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Polícia retira tendas dos manifestantes em Lisboa e no Porto. Há 55 detidos

Luís Neves deixa aviso: acabaram as "acampadas e os acampamentos"

Luís Neves deixa aviso: acabaram as "acampadas e os acampamentos"

Luís Neves elogiou publicamente a atuação da PSP durante a intervenção nas acampadas de Lisboa e do Porto. O ministro da Administração Interna deixou ainda avisos aos manifestantes, sublinhando que a violação da lei terá resposta da polícia.

Inês Moreira Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Tiago Petinga - Lusa

"Hoje a Polícia de Segurança Pública realizou uma ação para repor a legalidade", começou por declarar aos jornalistas Luís Neves, felicitando os polícias por terem atuado "com todo o profissionalismo" e "toda a calma, no sentido de restituir a ordem pública".

"Fica feito este reconhecimento por parte do Governo".


O ministro da Administração Interna fez questão de sublinhar que "o direito à manifestação é absolutamente legítimo" e que, por isso, "haverá sempre toda a aceitação de acompanharmos estes momentos".

Ainda assim deixou um alerta "aos promotores das manifestações": "não se deixem infiltrar por extremistas".


"Se alguém pensa que há outros efeitos miméticos que se irão repercutir no nosso país com violência e procurando aqui disseminar o caos, estejam completamente enganados, porque a força, a firmeza e a robustez das forças de segurança na reposição da ordem pública serão uma absoluta realidade".

E terminou as declarações a dizer que "as acampadas e os acampamentos terminaram".

"Há direito à manifestação, há exposição dos motivos, tudo isso, com toda a tranquilidade, com toda a normalidade, com toda a legalidade", continuou, referindo que "tudo o que ultrapassar essa legalidade e entre, no momento da violação da lei, naturalmente, terão as respostas adequadas das forças de segurança".

O ministro argumentou, então, que apesar do direito à manifestação, a "ocupação de espaços de uma forma ilegítima" não é legal e que as "forças de segurança irão sempre atuar".

Questionado pela atuação policial no Porto, Luís Neves considerou que essa é uma competência operacional das forças de segurança, que tenta responder de "forma adequada".

"A lei neste país é para imperar", declarou ainda, acrescentando que o deve ser de "uma forma global" e não apenas no que toca a manifestações. "A lei é para ser cumprida. A força, a firmeza e a robustez das forças serão para ser exercidas quando for necessário".

E repetiu o alerta: "que ninguém ouse tentar aqui trazer o caos ou trazer a violência".

"Quaisquer comportamentos extremistas - e extremistas do ponto de vista criminoso - serão reprimidos".
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