Maior freguesia do Porto teme perda de serviços públicos

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) alertou hoje para o risco da maior freguesia do Porto em área, Campanhã, se vir a equiparar a uma aldeia do interior na oferta de serviços públicos.

Agência LUSA /

"Quem pensar que a febre do fecho de serviços se limita a aldeias do interior está enganado. A maior freguesia da segunda cidade do país está no mesmo patamar", lamentou o dirigente do MUSP Carlos Pinto.

Em declarações à Agência Lusa, o responsável referiu que "estão em risco" duas esquadras de polícia da freguesia (Lagarteiro e Bairro S. João de Deus) e um posto de correios (Azevedo).

"Há uns tempos, o posto dos CTT esteve para encerrar. A Junta de Freguesia aceitou assegurar o serviço, mas não tem capacidade financeira para acarretar com esses custos", disse.

Referindo-se aos postos de polícia, Carlos Pinto admitiu que funcionam em condições deficientes, mas recusou uma alegada intenção governamental de os encerrar, pedindo que sejam substituídos por instalações "condignas".

No campo da saúde, o dirigente assinalou "falta de meios humanos" nas extensões de saúde de Azevedo e S. Roque e manifestou receio de que venham a ser encerrados.

"Como se isto não bastasse, a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) equaciona a supressão de duas carreiras de transportes urbanos que servem a freguesia", acrescentou, referindo-se à linha 49, que liga o Hospital S. João à Alfândega, passando por Fernão de Magalhães e à linha 90, de S. Roque à Praça da Liberdade.

A STCP, única operadora de transportes urbanos no Porto, tem vindo a reajustar a sua oferta, na sequência da entrada em funcionamento do metropolitano ligeiro de superfície.

As posições do MUSP foram assumidas horas antes de uma reunião do movimento com a população de Campanhã a fim de debater o "esvaziamento" dos serviços públicos na freguesia.

Da reunião deve sair uma moção a enviar aos órgãos autárquicos local e municipal, Governo Civil e grupos parlamentares.

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