Mais de 60 toneladas de lixo retiradas pela autarquia nos últimos dois anos
Lisboa, 18 Mai (Lusa) - Mais de sessenta toneladas de lixo foram retiradas nos últimos dois anos pelos serviços da Câmara de Lisboa de três dezenas de habitações espalhadas pela cidade, disse à agência Lusa uma fonte da autarquia.
"Em 2006 e 2007 foram efectuadas intervenções em habitações onde se verificavam situações de insalubridade, por acumulação de lixos, na maior parte dos casos trazidos do espaço público", adiantou a chefe de divisão de Higiene e Controlo Sanitário da Câmara de Lisboa, Luísa Costa Gomes.
As quantidades retiradas de cada habitação são "muito variáveis", oscilando entre os 1.000 e os cerca de 10.000 quilos, como aconteceu recentemente numa casa no Bairro da Boavista, na freguesia de Benfica, sublinhou.
No conjunto, acrescentou, foram retirados "mais de 60 toneladas de lixo".
Segundo dados da autarquia avançados à agência Lusa, o maior número de casos ocorreu na freguesia de Santa Maria dos Olivais (5), seguindo-se Marvila e Carnide (ambos com quatro), Encarnação (3), Benfica, Beato e Campo Grande (dois casos em cada uma).
Os serviços da Câmara de Lisboa retiraram ainda entulho de casas nas freguesias de Santa Maria de Belém, no Coração de Jesus, São. José, Graça, Santiago, Santa Justa, Campolide, Santo Condestável, S. Domingos de Benfica, Alvalade e São João de Brito
A chefe de divisão de Higiene e Controlo Sanitário da Câmara Municipal de Lisboa explicou que muitos casos são detectados nas intervenções que os serviços fazem através do controlo de pragas.
Outros são reencaminhados pelo delegado de saúde depois de queixas dos vizinhos devido ao mau cheiro e ao aparecimento de mais ratos e baratas ou pelos gestores dos bairros sociais, nomeadamente a Gebalis.
Sobre os riscos destes comportamentos para a saúde pública, Luísa Costa Gomes diz que tem riscos de proliferação de pragas, dependendo do tipo de lixo que as pessoas guardam e do número elevado de animais que têm em casa.
"Há uma variedade muito grande de situações e em todas as zonas da cidade", disse a responsável, sublinhando que a maioria dos casos são idosos que vivem sozinhos.
Actualmente a autarquia está a acompanhar dois casos, uma na Rua António Nobre e outro num bairro social, avançou à Lusa a responsável.
Apesar da autarquia tentar resolver estas situações através do diálogo, a maioria dos casos acabam por ser resolvidos por ordem do tribunal devido à recusa das pessoas em aceitarem ajuda.