Mais de 250 pessoas detidas este ano por crime de incêndio
Mais de 250 pessoas foram detidas este ano por suspeitas de crime de incêndio florestal, estando 31 em prisão preventiva e quatro em domiciliária, avançou hoje o presidente da Proteção Civil.
Na cerimónia de apresentação do balanço do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) deste ano, o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), José Manuel Moura, precisou que foram detidas 255 pessoas, 190 das quais pela Guarda Nacional Republicana e 65 pela Polícia Judiciária.
Dados avançados hoje na cerimónia indicam que este ano deflagraram 8.573 fogos que consumiram 74.560 hectares, significando que a área ardida diminuiu 72% e os fogos aumentaram quase 6% em relação a 2025.
O ano de 2026 apresenta o quinto valor mais reduzido em número de incêndios e o sexto valor mais elevado de área ardida da década.
No entanto, o número de incêndios aumentou este ano, o que já não acontecia desde 2022, quando deflagraram 10.368.
O ministro da Administração Interna afirmou que estes resultados "mostram solidez desde o primeiro momento", destacando a capacidade de "trabalhar em equipa" e o trabalho feito nos momentos iniciais dos incêndios.
Luís Neves considerou como "facto significativo" que 94% dos incêndios tenha este ano sido resolvidos na fase inicial de ataque.
No mesmo sentido, o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, indicou que este ano foi reduzido em 59% as ocorrências de fogo com mais de 24 horas.
Este ano, morreram três bombeiros, dois dos quais no combate aos fogos.