração dos cidadãos para registarem as aves que virem arrojadas na plataforma ICAO (disponível online e como App), que permite carregar fotografias das aves que ajudam a confirmar a identificação e determinar a idade da ave.

Mostrando preocupação com o aumento de frequência dos fenómenos climáticos extremos na costa portuguesa, com as alterações climáticas a causar cada vez mais tempestades, a SPEA apela a medidas de mitigação dos efeitos negativos das alterações climáticas.

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RTP /

Lamas invadiram estufas e causaram prejuízos avultados

A reporter da RTP, Maria Cerqueira, falou com José Manuel Dias,  proprietário de estufas que ficaram parcialmente soterradas por um deslizamento de terras em Ponte da Barca.
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RTP /

Famílias impedidas de regressar a casa em Ponte da Barca por segurança

Em Ponte da Barca, os bombeiros aproveitaram um intervalo na precipitação para construir um talude e fazer um curso de água regressar ao seu leito, para evitar novos deslizamentos de terras num dos cinco locais onde estes se registaram no concelho, pondo habitações em perigo.

Mas nem todos podem regressar a casa, por questões de segurança.
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RTP /

CAP fala em mil milhões de prejuízos na área da agricultura

A Confederação dos Agricultores de Portugal avança que o prejuízo causado pelo mau tempo ascenda já os mil milhões de euros.

O balanço anterior rondava os 775 milhões, mas o secretário-geral da CAP, Luís Mira, diz que cada tempestade que passa pelo nosso território agrava as perdas económicas do sector.

O responsável da Confederação dos Agricultores de Portugal pede também ao Governo igualdade de tratamento para todos os agricultores, visto que o mau tempo de uma forma ou de outra afeta todos os agricultores e produtores, de todos os concelhos, mesmo não estando abrangidos pela declaração de calamidade.
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Lusa /

Lousã adia Festival da Chanfana face às intempéries

A Câmara da Lousã decidiu hoje adiar o Festival Gastronómico da Lousã, que deveria realizar-se entre 20 de fevereiro e 1 de março, em solidariedade com todos os que foram afetados pelas intempéries.

"Na sequência das intempéries que se têm verificado nos últimos dias, e em solidariedade com todos os que foram afetados pelas suas consequências, a Câmara Municipal da Lousã deliberou, de forma preventiva, adiar a realização do Festival Gastronómico da Chanfana", disse o município, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Com a decisão de adiamento, o certame irá realizar-se entre 27 de fevereiro e 8 de março, "mantendo-se o compromisso da Câmara Municipal com a valorização da gastronomia local, dos restaurantes aderentes e da promoção do território", afirmou.

A decisão de adiamento deve-se também às "dificuldades de deslocação provocadas pelo condicionamento e corte de vias em toda a região", que tem sido fustigada por uma série de tempestades, aclarou a autarquia.

"Este adiamento visa garantir as melhores condições de segurança para todos os participantes, visitantes e colaboradores, permitindo também que o evento decorra num contexto mais favorável e com a qualidade que o caracteriza", salientou.

A conferência de imprensa de apresentação do festival estava marcada para sexta-feira, tendo sido também adiada uma semana.

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RTP /

"Amor ao Centro". Centenas em concerto solidário na Casa Capitão

Realizou-se na noite de quarta-feira o concerto solidário "Amor ao Centro".

Bastou uma semana para montar o espetáculo, reunir quase duas dezenas de artistas e vender 380 bilhetes.
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Lusa /

Governo ordena avaliação técnica de infraestruturas rodoviárias e ferroviárias

O Ministério das Infraestruturas e Habitação aprovou um despacho que determina a realização urgente de uma avaliação técnica independente às infraestruturas rodoviárias e ferroviárias nacionais, mandatando o LNEC para analisar a segurança e operacionalidade após os fenómenos meteorológicos extremos.

O despacho publicado em Diário da República na quarta-feira estipula que "o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) proceda, "com caráter prioritário e urgente, à promoção de uma avaliação técnica independente às infraestruturas da rede rodoviária nacional e às infraestruturas da rede ferroviária nacional".

O LNEC deverá também apoiar autarquias e entidades intermunicipais em avaliações análogas e apresentar, no prazo de 30 dias úteis, os critérios e planeamento dos trabalhos, com um horizonte máximo de um ano para o relatório final, além de relatórios mensais de progresso.

A decisão surge após "a ocorrência de cheias, inundações e aluimentos de terras em diversas zonas vulneráveis do território nacional, com impacto tangível em infraestruturas rodoviárias e ferroviárias nacionais", que em alguns casos levaram à interdição ou à necessidade de reparações significativas.

Segundo o documento, a avaliação deverá ser "rigorosa, completa, célere e independente, para aquilatar das condições estruturais, de segurança e de operacionalidade das várias infraestruturas", abrangendo pontos críticos como pontes, túneis, viadutos, passagens hidráulicas e passagens desniveladas ou taludes.

O despacho estabelece ainda que o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) e a Infraestruturas de Portugal (IP) devem recomendar às concessionárias que realizem avaliações técnicas independentes, remetendo os relatórios ao LNEC.

O documento sublinha que "nenhuma disposição do presente despacho ou a atuação subsequente do LNEC mitiga ou afasta a responsabilidade ou as obrigações das entidades gestoras das infraestruturas rodoviárias ou ferroviárias".

O despacho produz efeitos a partir de 11 de fevereiro de 2026 e é assinado pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.

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RTP /

Trânsito triplica na Ponte de Constância e autarcas exigem solução

A Ponte da Praia, entre Constância e Vila Nova da Barquinha, regista um aumento do tráfego devido às cheias e ao fecho da Ponte da Chamusca, com autarcas a alertarem para riscos de segurança e a reivindicarem soluções estruturais.

"O tráfego ligeiro duplicou ou triplicou relativamente ao normal. Queremos alertar a população e o Governo para esta situação, fruto do encerramento da Ponte da Chamusca e das limitações em Abrantes. É necessário encontrar uma solução, seja através de uma nova travessia ou da reabilitação da ponte, que permita a passagem de pesados e o tráfego nos dois sentidos", disse hoje à Lusa o presidente da Câmara de Constância, Sérgio Oliveira.

Os autarcas de Constância e Vila Nova da Barquinha, no distrito de Santarém, responsáveis pela gestão da infraestrutura, promoveram hoje uma conferência de imprensa conjunta para abordar as vulnerabilidades da ponte e os riscos agravados pelas cheias e pelo aumento do tráfego.

"A ponte está limitada e, mesmo em poucos minutos, é visível a quantidade de pesados que tenta atravessar", afirmou Sérgio Oliveira.

Perto das 13:00, registavam-se filas de centenas de metros devido à circulação alternada, regulada por semáforos, e à proibição de veículos pesados, embora alguns tentassem passar.

"A segurança é a principal preocupação", sublinhou, com a GNR presente no local.

A Ponte da Praia assegura a ligação entre Constância Sul e a Praia do Ribatejo e funciona em regime de sentido alternado. Está interdita a pesados por razões estruturais e sujeita a restrições de peso, o que condiciona a fluidez do trânsito, sobretudo num contexto de cheia e encerramento de outras travessias.

O presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, por sua vez, afirmou que o fecho da Ponte da Chamusca "veio agravar um problema antigo" na região.

"Temos a gestão desta ponte quando deveria ser do Governo central. O encerramento da Chamusca aumentou o fluxo de ligeiros e a tentativa de passagem de pesados, muito acima do normal. É um problema com cerca de quatro décadas que tem de ser resolvido, seja pelo alargamento desta ponte ou por outra solução estrutural", disse Manuel Mourato.

Os autarcas alertaram ainda para o impacto económico, referindo pedidos de exceção de empresas para circulação de camiões, recusados por razões de segurança.

"Empresas como a Caima solicitaram exceções, mas recusámos assumir essa responsabilidade. O Ministério das Infraestruturas também não assumiu essa responsabilidade, está a avaliar a situação e haverá uma reunião com o ministro, em março, já agendada", afirmou Sérgio Oliveira.

O volume médio diário nesta travessia situa-se entre 3.000 e 4.000 veículos, número que "mais do que duplicou ou triplicou" com o fecho da Ponte da Chamusca.

A infraestrutura não integra a rede estruturante da Infraestruturas de Portugal, estando sob gestão municipal desde 1988, e há décadas que os autarcas reclamam uma solução definitiva.

A proposta passa pelo reforço estrutural ou alargamento da ponte, permitindo circulação nos dois sentidos e passagem segura de pesados, salvaguardando a mobilidade económica e territorial.

O fecho da Ponte da Chamusca deveu-se inicialmente à submersão da EN243, após o galgamento do Dique dos 20, na Golegã.

Reaberta na terça-feira com a descida das águas, revelou fissuras no pavimento, levando a nova interdição e à chamada da Infraestruturas de Portugal para avaliação, não havendo ainda previsão de reabertura.

No distrito de Santarém existem várias travessias estratégicas sobre o Tejo, incluindo as pontes de Abrantes, Constância-Sul-Praia do Ribatejo, Santarém (duas) e Chamusca, fundamentais para a circulação entre margens.
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Lusa /

Território de Montemor-o-Velho é o que mais preocupa Proteção Civil da Região de Coimbra

O comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra disse hoje que a maior preocupação no território é, neste momento, o concelho de Montemor-o-Velho.

Carlos Luís Tavares disse à agência Lusa que a barragem da Aguieira está a descarregar e, por isso, enquanto não se baixar a pressão no rio Mondego e com toda a água que está a ir para os campos agrícolas, a maior preocupação é o concelho de Montemor-o-Velho e a localidade da Ereira, que já está isolada há alguns dias, neste município.

"Mas também mantemos a preocupação nas margens direita e esquerda [do rio Mondego, entre Coimbra e Montemor-o-Velho], porque não estamos livres de que os diques rebentem. As pessoas têm de manter toda a atenção", apelou.

A Proteção Civil informou hoje que está a ser reforçado um conjunto de barreiras no rio Velho, em Montemor-o-Velho, e que está a acompanhar a situação do Mondego em alerta máximo.

O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, adiantou hoje, em conferência de imprensa, que o rio Velho [do Mondego] "está a ser reforçado com um conjunto de barreiras para que, se houver um problema nesse rio, não haja comprometimento da população de Montemor-o-Velho".

A margem direita do canal principal do rio Mondego partiu hoje de manhã e está a canalizar água para o canal de rega em frente à ETAR de Formoselha (Montemor-o-Velho), disse o presidente da Junta de Freguesia de Santo Varão.

Marcelo Gustavo, autarca no concelho de Montemor-o-Velho, explicou à agência Lusa que este canal de rega, que agora está pressionado por mais água do rio Mondego, também partiu uns metros mais à frente, já entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e Granja do Ulmeiro (em Soure), e está a distribuir água para os campos agrícolas da margem direita, já sobrecarregada de água.

Este canal de rega, que é adjacente à margem do rio e está entre esta e os campos agrícolas, além de servir os agricultores, serve as celuloses da Figueira da Foz e faz abastecimento de água também para este último concelho no litoral do distrito de Coimbra.

Este é o terceiro incidente decorrente das cheias que têm atingido a zona do Baixo Mondego.

Na quarta-feira, por volta das 17:00, a margem direita do Rio Mondego, nos Casais, Coimbra, também colapsou e levou ao encerramento da Autoestrada 1.

O tabuleiro do viaduto da A1 viria a desabar ao final da noite na sequência do rompimento do dique nos Casais, Coimbra.

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Lusa /

Especialista diz que foi descurada a conservação do dique do Mondego

O dique do rio Mondego exige uma observação constante de toda a albufeira e das zonas de degelo da Serra da Estrela, defendeu hoje o engenheiro Carlos Matias Ramos, para quem a monitorização foi "completamente descurada".

"Uma obra destas não pode ser abandonada. O maior risco que se corre é não conhecer o risco", disse à Lusa o ex-bastonário da Ordem dos Engenheiros, alertando para a dimensão e o tipo de estrutura, constituída por diques em aterro ao longo de cerca de 30 quilómetros entre Coimbra e a Figueira da Foz.

Carlos Matias Ramos, que presidiu ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) explicou que um dique como o do Mondego, que colapsou na quarta-feira, é construído sob regras "muito rígidas", tendo em conta, nomeadamente, a natureza do solo, que constitui a fundação.

"Tenho de saber se o solo tem capacidade para receber o peso que vai receber aquele dique. Uma vez concluída a obra, tem de ser fortemente conservada", afirmou.

"É necessária uma observação constante sobre o que se está a passar", reiterou, explicando que a partir dos resultados o projetista reformula a obra ou estabelece um plano para conservação.

Trata-se de uma obra de diques de contenção lateral, que deve ter entre a quota máxima da água (em situação de cheia) e a coroa (topo) uma margem de 40 a 60 centímetros.

"Essa quota pode ser comida se o dique assentar", especificou Carlos Matias Ramos, referindo que durante os primeiros 10 anos após a construção não houve problemas com a obra.

"Era importante que houvesse uma instituição de caráter local para toda a bacia do Mondego, de gestão de todo o sistema", sustentou, exemplificando que devem ser analisados os dados históricos e a monitorização em torno dos diques e da evolução de toda a albufeira.

Para Carlos Matias Ramos, "tudo leva a crer" que as alterações climáticas têm implicações na equação que é preciso analisar no que se refere às fundações do dique.

Neste sentido, apontou a vigilância das zonas de degelo da Serra da Estrela que alimentam o Mondego e das temperaturas mais elevadas que se verificam atualmente.

Reconhecendo que Portugal está a viver uma situação de exceção, em que a chuva "não dá tréguas", o ex-bastonário defendeu reajustes adequados ao ciclo da obra e atenção aos efeitos das alterações climáticas, que contribuem para aumentar o risco.

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Lusa /

Penacova pede moderação no consumo de água após rutura de condutas

A Câmara de Penacova pediu hoje às populações de duas uniões de freguesias e de outras três localidades que moderem o consumo de água devido à rutura de condutas que obrigou a recorrer a autotanques para garantir abastecimento.

O município, numa nota publicada hoje nas redes sociais, apela à moderação do consumo de água nas uniões de freguesias de São Pedro de Alva e São Paio de Mondego, e de Oliveira do Mondego e Travanca do Mondego, assim como nas localidades da Carvoeira, Ronqueira e Travasso.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara, Álvaro Coimbra, explicou que se registou na quarta-feira uma rutura numa conduta adutora da Águas do Centro Litoral, que abastece parte do concelho (as duas uniões de freguesias visadas pelo aviso).

"As pessoas têm água na mesma, mas estamos a recorrer a autotanques dos bombeiros para repor a água dos reservatórios. Como este é um esforço muito grande, que implica estar constantemente a transportar água, estamos a pedir às pessoas para moderarem o seu consumo, enquanto não se repararem as condutas", aclarou.

Além da conduta adutora, houve também uma rutura numa conduta da rede municipal, que abastecia as localidades de Carvoeira, Ronqueira e Travasso, onde também é preciso recorrer a autotanques para garantir o abastecimento de água, disse o presidente daquele concelho do distrito de Coimbra.

As duas ruturas aconteceram junto à estrada nacional 2 (N2), após um deslizamento de terras junto à Carvoeira, num momento em que aquela via principal está cortada ao trânsito nos dois sentidos desde terça-feira, afirmou Álvaro Coimbra.

O município tem as suas escolas encerradas desde quarta-feira e até sexta-feira face aos vários cortes de estradas que têm ocorrido no concelho, não havendo condições de segurança para os autocarros escolares circularem.

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Arlinda Brandão - Antena 1 /

Câmara de Condeixa-a-Nova preocupada com aumento de tráfego no IC2

A Câmara de Condeixa-a-Nova está preocupada com a possibilidade de congestionamentos no troço do IC2, que é alternativa ao trânsito, de veiculos ligeiros e pesados que têm que sair da A1 para evitar a zona que abateu junto ao dique do Mondego.

Foto; Agência Lusa

Na A1 a portagem que se segue ao local da derrocada é a de Condeixa, para onde pode ser desviado esse tráfego.

A presidente da Câmara de Condeixa, Liliana Pimentel, diz à Antena 1 que vai durante o dia ter contactos e reuniões com várias entidades para se encontrar a melhor solução tendo em conta que este é um problema que vai demorar semanas segundo avançam informações do Governo.
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RTP /

Qualidade da água fornecida aos municípios do centro litoral está assegurada

A Águas do Centro Litoral (AdCL) garantiu hoje que a qualidade da água fornecida aos municípios que serve está assegurada, mantendo-se uma monitorização contínua e reforço do desinfetante residual (cloro) nos pontos de entrega.

Num comunicado a AdCL informa que a qualidade da água fornecida aos clientes no distrito de Coimbra (municípios de Arganil, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Lousã, Miranda do Corvo, Penacova, Penela e Vila Nova de Poiares) e Mealhada (distrito de Aveiro), não apresenta problemas.

A empresa tem mantido "uma monitorização contínua da água, desde a captação até à entrega às redes municipais, garantindo permanentemente a segurança e fiabilidade do abastecimento público".

Ao mesmo tempo, "foi reforçada a monitorização do desinfetante residual (cloro) nos pontos de entrega à rede municipal, como medida adicional de segurança", tendo em conta as recentes intempéries, que estão a afetar a região do Centro Litoral.

A água fornecida aos municípios de Coimbra, Condeixa-a-Nova, Lousã, Mealhada, Miranda do Corvo e Penela, a partir da Estação de Tratamento de Água (ETA) da Boavista é "exclusivamente captada em furos subterrâneos, não tendo sido afetados pelas inundações registadas", acrescenta.

A Águas do Centro Litoral serve os municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Ansião, Arganil, Aveiro, Batalha, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Espinho, Estarreja, Góis, Ílhavo, Leiria, Lousã, Marinha Grande, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ourém, Ovar, Penacova, Penela, Porto de Mós, Santa Maria da Feira, Soure, Vagos e Vila Nova de Poiares.

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Lusa /

Leiria desafia E-Redes a ir às freguesias prestar esclarecimentos sobre falta de energia

A Câmara de Leiria e as 20 Juntas de Freguesia do concelho desafiaram hoje a E-Redes a ir ao terreno prestar esclarecimentos às populações que, há 16 dias, estão sem eletricidade na sequência da depressão Kristin.

"Solicitamos à E-Redes informação detalhada sobre o ponto de situação dos trabalhos e desafiamos a empresa a deslocar-se às freguesias mais afetadas para prestar esclarecimentos diretos às populações", lê-se num comunicado subscrito pelo município e juntas.

No comunicado conjunto, pede-se ainda "a apresentação urgente de um calendário concreto, freguesia a freguesia, para a reposição total do serviço", e é reiterado "o pedido de mobilização de meios técnicos adicionais para acelerar as intervenções nas zonas ainda afetadas".

Os subscritores reclamaram ao Governo para acionar "os mecanismos necessários para garantir o reforço de meios técnicos e operacionais", assegurando uma resposta proporcional à dimensão dos danos", e à E-Redes, principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão, renovaram o pedido para que defina rapidamente "medidas de compensação pelos prejuízos causados".

"Impõe-se ainda que a E-Redes apresente explicações sobre situações em que subsistem clientes sem fornecimento elétrico, apesar de existirem habitações vizinhas já com energia restabelecida, bem como esclareça os critérios que justificam que alguns concelhos e freguesias apresentem níveis de reposição significativamente inferiores a outras", defenderam.

Através do documento, exigiram ainda "o reforço imediato das equipas SOS para reposição de ligações em situações isoladas", depois de lembrarem que, desde que a depressão Kristin atingiu o concelho, em 28 de janeiro, "continuam a existir falhas no fornecimento de eletricidade em todas as freguesias", situação que "tem provocado dificuldades graves às populações".

Reconhecendo o empenho dos trabalhadores em "intervenções exigentes e tecnicamente complexas", as autarquias notaram, todavia, ser "evidente que os meios atualmente mobilizados são insuficientes face à dimensão dos danos".

"Os presidentes de junta estão diariamente no terreno, a ouvir a revolta legítima das populações", relataram.

O município garantiu que vai manter "toda a pressão institucional necessária até que o fornecimento seja plenamente restabelecido".

No sábado, numa carta aberta, a Câmara e as freguesias de Leiria criticaram "a falta de informação objetiva, atualizada e acessível" da E-Redes, sustentando que "as populações têm o direito de saber qual o ponto de situação concreto em cada freguesia" ou que "prazos previsíveis estão a ser considerados para a reposição do serviço".

No dia seguinte, fonte oficial da E-Redes disse que a empresa iria remeter às Câmaras o número de clientes sem energia na sequência do mau tempo, mas que os órgãos de comunicação social estavam excluídos desta informação.

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RTP /

Pedro Duarte relança discussão da regionalização

Pedro Duarte diz que a resposta às tempestades mostrou que faltam níveis intermédios regionais de coordenação e liderança política.

O presidente da Câmara Municipal do Porto relança assim o debate sobre a regionalização.

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RTP /

Pelo menos 21 equipamentos da rede de teatros e cineteatros afetados

O número de equipamentos da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP) com danos provocados pelo mau tempo das últimas semanas aumentou de 12 para pelo menos 21, de acordo com Direção-Geral das Artes (DGArtes).

A DGArtes refere, em resposta a um pedido da Lusa, ter recebido, na quarta-feira, "reporte de danos por parte de 21 equipamentos RTCP em 20 municípios no Norte, Centro, Oeste e Vale do Tejo, Península de Setúbal, Alentejo, Algarve e Açores".

Num balanço anterior, em 4 de fevereiro, eram 12 os equipamentos com danos reportados.

O Centro continua a ser a zona do país com mais equipamentos afetados, estando suspensa a programação no Teatro-Cine de Pombal, no Teatro José Lúcio da Silva e no Teatro Miguel Franco, ambos em Leiria, e no Teatro Stephens, na Marinha Grande.

A Norte, foram afetados o Centro Cultural de Paredes de Coura, o Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, e o Theatro Gil Vicente, em Barcelos.

Na zona Oeste e Vale do Tejo, registaram-se danos no Cine-Teatro Paraíso, em Tomar, na Península de Setúbal no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, e no Cine Teatro São João, em Palmela, no Alentejo no Teatro Garcia de Resende, em Évora, e no Centro de Artes e Espetáculos (CAE) de Portalegre, e nos Açores no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada.

No Algarve, o Teatro Lethes, em Faro, está encerrado "por razões de segurança" desde novembro, altura em que ficou com infiltrações no palco, provocadas pela tempestade Cláudia.

A RTCP foi criada em 2019 para combater assimetrias regionais no acesso à cultura e conta atualmente com 103 equipamentos culturais.
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RTP /

"Isto não vai lá com visitas de médico"

José Luís Carneiro critica a ação do Governo e afirma que a resposta não passa por "visitas de médico".

Em Alenquer, que já solicitou a inclusão do concelho na situação de calamidade, há 27 desalojados e 75 pessoas deslocadas.

O secretário-geral do PS deslocou-se ao município.
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Deslizamentos de terra sucedem-se

Há deslizamentos de terra em todo o país. Nos casos mais graves, houve retirada de populações.

No Peso da Régua, um reservatório de água foi atingido por uma derrocada.
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RTP /

Vem aí a depressão Oriana

A noite e a madrugada trazem muita chuva em todo o país.

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RTP /

Albergaria-a-Velha. Vinte pessoas retiradas de casa

Há estradas cortadas, casas isoladas e o receio de que a velha ponte de Valmaior não resista à força da água.

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RTP /

Rio Sado recuou em Alcácer do Sal

O risco de inundações mantém-se e estão a ser acompanhadas as descargas feitas pelas barragens.

Foto: António Antunes - RTP

As limpezas também já começaram.
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Lusa /

Barreiras no rio Velho, em Montemor-o-Velho, estão a ser reforçadas

A Proteção Civil informou hoje que está a ser reforçado um conjunto de barreiras no rio Velho, em Montemor-o-Velho, e que está a acompanhar a situação do Mondego em alerta máximo.

O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, adiantou que o rio Velho "está a ser reforçado com um conjunto de barreiras para que, se houver um problema nesse rio, não haja comprometimento da população de Montemor-o-Velho".

Durante a conferência de imprensa que aconteceu na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide (Oeiras), Mário Silvestre garantiu que estão "efetivamente a acompanhar tudo o que é possível e em alerta máximo" em relação ao Mondego.

Em risco significativo de inundação estão o rio Mondego, nas zonas de Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho e Soure, o rio Tejo, nas zonas de Abrantes, Almeirim, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira e Vila Nova da Barquinha, o rio Sorraia, em Benavente e Coruche, o rio Vouga, em Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Mira, Murtosa, Ovar, Vagos e Cantanhede, no rio Águeda, em Águeda, e no rio Sado, em Alcácer do Sal.

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Lusa /

Margem direita do rio Mondego parte para canal de rega em Montemor-o-Velho

A margem direita do canal principal do rio Mondego partiu hoje de manhã e está a canalizar água para o canal de rega em frente à ETAR de Formoselha (Montemor-o-Velho), disse o presidente da Junta de Freguesia de Santo Varão.

Marcelo Gustavo, autarca no concelho de Montemor-o-Velho, explicou à agência Lusa que este canal de rega, que agora está pressionado por mais água do rio Mondego, também partiu uns metros mais à frente, já entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e Granja do Ulmeiro (em Soure), e está a distribuir água para os campos agrícolas da margem direita, já sobrecarregada de água.

Este canal de rega, que é adjacente à margem do rio e está entre esta e os campos agrícolas, além de servir os agricultores, serve as celuloses da Figueira da Foz e faz abastecimento de água também para este último concelho no litoral do distrito de Coimbra.

Este é o terceiro incidente decorrente das cheias que têm atingido a zona do Baixo Mondego.

Na quarta-feira, por volta das 17:00, a margem direita do Rio Mondego, nos Casais, Coimbra, também colapsou e levou ao encerramento da Autoestrada 1.

O tabuleiro do viaduto da A1 viria a desabar ao final da noite na sequência do rompimento do dique nos Casais, Coimbra.

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Lusa /

Barragem alentejana do Monte da Rocha quase a descarregar para o Sado

A Barragem do Monte da Rocha, no concelho alentejano de Ourique, distrito de Beja, está "a 30 centímetros" de atingir a cota máxima e vai começar, em breve, a fazer descargas para o Rio Sado.

"Nesta altura, faltam 30 centímetros para iniciar a descarga, ou seja, cerca de dois milhões e meio [de metros cúbicos] de armazenamento [de água]. Portanto, está muito próxima a descarga", revelou hoje à agência Lusa o diretor-adjunto da Associação de Regantes e Beneficiários de Campilhas e Alto Sado (ARBCAS), Ilídio Martins.

Segundo os dados divulgados por esta associação, com sede em Alvalade, no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, e que gere mais quatro barragens nesta região, a do Monte da Rocha registava hoje um volume de armazenamento de 97%, equivalente a quase 99,5 milhões de metros cúbicos (m3) de água.

Nesse âmbito, estimou Ilídio Martins, tendo em conta a precipitação prevista para noite de hoje, a primeira descarga para o Rio Sado deve ocorrer durante o dia de sexta-feira.

O diretor-adjunto da ARBCAS acrescentou que a operação terá lugar pelo descarregador de superfície, recusando, para já, a possibilidade de serem utilizadas as comportas de fundo.

"Nesta fase, não há interesse em enviar mais água para as linhas de água, portanto temos que utilizar o máximo armazenamento para evitar as cheias", frisou.

Desde 2011, realçou, que a Barragem do Monte da Rocha não descarrega para o Sado, sendo uma das últimas do país que irá fazê-lo em 2026, na sequência do mau tempo que tem afetado Portugal continental: "Todas as outras no país já estão a descarregar há muito tempo", sublinhou.

A albufeira do Monte da Rocha assegura o abastecimento público nos concelhos de Ourique, Almodôvar e Castro Verde, assim como em parte dos de Mértola e Odemira, todos no distrito de Beja.

A infraestrutura serve ainda para o regadio de cerca de 1.800 hectares agrícolas nos concelhos de Ourique e Santiago do Cacém, no âmbito do aproveitamento hidroagrícola do Alto Sado.

Há cerca de um ano, a 28 de janeiro de 2025, esta barragem era uma das que apresentava menor volume de armazenamento de água em Portugal, com apenas 13% da sua capacidade máxima.

O quadro é, atualmente, bastante distinto, o que abre boas perspetivas "para os próximos anos", nomeadamente no que diz respeito à agricultura, reconheceu Ilídio Martins.

De momento, decorrem as obras de ligação do Monte da Rocha ao Alqueva, através da Barragem do Roxo, no concelho alentejano de Aljustrel, num investimento de quase 30 milhões de euros, lançado em 2024 e que inclui também a criação do Bloco de Rega de Messejana.

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Lusa /

Montemor-o-Velho avalia armazenamento na Aguieira como de "risco constante"

O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho considerou hoje que a barragem da Aguieira, que sustenta as águas do Mondego, está numa situação de risco constante, por estar a 99% da sua capacidade de armazenamento.

"É uma situação de risco constante. Com este volume de água, a barragem vai ter de descarregar", disse José Veríssimo à agência Lusa, na sequência das inundações e cheias que atingem este concelho do distrito de Coimbra, sobretudo após o colapso das margens do Mondego, na quarta-feira.

José Veríssimo disse que a água nos campos do Baixo Mondego continua a subir, embora de forma lenta.

"No canal principal do rio Mondego há algum alívio de pressão, depois do dique ter rebentado na quarta-feira".

A bacia do Mondego era, às 08:00, a única do continente em situação de risco, com o volume de armazenamento da barragem da Aguieira acima dos 99%, perto do limite de segurança daquela infraestrutura.

Segundo dados do portal InfoÁgua, o volume de armazenamento da Aguieira veio a subir consistentemente desde a manhã de quarta-feira, altura em que estava nos 72%, atingindo o seu valor máximo desde o início das inundações no Baixo Mondego, pelas 08:00 de hoje, com 99,04%, a uma cota de 124,5 metros.

O nível de máxima cheia da Aguieira é de 126 metros, altura a partir da qual aquela albufeira não consegue receber mais água e tem de a libertar, por poder pôr em causa a segurança da própria barragem.

À mesma hora, o caudal que saía da barragem (efluente) estava nos 930 metros cúbicos por segundo (m3/s), ligeiramente inferior aos 958 m3/s registados durante a madrugada. O caudal afluente, por sua vez, era ligeiramente superior, com 1.054 m3/s - a Aguieira estava a receber mais água do que aquela que largava -- embora o volume de afluência venha a diminuir desde as 21:00 de quarta-feira, quando ultrapassou os 1.750 m3/s.

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RTP /

Freguesia da Ereira é caso mais preocupante

As inundações multiplicaram-se após o rebentamento de um dos diques do Mondego e há cada vez mais zonas alagadas em Coimbra e Montemor-o Velho.

Foto: Paulo Novais - Lusa

Ereira está isolada há mais de uma semana.
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RTP /

Choveu 20% do volume anual em dois dias

Os últimos dois dias de chuva equivalem a 20 por cento do que costuma chover num ano inteiro.

Foto: Catarina Dias Ribeiro - RTP

Aconteceu o que se temia, na quarta-feira, pouco antes das 18h00. O dique de Casais cedeu e a margem direita do Mondego alagou.
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Lusa /

"Turismo Acolhe" tem disponíveis 318 unidades em empreendimentos e AL

O programa do Turismo de Portugal que pretende assegurar alojamento de emergência às famílias afetadas pelas tempestades tem agora 318 unidades disponíveis, em 48 empreendimentos turísticos e alojamento local, indicou a entidade à Lusa.

Segundo avançou fonte oficial do Turismo de Portugal à Lusa, às 11:30 de hoje estavam disponíveis 318 unidades de alojamento em 30 concelhos, das quais 208 disponibilizadas por 24 empreendimentos turísticos e 110 unidades disponibilizadas por 24 AL (alojamento local).

Na terça-feira, o Turismo de Portugal anunciou um novo programa de alojamento de emergência em estabelecimentos turísticos para as populações afetadas pela depressão Kristin, chamado de "O Turismo acolhe", visando responder às necessidades imediatas de habitação nos 68 concelhos incluídos no estado de calamidade.

O programa tem como beneficiários pessoas com residência principal num dos concelhos abrangidos pela situação de calamidade e cuja necessidade de alojamento temporário seja comprovada por declaração emitida pela respetiva câmara municipal.

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RTP /

Reparação da A1 em Coimbra vai ser prolongada

Para reparar o troço da A1 que desabou em Coimbra vão ser necessárias várias semanas.

Foto: RTP

A força das águas rebentou um dos diques do Mondego. O débito excecional de mais de 2.100 metros cúbicos por segundo explica os danos na autoestrada.
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Lusa /

Enfermeiros mobilizados para apoio a pessoas deslocadas em Coimbra

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros anunciou hoje que está a mobilizar profissionais para garantir cuidados de saúde às pessoas que se encontram deslocadas nos pontos de acolhimento de Coimbra.

Segundo a Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros, estes profissionais irão atuar ao nível da prevenção de complicações, da vigilância e do apoio emocional às pessoas que tiveram de ser deslocadas no âmbito das evacuações preventivas em curso devido ao elevado risco de cheia do rio Mondego.

"A resposta ao apelo por parte dos enfermeiros tem sido excecional. A presença de enfermeiros nestes contextos é decisiva para proteger os mais vulneráveis e assegurar que ninguém fica sem acompanhamento qualificado", frisou.

Esta secção abrange os distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu, e tem mais de 17.600 membros ativos.

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RTP /

Zona do Médio Tejo apresenta mais estradas cortadas

Os caudais no rio Tejo estão elevados por causa das descargas das barragens espanholas, contudo estáveis, garante o comandante sub-regional do Médio Tejo, David Lobato.

No entanto esta nova subida obrigou ao corte de estradas e inundou as zonas ribeirinhas de Constância, Vila Nova da Barquinha, Abrantes e Lezíria do Tejo.

De acordo com a meteorologia a chuva vai voltar em força esta noite, o que vai agravar estes caudais, explica o responsável.
David Lobato deixa ainda o alerta à população para respeitar as recomendações dos bombeiros e Proteção Civil.
 
O comandante sub-regional do Médio Tejo diz que esta manhã foram advertidos vários condutores que insistem não respeitar determinadas indicações e continuam a tentar atravessar estradas inundadas.
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RTP /

Proteção Civil alerta para o perigo das cheias rápidas

Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil, alerta a população das zonas urbanas, de Lisboa, Península de Setúbal, Oeste e Lezíria do Tejo para o perigo de cheias rápidas, "com impacto significativo na vida das pessoas pelo alagamento de garagens e zonas de estacionamento subterrâneo".

Para esta tarde está prevista precipitação forte. "É mais uma noite de permanente alerta".

Para Mário Silvestre, "a população tem que ter um comportamento seguro, durante mais esta noite. É mais uma necessidade que temos. O comportamento seguro é a tónica para que possamos passar mais este episódio meteorológico sem problemas".

Em relação à situação que se vive no Mondego, Mário Silvestre afirmou que a Proteção Civil está a "acompanhar e monitorizar, com tudo o que é possível em alerta máximo".

Já nos rios Tejo e Sado, o comandante nacional da Proteção Civil alerta para os riscos de inundação.

Estão ativos 12 planos distritais de emergência e proteção civil e 124 municipais.

O último balanço da Proteção Civil dá conta de 16.270 ocorrências registadas devido ao mau tempo, que envolveram mais de 55 mil operacionais e, só nas últimas quatro horas, foram registadas cerca de 250 ocorrências.

As ocorrências mais relevantes continuam a ser as quedas de árvores, as inundações e as derrocadas, acrescentou Mário Silvestre.
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Barragem da Aguieira
RTP /

Descarga provoca trepidação

A quota máxima da barragem da Aguieira é de 126 metros. Esta manhã, estava a 124,5. O caudal de saída da água está a 930 metros por segundo.
A equipa da reportagem da RTP mostrou o ímpeto da descarga em curso.
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Após queda de barreira
Lusa /

Retomada circulação na Linha do Leste

A circulação ferroviária na Linha do Leste, que faz a ligação entre o Entroncamento e a fronteira de Badajoz, em Espanha, foi retomada às 11:00 após ter estado suspensa devido à queda de uma barreira, segundo a CP.

Num balanço feito pelas 11:00, a CP - Comboios de Portugal adiantou que o comboio Internacional Celta, que tinha sido suspenso pelo operador espanhol, vai realizar-se hoje à tarde, podendo ser usado material circulante diferente do habitual.

O percurso Valença-Vigo-Valença será feito com recurso a transbordo rodoviário.

Na nota, a transportadora indica que devido ao mau tempo continua suspensa a Linha da Beira Baixa, realizando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes.

Na Linha do Norte não se prevê realizar qualquer comboio de longo curso.

Continua também suspensa a circulação na Linha do Oeste, Linha do Douro entre Régua e Pocinho e Urbanos de Coimbra.

De acordo com a transportadora, na Linha do Norte realizam-se os serviços Regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.

Devido ao mau tempo, mantêm-se constrangimentos à circulação na Linha da Beira Alta, com o serviço Intercidades entre Coimbra e Guarda a efetuar-se com recurso a material circulante diferente do habitual.

Na Linha de Cascais, os comboios circulam com alterações nos horários.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Portagens
Lusa /

Montemor-o-Velho quer isenção durante mais tempo

O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, vai pedir ao Governo o prolongamento da isenção de portagens na região, na sequência do mau tempo.

O Governo anunciou na segunda-feira que prorrogou a isenção de portagens até domingo nas zonas afetadas pela depressão Kristin, no perímetro que abrangerá trechos da A8, A17, A14 e A19.

"Esta medida veio acompanhar as restantes iniciativas de apoio às zonas mais afetadas pelas recentes tempestades, com vista a apoiar a mobilidade nas referidas regiões", referiu então em comunicado o Ministério das Infraestruturas e Habitação.

No dia 03, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, tinha anunciado que a isenção iria estender-se por uma semana.

"Entrará em vigor à meia-noite do dia de hoje um período de isenção de portagens até à meia-noite de hoje a oito dias", explicou, na ocasião.

Hoje, o presidente daquele município do distrito de Coimbra disse ainda desconhecer se o Governo prolonga ou não a situação de calamidade, mas avisou que até domingo nada ficará resolvido, numa alusão às mais recentes cheias que se juntaram aos prejuízos decorrentes da depressão Kristin, em 28 de janeiro.

A agência Lusa questionou hoje o Ministério das Infraestruturas e Habitação sobre se vai prorrogar, de novo, a isenção de portagens nas zonas afetadas pelo mau tempo, mas ainda não obteve resposta.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Portagens
Lusa /

Marinha Grande pede ao Governo que prolongue isenção

O presidente da Câmara da Marinha Grande, concelho gravemente afetado pela depressão Kristin, pediu hoje ao Governo o prolongamento da isenção de portagens em várias autoestradas das regiões atingidas pelo mau tempo, prevista terminar no domingo.

"Reivindicamos que a isenção de portagens seja estendida para além do dia 15 de fevereiro, garantindo que os nossos munícipes, serviços de emergência e agentes económicos não sejam penalizados enquanto persistirem as dificuldades", afirmou Paulo Vicente, numa declaração escrita enviada à agência Lusa.

No dia 03 de fevereiro, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que o Governo iria isentar de portagens durante uma semana (até às 24:00 de dia 10) as zonas afetadas pela depressão Kristin, no perímetro que abrange trechos das autoestradas 8, 17, 14 e 19.

No mesmo dia, o Ministério das Infraestruturas e da Habitação indicou que decidiu isentar todo o tráfego que tenha origem ou destino na A8, entre o nó de Valado de Frades e o nó de Leiria Nascente, na A17, entre o nó da A8 e o nó de Mira, na A14, entre Santa Eulália e o nó de Ançã, e na A19, entre o nó de Azoia e o nó de São Jorge (este troço também na região de Leiria).

O Governo decidiu, entretanto, prorrogar a isenção de portagens até domingo, 15 de fevereiro.

"Apesar de acolhermos positivamente a decisão do Governo de prolongar a isenção de portagens até 15 de fevereiro, consideramos que esta medida é ainda insuficiente face aos impactos profundos que a tempestade Kristin deixou na nossa região", salientou Paulo Vicente.

Para o autarca da Marinha Grande, concelho do distrito de Leiria, "as populações continuam a enfrentar condicionamentos sérios na mobilidade, muitas vias secundárias permanecem danificadas e os trabalhos de recuperação estão longe de estar concluídos".

Paulo Vicente defendeu que "a continuidade desta medida é essencial para assegurar justiça territorial e apoiar verdadeiramente a recuperação local", apelando ao Governo "para que reveja o prazo e mantenha a isenção até que a normalidade esteja efetivamente restabelecida".

A agência Lusa questionou hoje o Ministério das Infraestruturas e Habitação sobre se vai prorrogar, de novo, a isenção de portagens nas zonas afetadas pelo mau tempo, mas ainda não obteve resposta.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Antena 1 /

Barragem da Aguieira, a 99%, vai ter de debitar água para o Mondego

Também sob particular atenção e em situação de risco, a nível nacional, é a bacia do Mondego. A barragem da Aguieira, em Coimbra, também conhecida por barragem da Foz do Dão, está perto do limite e volume de armazenamento já atingiu os 99 por cento da capacidade de retenção.

Foto: Barragem da Aguieira@facebook

De acordo com o portal Infoágua o volume hídrico desta barragem tem estado a subir desde quarta-feira, período em que estava com 72 por cento, tendo atingido a cota máxima (124,5 metros) esta manhã.

O que significa que a barragem vai ter de começar a libertar mais água do que a está a receber, sob risco de colapsar, mas que vai acrescentar mais volume ao leito do Mondego.
Cláudia Aguiar Rodrigues - Antena 1

Segundo o portal, existem 32 albufeiras nacionais - para controlo de cheias - acima dos 80 por cento da capacidade máxima de armazenamento.

Também sob alerta da Proteção Civil está uma nova subida do caudal do rio Tejo. Subida essa prevista para a próxima noite, devido à chuva persistente e à sobrecarga das barragens, quer em Portugal, quer em Espanha.

A Protecção Civil mantém o alerta vermelho no Tejo, e salienta que a situação exige a máxima atenção durante as próximas 48 horas.
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RTP /

Mais de 30 mil clientes da E-Redes sem energia

Na zona de maior impacto da depressão Kristian, às 08h00, estavam cerca de 25 mil clientes sem energia. No total, do território continental, devido às condições meteorológicas adversas, havia 33 mil clientes sem energia.
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Lusa /

Situação calma em novas freguesias de Coimbra com risco de cheia

As freguesias de São Silvestre, São Martinho de Árvore e São João do Campo, em Coimbra, passaram a estar em alerta face ao risco de cheia, mas a noite foi tranquila e a situação é, por agora, calma.

Na noite de quarta-feira, a Câmara de Coimbra decidiu avançar com uma nova zona de evacuação, que abrange as freguesias de São Silvestre, São João do Campo e São Martinho de Árvore e Lamarosa, na zona noroeste do concelho, numa decisão que não resultou do rebentamento do dique da margem direita do Mondego, mas sobretudo do aumento do caudal do chamado rio velho, que passa junto àquelas localidades, explicou a presidente do município.

Dos contactos feitos junto dos três presidentes de Junta pela agência Lusa, até ao momento, percebeu-se que foi apenas necessário retirar duas pessoas desta zona -- uma mulher com mais de 90 anos e o filho, que moram na freguesia de São João do Campo.

"Os níveis da água têm subido gradualmente, mas ainda não estão a colocar em causa as casas", disse à Lusa o presidente da Junta de São João do Campo, Valter Santos.

Segundo o autarca, foi realizado um contacto porta-a-porta junto da população que estará mais em risco, mas "90% das pessoas quiseram ficar em casa, já que têm habitações com primeiro andar, o que lhes dá alguma estabilidade".

"Outras pessoas, por iniciativa própria, saíram para casas de familiares", contou, dando apenas nota do caso da mulher e filho que foram retirados para a Escola de São Silvestre, ponto de concentração e apoio definido para toda aquela zona.

O presidente da Junta de São João do Campo afirmou que o único ponto crítico na sua freguesia é uma série de casas "encostadas a 70 metros da vala de Ançã, com uma linha de água que vem de Portunhos [concelho de Cantanhede] e que é zona de leito de cheia".

Mesmo assim, as habitações estão a uma "distância relativa" da água, que tem subido "ligeiramente", notou, referindo que a situação, em São João do Campo, é "relativamente calma", mas com meios posicionados no local de prevenção.

Também em São Silvestre, a noite "foi tranquila", mantendo-se o trabalho de prevenção e de monitorização do caudal do rio, afirmou a presidente da junta, Fernanda Antunes.

Na margem direita, havendo mais área (povoada, sobretudo, por terrenos agrícolas) para a água do Mondego espraiar, o risco é, por agora, "bastante reduzido", explicou.

A situação está "calma e controlada", acrescentou.

Também na União de Freguesias de São Martinho de Árvore e Lamarosa não há motivos para sobressaltos, com o presidente da Junta, João Pimenta, a constatar que o nível da água voltou a subir, "mas nada de muito alarmante".

"Esperamos que o dia de hoje ajude. Por agora, a situação está controlada, com uma subida de água muito lenta", afirmou.

De acordo com o autarca, na sua freguesia, apenas uma família saiu de casa de forma preventiva para "uma casa de amigos".

"Há duas ou três famílias que podem ser retiradas, mas a água, até subir à casa dessas pessoas, dá-nos muito tempo para a evacuação", disse à Lusa João Pimenta, salientando que há uma grande distância entre a margem do rio e as habitações.

A nova zona de evacuação definida na quarta-feira surge após ter rebentado um dique naquele dia na margem direita do Mondego.

Na terça-feira, o município de Coimbra já tinha avançado com a retirada preventiva de pessoas de Ribeira de Frades, Taveiro, Ameal, Arzila e São Martinho do Bispo, zonas mais densamente povoadas, de cota baixa e situadas na margem esquerda do rio (além de Conraria e Cabouco, a montante da ponte-açude).

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Peso da Régua
RTP /

Deslizamento de terras destrói reservatório de água da freguesia de Godim

Um novo deslizamento de terras no Peso da Régua destruiu o reservatório da freguesia de Godim com capacidade para 1200m3 de água.

Oito pessoas tiverem de ser retiradas das habitações. 
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Lusa /

Linhas de ligação entre Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz estão suprimidas

As linhas 220 e 221, que fazem ligações de autocarro entre Coimbra, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, estão hoje suprimidas devido às consequências do mau tempo, informou a Câmara da Figueira da Foz.

A linha 220 liga diretamente Coimbra - Montemor-o-Velho - Figueira da Foz e vice-versa, enquanto a 221 inclui várias paragens, sendo ambas asseguradas pela empresa BUSWAY, no âmbito do serviço SIT Metropolitano.

A supressão destas linhas ficou a dever-se "à atual situação meteorológica e aos inúmeros condicionamentos de circulação rodoviária", justificou aquele município do distrito de Coimbra.

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Em Ereira
RTP /

Militares fazem ligação com populações isoladas

A RTP fez a ligação entre a aldeia de Ereira, que continua isolada, e Montemor-o-Velho a bordo de um veículo anfíbio dos Fuzileiros.

A bordo seguem também funcionários da Agência Portuguesa do Ambiente e habitantes da aldeia isolada.
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RTP /

Distrito de Aveiro com 58 estradas interditas ou condicionadas

O distrito de Aveiro tem hoje 58 vias interditas ou condicionadas, menos cinco do que na quarta-feira, devido sobretudo a inundações, com Águeda e Estarreja entre os concelhos mais afetados, informou a GNR.

De acordo com a última atualização feita hoje, às 08:00, pela GNR sobre o estado das vias rodoviárias no distrito de Aveiro, há 58 estradas, entre nacionais, regionais e municipais, interditas ou condicionadas devido a inundação, desmoronamento e abatimento do piso.

Em Águeda, a GNR dá hoje conta da interdição devido a inundação da Rua da Pateira (Fermentelos), da Estrada do Campo (na zona de Espinhel e Recardães), da Rua Arquiteto Filomeno Rocha Carneiro (Borralha), da Rua Professor Dinis Pires (Travassô), da Estrada Municipal (EM) 230 (Eirol), da Praceta da Carapeteira (Assequins), da Rua do Passal (Espinhel), da Rua 5 de Outubro (Águeda), da Rua da Carapeteira (Águeda), da Rua do Campo (Segadães), da Rua Ponte da Barca (Serém), da Rua Manuel Marques (Macinhata do Vouga), da Rua Parque Fluvial (Macinhata do Vouga), e da EM577 (Fontinha).

Ainda neste concelho estão interditas a Rua do Covão (Aguiar da Beira) e a Rua do Vale do Grou (Aguada de Cima), devido a desmoronamento, mantendo-se condicionado o IC2, ao quilometro 239, em Lamas do Vouga.

A circulação automóvel também está interrompida na EN16 (Pessegueiro do Vouga), devido a desmoronamento.

Em Albergaria-a-Velha, segundo a GNR, estão cortadas a EN230-2 (Angeja), a EN 2-1 (São João de Loure), a Rua do Jogo (Vale Maior) e a Estrada da Cambeia (Angeja), a devido a inundação. Está ainda condicionada a M533 em Ribeira de Fráguas, devido ao abatimento do piso.

Em Oliveira de Azeméis, indica que estão interditas a Rua de São Paio (Pinheiro da Bemposta) e a Rua do Cercal (Santiago Ruba-Ul), devido a inundação.

Em Ovar, a GNR dá conta da interdição da Avenida da Praia (Maceda), devido a desmoronamento, e da Rua de Baixo (Maceda), da Rua Estrada Nova (Maceda), da Rua Rio (Cortegaça), da Rua do Bussaquinho (Esmoriz) e da Rua Francisco Farinhas (Válega), devido a inundação.

Em Estarreja, há várias ruas inundadas em Canelas (Rua da Estação, Rua General Artur Beirão e Estrada paralela à linha férrea - BIORIA), estando ainda interditas a Rua do Vale (Fermelã), a Rua do Feiro (Salreu), a Rua Manuel Marques Figueira (Antuã), Rua do Mato, (Salreu), a Rua de Santo Bárbara (Beduído) e a Rua dos Moinhos (Avanca).

Na Murtosa, mantêm-se cortadas ao trânsito a Rua Caminho das Remolhas (Bunheiro), a Travessa Arrais Francisco Faustino (Torreira) e a Rua Patronato São José (Bunheiro).

Em Aveiro, estão cortadas devido a inundação a EN230 (Eixo), a Rua Direita e a Rua da Pateira, em Requeixo, a Rua da Valsa (Eixo), a Rua Marquês de Pombal (Cacia), a Estrada da CEE (Cacia), a Rua do Padrão (Cacia) e, em Ílhavo, está cortada a Rua do Sul (Gafanha de Aquém).

Mais a sul, em Anadia, estão interditas a EN235 (Vila Nova de Monsarros), a Rua São Simão (São Lourenço do Bairro), a Rua Ponte do Casal (Avelãs de Caminho), a Avenida das Laranjeiras (Alféolas) e a Avenida dos Áceres (Curia), devido a inundação e, em Oliveira do Bairro, não é possível circular na Rua do Ortigal.
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RTP /

Autarca do Porto diz que se tem de pensar num modelo de desenvolvimento regional do país

O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, numa entrevista à agência Lusa, diz que que "se há lição que devemos tirar todos, do que aconteceu no últimos dias em Leiria, é que temos de pensar num modelo de desenvolvimento regional para o país", para dar respostas mais rápidas a situações de emergência.

Pedro Duarte salienta que a nível local as tomadas de decisão políticas estão muito fragmentadas, apesar dos esforços os decisores políticos centrais.

O autarca do Porto fala na necessidade de liderança e decisão politica e nestes momentos – de emergência – “nota-se mais. “Falta legitimidade politica para haver uma liderança neste território”, sublinha.
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Lusa /

Associação Empresarial de Pombal alerta para "muitos postos de trabalho em risco"

O presidente da Associação Empresarial do Concelho de Pombal (AECP) alertou hoje para a existência de "muitos postos de trabalho em risco", dado haver empresas que não faturam desde o dia 28 de janeiro devido à depressão Kristin.

Em declarações à agência Lusa, Horácio Mota salientou que "todos foram afetados" pelo mau tempo, mas "existem centenas de microempresas e pequenas empresas, principalmente nas aldeias, pequenos comércios, pequenos serviços, pequenas indústrias, que estão há 15 dias sem luz", pelo que se encontram "gravemente afetadas".

"Temos contactado os nossos associados, mas é muito difícil porque eles nem sequer têm comunicações", disse Horácio Mota, salientando que "há muitos postos de trabalho em risco" e as atividades comercial e industrial vão "ter muitas dificuldades" para reiniciar.

Para o empresário, este "pequeno grande setor de atividade que está nas aldeias está a ser muito afetado e muito esquecido".

O presidente da associação considerou que a depressão Kristin provocou "uma situação mesmo de calamidade" no tecido económico daquele concelho do distrito de Leiria.

Sobre os apoios anunciados pelo Governo, Horácio Mota antecipou que se não chegarem, entretanto, "muitas empresas não vão conseguir voltar a ter atividade, porque há 15 dias que não faturam".

"Existem apoios que, na minha modesta opinião, até são robustos", afirmou, concretizando com os do Instituto do Emprego e Formação Profissional e da Segurança Social, e acrescentando "as linhas de crédito, que são boas, têm uma taxa de juro baixa".

Contudo, "vai criar dívida em empresas que estão com muitas dificuldades", lamentou, defendendo que tem de haver "um contrabalanço também com algumas medidas a fundo perdido para ajudar estas empresas, no mínimo dos mínimos, para pagar os alugueres dos geradores e para pagar o gasóleo, e outras despesas que tiveram com a reconstrução das suas instalações".

"Mas eu vejo um cenário muito caótico no futuro, acrescentou Horário Mota.

A Associação Empresarial do Concelho de Pombal tem 580 associados.

Já num comunicado enviado à agência Lusa na quarta-feira, a AECP adiantou que, "passados vários dias sobre a tempestade Kristin, dezenas ou mesmo centenas de empresas continuam sem fornecimento de energia elétrica e comunicações, uma `negligência` que ameaça o encerramento definitivo de unidades produtivas e a destruição de centenas de postos de trabalho".

Citado na nota, Horácio Mota classificou a resposta das entidades competentes como "insuficiente e desajustada da realidade".

"Estamos perante uma catástrofe económica silenciosa", avisou a AECP, que exigiu o restabelecimento imediato da rede elétrica em todas as aldeias do concelho, esclarecimentos públicos por parte da E-Redes sobre o cronograma real de intervenção e "intervenção assertiva e forte do Governo para a reposição da normalidade".

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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RTP /

Descargas nas barragens podem ter influência no caudal do Sado

Em Alcácer do Sal teme-se que as descargas das barragens possam ter afluência no caudal do rio Sado.

Tiago Bugio, comandante da Proteção Civil do Alentejo, alertou para os “próximos dias podem ser de muita precipitação” e com a “descarga da barragem Monte da Rocha” cria alguma “preocupação acrescida”.

Há oito barragens a descarregar controladamente para o Sado.

Várias localidades podem ser afetadas pelas descargas das barragens.
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Momento-Chave
RTP /

Deslizamentos de terras em Porto Brandão atingem várias habitações

Em Porto Brandão, no concelho de Almada, novos deslizamentos de terras atingiram várias habitações sem provocar vítimas.
Cerca de 400 pessoas foram retiradas da localidade que não tem energia.
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RTP /

Autarquia preocupada com ponte de Valmaior, concelho de Albergaria-a-Velha

Em Albergaria-a-Velha, apesar do caudal do rio Vouga ter diminuído, existe ainda muitas preocupações devido às descargas das barragens espanholas.

O presidente da câmara de Albergaria-a-Velha, José Carlos Coelho, deu conta à Antena 1 que agora estão a fazer trabalho de prevenção, na retirada de material flutuante que vem nas águas do Vouga e que se acumula na ponte em Valmaior. 

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Lusa /

Mondego em situação de risco com barragem da Aguieira a 99%

A bacia do Mondego era, às 08h00, a única do continente em situação de risco, com o volume de armazenamento da barragem da Aguieira acima dos 99%, perto do limite de segurança daquela infraestrutura.

Segundo dados do portal InfoÁgua, o volume de armazenamento da Aguieira veio a subir consistentemente desde a manhã de quarta-feira, altura em que estava nos 72%, atingindo o seu valor máximo desde o início das inundações no Baixo Mondego, pelas 08h00 de hoje, com 99,04%, a uma cota de 124,5 metros.

O nível de máxima cheia da Aguieira é de 126 metros, altura a partir da qual aquela albufeira não consegue receber mais água e tem de a libertar, por poder pôr em causa a segurança da própria barragem.

À mesma hora, o caudal que saía da barragem (efluente) estava nos 930 metros cúbicos por segundo (m3/s), ligeiramente inferior aos 958 m3/s registados durante a madrugada. O caudal afluente, por sua vez, era ligeiramente superior, com 1.054 m3/s - a Aguieira estava a receber mais água do que aquela que largava -- embora o volume de afluência venha a diminuir desde as 21:00 de quarta-feira, quando ultrapassou os 1.750 m3/s.

Na bacia do Mondego, continuava em situação de risco (nível vermelho, o mais grave) a ponte de Santa Clara, na baixa de Coimbra, com 4,23 metros. Em situação de alerta (nível amarelo) mantinham-se a ponte da Conraria, no rio Ceira (que recebe água do rio Dueça antes de entrar no Mondego), com um caudal superior aos 435 m3/s, e a ponte do Cabouco, mais a montante no mesmo rio, com um caudal acima dos 206 m3/s.

À mesma hora, o caudal na Ponte-Açude de Coimbra situava-se nos 1.982 m3/s, abaixo dos 2.105 m3/s do final da tarde de quarta-feira -- quando a margem direita do Mondego cedeu junto a Casais, Coimbra, levando, nessa noite, a um aluimento de terras que destruiu parte do piso da autoestrada 1(A1) e consequente encerramento daquela via.

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Carlos Santos Neves - RTP /

Debate quinzenal com Montenegro volta a ser adiado para 19 de fevereiro

Na base do novo requerimento do Governo esteve o agravamento do quadro meteorológico na Região Centro.

Pedro A. Pina - RTP

O Governo e os grupos parlamentares alcançaram esta quinta-feira um consenso tendo em vista novo adiamento do debate quinzenal com a presença do primeiro-ministro. A data da sessão plenária é agora empurrada para 19 de fevereiro.

O Executivo de Luís Montenegro havia requerido ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, novo adiamento, invocando o agravamento do quadro das intempéries na Região Centro. Aguiar-Branco encetou então uma ronda de consultas às bancadas parlamentares.A redefinição da data do debate quinzenal impõe a unanimidade entre os partidos com assento na Assembleia da República.


Fontes parlamentares, citadas pela agência Lusa, adiantam que houve consenso no sentido de reagendar o debate para a próxima quinta-feira, a partir das 15h00.

O PS havia sinalizado a disponibilidade para aceitar o pedido do Governo, exigindo, todavia, a garantia de que o debate ocorresse a 19 ou 20 de fevereiro.

Por seu turno, em conferência de imprensa, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, sustentou que o debate em torno da crise climática deveria já ter ocorrido na semana passada. Mas resssalvou que os comunistas não fariam "finca-pé" face ao pedido de adiamento.O debate quinzenal fora já adiado, uma primeira vez, para sexta-feira às 10h00. Decisão que permitiu que o primeiro-ministro se deslocasse às zonas do Mondego atingidas pelas inundações, a par do presidente da República.


O Governo argumenta que, em Coimbra, há milhares de pessoas desalojadas, invocando também o corte da Autoestrada do Norte.

c/ Lusa

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Alerta da Proteção civil
RTP /

Tejo sobe durante a noite e próximas 48 horas exigem máxima atenção

O caudal do rio Tejo voltou a subir durante a noite em Almourol, ultrapassando os 6.000 m3/s, e poderá aproximar-se hoje dos 7.000, mantendo-se o alerta vermelho e a exigência de máxima atenção nas próximas 48 horas.

"Os caudais foram aumentando durante a noite e neste momento o total que está a ser descarregado pelas três barragens a montante da estação de Almourol é de 6.500 metros cúbicos por segundo (m3/s) e, neste momento, no Almourol estão a passar qualquer coisa como 6.200 metros cúbicos por segundo", disse à Lusa, às 09h00, o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, David Lobato.

"É expectável que continue aqui a subir um pouco, não para os números que tivemos na passada semana, mas números muito aproximados desse dia", acrescentou, tendo apontado a chuva persistente e as barragens, em Portugal e Espanha, "muito carregadas", como fatores de causa.

Às 07h00, a estação hidrométrica de Almourol registava um caudal de 6.114,45 m3/s, acima dos 4.836,61 m3/s medidos à mesma hora da manhã de quarta-feira, refletindo o aumento verificado nas últimas horas.

De acordo com a informação operacional disponibilizada durante a manhã, as descargas nas barragens a montante ascendiam a 1.125 m3/s em Castelo de Bode, 496 m3/s em Pracana e 4.786 m3/s em Fratel, num total de 6.407 m3/s, valores que ainda não estavam integralmente refletidos na medição em Almourol devido ao desfasamento temporal da propagação da água no rio.

O valor máximo registado nesta cheia ocorreu no dia 5 de fevereiro, quando o caudal atingiu cerca de 8.600 m3/s.

Embora as autoridades não antecipem que esse pico seja igualado, admitem que os valores possam ficar próximos dos máximos registados naquele dia.
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RTP /

Mau tempo. Amarante-Académica adiado para nova data a definir

O encontro da fase de apuramento da Liga 3 entre Amarante e Académica, marcado para o próximo domingo, foi adiado para data ainda a definir.

Francisco Graça - RTP

O mau tempo e os condicionamentos na circulação voltam a abanar o calendário desportivo. O duelo entre Amarante e Académica, a contar para a segunda jornada da fase de apuramento do campeão da Liga 3 foi adiado.

A informação foi inicialmente avançada pela equipa da casa.O Amarante, que saiu derrotado do encontro frente ao Varzim, primeiro classificado com três pontos, recebia este domingo o emblema de Coimbra, na segunda posição da tabela.

O clube de Amarante manifestou “profunda solidariedade à população de Coimbra e à comunidade da Académica”, afetadas pelos estragos causados pelo mau tempo.

Nas redes sociais, a Académica também comunicou o adiamento do jogo, “para data a definir assim que possível”.

“A segurança e o bem-estar da nossa comunidade são, neste momento, a prioridade”
, lê-se na curta nota de agradecimento à Federação Portuguesa de Futebol, ao Amarante e às autoridades pela “compreensão, solidariedade e disponibilidade”, divulgada pelos estudantes.

Mais cedo no mesmo dia, a Académica já havia cancelado todos os treinos dos escalões de formação. Tal como o Sourense, da vila de Soure, em Coimbra, o clube da Liga 3 anunciou que não há previsão de regresso ao calendário habitual.

"Com a consciência de que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, informamos que a nossa academia está a ser afetada pela intempérie que tem assolado a região centro e a nossa cidade. Estamos em contacto com as autoridades, sendo que os treinos estão cancelados, e os atletas recolhidos noutro espaço", explicou.

A região Centro tem sido das mais afetadas pelas tempestades que têm assolado Portugal. A destruição de casas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, as cheias e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
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Amarante
RTP /

Situação mais controlada após momento de preocupação

Pelas 19h00 de quarta-feira, a água subiu em Amarante, causando alguns estragos, como constatou a equipa de reportagem da RTP. Esta manhã, o quadro mostrava-se mais tranquilo.
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Balanço da noite
RTP /

Proteção civil sem registo de ocorrências significativas

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil registou, entre as 0h00 e as 8h00, 20 ocorrências sem relevância relativas à situação meteorológica. A região de Coimbra continua em situação estável.

"Tivemos uma noite muito calma, sem registo de ocorrências significativas. Apenas 20 ocorrências em todo o território do continente, sobretudo relacionadas com inundações e pequenos deslizamentos, sem gravidade e resolvidas", adiantou José Costa, da ANEPC, em declarações à agência Lusa.

O quadro em Coimbra, onde ruiu parte da A1, após o rebentamento de um dos diques do Mondego, "não melhorou nem piorou. Está estável. A situação está a ser monitorizada e avaliada pelas entidades".

Recorde-se que A Autoestrada do Norte foi cortada ao final da tarde de quarta-feira, entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos.
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Lusa /

Psicólogo de Leiria lança livro que ensina a lidar com o medo das crianças

 A experiência do psicólogo Ricardo Cardoso com os filhos na noite da depressão Kristin em Leiria levou-o a lançar "O vento barulhento", livro que ajuda educadores a lidar com o medo das crianças em contexto de perigo.

O ebook infantil, ilustrado com auxílio da Inteligência Artificial, é disponibilizado gratuitamente online a partir de hoje, como ferramenta para auxiliar crianças a compreender, expressar e regular o medo após situações reais de perigo, contou à agência Lusa o autor.

"Este livro surge depois destes acontecimentos na zona Centro, e principalmente em Leiria, e de uma vivência pessoal naquela noite de dia 28 [de janeiro]", explicou.

Psicólogo especializado em gestão de emoções, Ricardo Cardoso sentiu necessidade de, sobretudo com o filho mais velho, de cinco anos, "transmitir-lhe como o medo é amigo", decidindo, também, ajudar outros pais no mesmo processo.

"O medo, de facto, é nosso amigo, porque nos avisa do perigo - e não tem mal nenhum termos medo. Pelo contrário, é muito importante ensinarmos os nossos filhos que quando os pensamentos do medo estão na nossa cabeça, é bom dizê-los, para nós, adultos, podermos regular essa emoção".

"O vento barulhento" surgiu, assim, da vivência naquela noite, e "depois o acordar, de facto, com o caos que estava instalado na cidade de Leiria".

Com o ebook, o psicólogo procura desmistificar a catástrofe.

"Ok, é uma coisa terrível, é uma catástrofe, mas isto não acontece sempre. E destas coisas todos nós poderemos tirar coisas boas, como no final do livro", em que a criança, João, acaba por seguir uma profissão, destas que andam aqui a ajudar, no caso, "ele escolheu ser bombeiro".

Além dos próprios filhos e de outros pais, Ricardo Cardoso espera que "O vento barulhento" sirva também a outros educadores.

"Fala-se muito em inteligência emocional, mas a educação emocional ainda está pouco explorada e o contexto escolar é ótimo para explorar isto. É muito importante os educadores e professores terem ferramentas para explorar questões como o medo de uma forma não só lúdica, mas também com conceito científico, do que é realmente a gestão das emoções".

O episódio de calamidade vivida em muitas zonas do Centro do país poderá ter consequências entre crianças, acredita o psicólogo.

"Sinto que o livro consegue desmistificar um bocadinho isso: o que é o medo e o que vai ser o medo daqui a uns tempos".

Mesmo não sendo possível prever a extensão das marcas deixadas, a literatura científica aponta para "daqui a três meses poder começar a sintomatologia do stress pós-traumático".

"Muitos de nós já vivemos isso, no mínimo quando ouvimos o vento e ficamos assustados. As crianças poderão passar por isso. E, aí sim, é muito importante a intervenção e esta história acaba por ajudar um bocadinho nisso".

Em caso de sintomas mais sérios de transtorno, "que já sejam patológicos", o psicólogo alerta que pais e escolas "têm de pedir a intervenção dos gabinetes de psicologia e dos psicólogos".

O livro "O vento barulhento" foi enviado para todos os agrupamentos de escolas de Leiria e, a partir de hoje, é disponibilizado gratuitamente para `download` em www.mental4kids.pt, na página na internet da Mental4kids, parceira da edição, projeto que se dedica à promoção da saúde mental e do neurodesenvolvimento das crianças.

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Antena 1 /

Viaduto da A1 em Coimbra colapsou após rebentamento de dique no Mondego

A auto-estrada que liga Lisboa ao Porto está cortada na região de Coimbra devido ao colapso de um talude que se localizava por cima do rio Mondego. A causa está relacionada com o rebentamento de um dique, neste mesmo local, que pressionado pela água o talude que sustentava a plataforma da A1, cedeu.

RTP

As autoridades já estavam à alerta. Cinco horas depois do dique do Mondego ter colapsado na zona dos casais, em Coimbra, a plataforma da auto-estrada, ao quilometro 191, não aguentou e caiu.
O presidente da Brisa António Pires de Lima deslocou-se ao local e explicou o que tinha acontecido. Pires de Lima refere também que, para já avançam operações de enrocamento na zona para evitar uma degradação ainda maior na zona da auto-estrada que abateu.
A auto-estrada já estava bloqueada ao trânsito nesta zona - entre Coimbra-norte e Coimbra-sul - desde o fim da tarde, pois o risco já tinha sido detetado.

Estão no local equipas de engenharia e da Proteção Civil a avaliar a estabilidade de toda esta área, e ainda existe riscos de novos abatimentos na própria auto-estrada, e é preciso agora avaliar o lado contrário ao troço que colapsou.

O presidente da Brisa garantiu que o viaduto da auto-estrada, após a zona de rotura, não está em risco e garantiu que as inspeções estavam todas em dia: a última há cerca de quatro meses.

Para já não há previsão para a reabertura deste troço da auto-estrada, sendo que nem o presidente da brisa, nem o ministro das Infraestruturas se comprometeram com prazos para que a A1 volte a estar completa e a funcionar .
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Momento-Chave
Queda de barreira
RTP /

Circulação interrompida na Linha do Leste

A circulação ferroviária na Linha do Leste, entre o Entroncamento e a fronteira de Badajoz, em Espanha, encontrava-se interrompida, pelas 8h00, por causa da queda de uma barreira.

Em comunicado, a CP adianta que, devido ao mau tempo, continua suspensa a Linha da Beira Baixa, efetuando-se apenas os comboios regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes.

Ainda segundo a empresa, na Linha do Norte não se prevê qualquer comboio de longo curso. Realizam-se somente os serviços regionais entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.

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Alenquer
RTP /

Caudal de afluente do Tejo "a voltar ao normal"

Durante a noite foram poucas as ocorrências em Alenquer, contou esta manhã a equipa de reportagem da RTP no local.
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Ponte de Casais
RTP /

Trabalhos na A1 em Coimbra devem arrancar nas próximas horas

A equipa de reportagem da RTP no local mostrou, pouco antes das 8h00, o estado dos pilares do viaduto que ruiu parcialmente durante a noite, após o rebentamento de um dique do Rio Mondego.
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"Uma noite calma"
RTP /

"Situação está estável" em Coimbra

A situação em Coimbra mantinha-se, pelas 7h00, "estável", na sequência do rebentamento do dique para a margem direita do Rio Mondego e do subsequente colapso de um viaduto da A1.

"Foi uma noite calma. A situação está estável e não houve necessidade de deslocar mais pessoas durante a noite", sintetizou fonte do Comando Sub-Regional da Proteção Civil da Região de Coimbra, citada pela agência Lusa.

Recorde-se que a Autoestrada do Norte foi cortada em ambos os sentidos, ao final da tarde de quarta-feira, entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul.
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Lusa /

A5 reabriu mas com condicionamentos no sentido Lisboa-Cascais

O trânsito na A5 reabriu às 6h27 em duas das quatro vias no sentido Lisboa-Cascais, ao quilómetro um, na subida para o Monsanto, depois de ter estado interrompido devido a um deslizamento de terras, segundo a GNR.

José Coelho - Lusa (arquivo)

O trânsito na Autoestrada 5 (A5) esteve cortado no sentido Lisboa - Cascais, do viaduto de Duarte Pacheco até à Cruz das Oliveiras (quilómetro 1) depois de um deslizamento de terras devido ao mau tempo ter obstruído duas faixas de rodagem cerca das 19h20 de quarta-feira.

Fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR) adiantou à Lusa que foram reabertas duas das quatro vias da A5 no sentido Lisboa-Cascais depois de terem sido terminados trabalhos de limpeza.

"Durante a noite foram removidos detritos devido à derrocada de quarta-feira. No local estão [06:30) elementos da Brisa, a concessionária da autoestrada, a avaliar a situação. Não há ainda uma previsão para a normalização uma vez que vai ter de ser feita e estabilização do talude", indicou.

De acordo com a GNR, às 6h30 o "trânsito estava a fluir".

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A 16ª vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, deslizamentos de terras, fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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Ponto de situação
RTP /

Primeiros trabalhos de reparação na A1 em Coimbra

  • Prevê-se que comecem esta quinta-feira os primeiros trabalhos na A1, em Coimbra, no viaduto que ruiu. Mas a reposição da circulação deverá demorar algumas semanas. O rebentamento do dique da Ponte dos Casais, no Rio Mondego, provocou o colapso. O trânsito está cortado nos dois sentidos, entre Coimbra Norte e Coimbra Sul;


  • A Brisa sugere aos automobilistas a utilização de alternativas à interrupção da Autoestrada do Norte no sentido Norte-Sul junto ao nó de Coimbra Sul, ao quilómetro 191, através do corredor A8/A17/A25 ou do IC2;


  • O ministro das Infraestruturas esteve durante a última madrugada na A1 com a presidente da Câmara Municipal de Coimbra e o presidente executivo da Brisa a acompanhar a situação. Miguel Pinto Luz afirmou que não há riscos acrescidos para os utentes da Autoestrada do Norte;


  • Há outra estrada cortada em Coimbra. A circulação na Nacional 111 está interrompida entre Tentugal e Lamarosa;


  • A circulação dos comboios Alfa Pendular e Intercidades na Linha do Norte foi suspensa e, ao início da manhã, não havia ainda hora prevista para retomar a circulação ferroviária. Apesar destas restrições, há serviços regionais da Linha do Norte em funcionamento, entre o Entroncamento e Soure, Coimbra, Aveiro e Porto e entre Tomar e Lisboa;


  • Uma automotora descarrilou, na última noite, na Linha do Leste, na zona da Bemposta, concelho de Abrantes - incidente que não causou feridos, segundo fonte da Proteção Civil citada pela agência Lusa;


  • Os próximos dois dias deverão ainda ser de chuva, em especial nas regiões Norte e Centro. Para esta quinta-feira, todavia, espera-se uma melhoria do estado do tempo, que deverá voltar a piorar na sexta-feira. O quadro meteorológico deve melhorar no fim de semana;


  • O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que se deslocou a Coimbra com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, admite que a situação é desgastante, mas garante que todos os recursos estão a ser usados para tentar "vencer a natureza";


  • O primeiro-ministro admitiu que outros diques possam colapsar nas próximas horas;


  • Entretanto, sabe-se há uma nova depressão a ganhar forma. Chama-se Oriana, mas não vai afetar Portugal de forma direta. Ainda assim, vai acarretar chuva e vento forte de norte a sul do país;


  • O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê chuva mais forte a partir do fim da tarde desta quinta-feira e vento forte nas terras altas e na faixa costeira ocidental a sul do Cabo Carvoeiro. As rajadas de vento podem chegar aos 80 quilémetros por hora;


  • O presidente da República deu posse aos mesmos secretários de Estado da Administração Interna. Mantêm-se nos cargos Paulo Simões, secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, Telmo Correia, secretário de Estado da Administração Interna, e Rui Rocha, secretário de Estado da Proteção Civil. Os lugares haviam sido automaticamente exonerados com a demissão da ministra Maria Lúcia Amaral.


  • Dezasseis pessoas morreram na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta pelo território continental. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas pela sucessão de intempéries. A situação de calamidade vigora até domingo para 68 concelhos.
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RTP /

Ruiu parte do pavimento da autoestrada A1

Parte da autoestrada do Norte abateu junto ao Rio Mondego.

Foto: imagem cedida à RTP

A zona que ruiu já estava fechada ao trânsito nos dois sentidos, entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos, devido ao rebentamento do dique no Mondego.

O pavimento que cedeu está na zona do dique que rebentou ao final da tarde desta quarta-feira. O troço localiza-se no quilómetro 191,2 no sentido Norte-Sul.

A informação foi confirmada à RTP pela Proteção Civil.

De acordo com indicação da GNR, a principal alternativa rodoviária é o Itinerário Complementar 2 (IC2).

O ministro das infraestruturas, Miguel Pinto Luz, em entrevista à RTP já esta noite, explicou que o troço se encontrava já "cortado desde as 17H30 e que o LNEC [Laboratório Nacional de Engenharia Civil] se encontra há vários dias a monitorizar toda aquela estrutura".

Para deixar "uma mensagem de tranquilidade", Pinto Luz, enquanto se deslocava para o local que ruiu, sublinhou que o Governo "não abdica da segurança dos portugueses".

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RTP /

Diques. O que são e para que servem

Apesar da gestão de cheias controladas, nas últimas semanas já rebentou um dique, como aconteceu em 2001 e em 2019.

Foto: Paulo Cunha - Lusa

Saiba que contenções são estas e porque é que os diques são tão importantes como salvaguarda de cheias. E também quais as implicações em caso de colapso.
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RTP /

PR e PM garantem. "Tudo o que é possível está a ser feito" no Mondego

Primeiro-ministro e presidente da República garantem que tudo está a ser feito para conter o Mondego.

Foto: Paulo Novais - Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa avisa que um terço do país já foi afetado pelo mau tempo.

Luís Montenegro garante que ninguém vai ficar para trás.
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RTP /

Vouga transbordou e obrigou à retirada de uma dezena de pessoas em Albergaria-A-Velha

Além das inundações há perigo de derrocadas. Em Águeda, só a margem esquerda do rio galgou. O lado direto do Rio Águeda tem um sistema de drenagem único e que é dado como um exemplo no país.

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RTP /

Milhares de derrocadas fazem estragos no norte de Portugal

As chuvas intensas e persistentes têm provocado milhares de derrocadas no norte do pais.

Foto: Pedro Sarmento Costa - Lusa

Dezenas de pessoas tiveram de sair de casa. Há muitos terrenos agrícolas destruídos e estradas cortadas.
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RTP /

Risco de derrocadas em Porto Brandão e Costa de Caparica

Em Almada, a autarquia ordenou a evacuação de emergência em Porto Brandão. Há risco de derrocada nas arribas.

Foto: Filipe Amorim - Lusa

Na Costa de Caparica, desde o início das tempestades, foram desalojadas já cerca de 100 pessoas
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