Luzes que EDP pretendia desligar em Paços de Ferreira não tinham autorização
Paços de Ferreira, 21 jun (Lusa) - A EDP informou que os pontos de iluminação pública que hoje pretendia desligar em Paços de Ferreira, mas que a população impediu, tinham sido ligados, sem autorização, "por desconhecidos", contrariando uma disposição da câmara local.
Fonte da empresa disse hoje à Lusa que cerca de três dezenas de lâmpadas, na freguesia de Ferreira, foram desligadas, recentemente, no âmbito da política da câmara local para a redução de custos energéticos.
Quando a autarquia detetou que, entretanto, alguém ligara, de novo, as referidas lâmpadas, deu indicação à EDP para que procedesse ao desligamento, algo que a população, liderada pelo presidente da junta, hoje não permitiu.
A situação obrigou à presença de militares da GNR, que identificaram o presidente da junta, Filipe Pinto.
Segundo o autarca, a população manteve-se intransigente, no centro da localidade.
"Não cedemos, porque está em causa a segurança do povo da freguesia", afirmou à Agência Lusa.
O autarca ressalvou que os ânimos estiveram sempre calmos, acusando a Câmara de Paços de Ferreira de estar por trás desta atitude da EDP.
Filipe Pinto disse que este alegado corte era o terceiro efetuado pela câmara. O presidente da junta admitiu ter concordado com o primeiro, que afetou cerca de 15% da iluminação da localidade, mas discordado do segundo, que desligou mais 30%.
Por isso, disse, não podia concordar com o que considerou ser o terceiro corte que "prejudicaria ainda mais a freguesia".