País
MAI defende ser "tempo de agir" perante aumento do número de mortos nas estradas e promete medidas
O Ministério da Administração Interna avançou em comunicado que vai apresentar um pacote de medidas estratégicas, a médio e longo prazo, além de outras decisões mais imediatas.
É a reação aos números da Operação Páscoa 2026, levada a cabo pela Guarda Nacional Republicana (GNR) e pela Polícia de
Segurança Pública (PSP), que terminou com terminou com o registo de 20 mortos, 53 feridos graves e 845 feridos leves.
De acordo com a nota, é “preciso ir mais longe” em matérias que “influenciem diretamente o comportamento do condutor, criando um ambiente rodoviário seguro. É isso que iremos fazer”.
“Apesar do reforço da fiscalização no terreno e das campanhas de sensibilização promovidas pelas Forças de Segurança, e por outras entidades, apesar de termos hoje infraestruturas melhores e viaturas mais seguras, confirma-se a persistência de comportamentos de risco: condução sob efeito de álcool, excesso de velocidade e o uso indevido do telemóvel durante a condução”, refere a nota.
O MAI pede uma resposta conjunta a “este flagelo” das mortes nas estradas, entre “Estado, das autarquias, das entidades públicas e privadas e de cada cidadão”.
Perante o balanço hoje feitos pela GNR e PSP, que indica uma número de vítimas mortais quatro vezes maior do que no ano passado, o MAI endereça condolências às família e diz que encara estes números “com profunda preocupação e consternação”.
“Cada vida perdida nas estradas representa uma tragédia pessoal e uma família destruída”, acrescenta. “Nenhuma morte na estrada é aceitável. Lembramos também os tantos feridos que ficarão com sequelas para a vida, traumas muito difíceis de recuperar”.
O comunicado termina dizendo que “nenhuma viagem vale uma vida”.