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Maioria dos portugueses tem problemas de visão

Maioria dos portugueses tem problemas de visão

A maioria dos portugueses tem problemas de visão, nomeadamente miopia que afecta quase metade dos participantes dum estudo sobre saúde visual que a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) divulga hoje e a que a Lusa teve acesso.

Agência LUSA /

O estudo, realizado através de entrevistas telefónicas a indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos de idade, contou com uma amostra de 1.058 entrevistas válidas, o que "equivale a um universo e cerca de 7.922.147 de indivíduos".

Segundo a SPO, os principais problemas de visão dos portugueses são a miopia - dificuldade em ver objectos longe (43,6 por cento), hipermetropia - dificuldade em ver os objectos perto (24,2 por cento) e astigmatismo - contornos dos objectos pouco nítidos (18,7 por cento).

Em termos etários, quase metade (45,1 por cento) dos inquiridos registou os primeiros sintomas de vista cansada com cerca de 40 anos, glaucoma com cerca de 50 anos e cataratas perto dos 62 anos.

A esmagadora maioria dos inquiridos (82,6 por cento) com pelo menos um problema de visão usa óculos e 7,8 por cento já foi operado aos olhos, de acordo com o estudo.

Intitulado "Saúde Visual - Patologias, Cuidados e Ameaças", o estudo foi realizado no período entre os dias 06 e 23 de Março deste ano e apurou que o principal cuidado com a saúde visual dos portugueses é a consulta oftalmológica (36,3 por cento), seguida de cuidados com a TV/computador e leitura (23,5 por cento).

Uma boa alimentação e exercício são, para 12,6 por cento dos inquiridos, fundamentais para manter uma visão saudável, enquanto 6,5 por cento considera que a protecção solar é também uma medida importante.

A maioria dos inquiridos não sabe definir Raios UV (ultravioletas), com 57,5 por cento a usar a definição de "raios solares" e 30,1 por cento de "Raios prejudiciais para a saúde".

Para 37,9 por cento dos inquiridos, o uso de óculos de sol com lentes de protecção é a medida mais indicada para a protecção dos raios UV, enquanto 9,4 por cento considera fundamental o uso de lentes escuras para uma boa protecção contra estes raios e 18,4 por cento acham que devem proteger os seus olhos da exposição solar.

A esmagadora maioria (87,5 por cento) dos inquiridos recorre ao oftalmologista quando tem algum problema de visão e 7,1 por cento opta por consultar os profissionais de óptica.

Mais de um quarto (27,2 por cento) dos inquiridos refere nunca ter consultado um oftalmologista, contra 22 por cento que vai ao médico pelo menos uma vez por ano e 21,8 por cento que vai às consultas de dois em dois anos.

A maioria dos inquiridos (55,8 por cento) utiliza óculos de sol no Verão e 34 por cento também o faz no Inverno.

Na altura de escolher uns óculos de sol, os inquiridos levam em conta a protecção dos raios UV, com o factor saúde a ser mais decisivo em relação ao factor moda.

A televisão, o computador e a leitura são os factores entendidos pelos inquiridos como as principais ameaças para a saúde visual.

Para 15,7 por cento dos participantes, a falta de vigilância oftalmológica é um dos factores que pode contribuir para que a saúde visual possa ser afectada ao longo da vida.

Os inquiridos referem ainda como potenciais ameaças factores como a hereditariedade (13,4 por cento), a diabetes (10,5 por cento) e o sol (9,1 por cento).

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