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Mais de meia centena de tendas amanhecem no Rossio

Mais de meia centena de tendas amanhecem no Rossio

"É da Renata" é uma das frases que os participantes na Acampada de Lisboa têm repetido desde a noite de terça-feira, quando começaram a montar tendas no Rossio, em mais uma ação pelo direito à habitação. No Porto, a Praça de D. João I voltou a ser casa para mais de 20 tendas montadas durante a noite, com poucas dezenas de pessoas e sem presença policial visível.

Cristina Santos - RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: José Sena Goulão - Lusa

O protesto pelo direito constitucional à Habitação continuou por mais uma noite, mas desta vez tendo em fundo as declarações do primeiro-ministro que convidou os líderes do PS e do CHEGA para falar sobre a crise da habitação.

Renata Cambra, em reação ao anúncio de Luís Montenegro, lamentou que o governo beneficie "em primeiro lugar os fundos imobiliários, as grandes construtoras, os especuladores, e não as pessoas que, com o seu trabalho, procuram fazer face aos preços da habitação". Apesar de admitir "que há responsabilidades partilhadas entre o PSD e o PS em relação à crise da habitação". "Temos um Governo que diz que a renda moderada é de 2.300 euros, que é equivalente a dois salários médios, ou seja, é incomportável o custo de vida e se o custo de vida em geral é incomportável, a habitação é aquilo que nos retira a fatia maior", acrescentou Renata Cambra à Lusa.
Na declaração ao país que fez ontem, o primeiro-ministro também comentou as manifestações pelo direito à Habitação. “Somos um país pacífico (…) Não há razão em Portugal para se importarem modelos de protesto violentos”.

Foram, precisamente, as cargas policiais que alimentaram os manifestantes a permanecer em protesto, tal como partilhou com a RTP, esta manhã, uma das pessoas que pernoitou no Rossio.

Entre os diversos cartazes que acompanharam as tendas durante a madrugada, num cartão com a impressão de um polícia de choque foi escrita a frase: "O Luís a trabalhar”. Outro cartaz proclamava “Solidariedade existe, acampada resiste".
Numa outra tenda dominava a frase "O povo unido não precisa de partido", enquanto outro cartaz avisava: "Vão ouvir a nossa voz".

c/ Lusa
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