Mais importante que escolher local é gizar "verdadeira política" transportes públicos - JF Beato

Lisboa, 03 Abr (Lusa) - O presidente da Junta de Freguesia do Beato considerou hoje que "mais importante" do que escolher o local para a terceira ponte em Lisboa é gizar uma "verdadeira" política para fomentar o transporte público e articular acessibilidades que liguem "verdadeiramente" a cidade.

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Hugo Xambre Pereira falava à agência Lusa a propósito da escolha do corredor Chelas/Barreiro para a construção da terceira ponte sobre o Tejo em Lisboa - que foi anunciada hoje.

Hugo Xambre congratulou-se ainda por a escolha da terceira travessia ter uma componente mista, alegando tratar-se de um investimento que "não se compadecia" apenas com a componente ferroviária.

Para o presidente da Junta de Freguesia do Beato - a opção preterida (Beato/Montijo) e que era defendida pela Confederação da Indústria Portuguesa - , mais importante do que a escolha de qualquer das opções para a terceira travessia do Tejo é gizar uma "verdadeira política" que fomente e desenvolva o transporte público e a construção de uma rede de acessibilidades que permita "articular" a ligação entre a nova ponte e a cidade.

Exemplificou que independentemente da freguesia de Lisboa em que a ponte recaia, é importante para a zona do Beato que se construa e conclua "rapidamente" uma via rodoviária que ligue a parte alta da Picheleira à rua Gualdim Pais, na zona baixa do Beato, já que um dos problemas da freguesia reside na falta de "vias de comunicação" que permitam uma ligação "total entre a freguesia" e zonas limítrofes.

O autarca defendeu ainda a necessidade "urgente" de apostar na rede de transportes públicos, como forma de "minimizar" consequências negativas da terceira travessia sobre o Tejo por permitir a entrada de mais carros em Lisboa.

Hugo Xambre Pereira manifestou-se ainda "um pouco aliviado" por a opção escolhida ter sido a de Chelas/Barreiro, alegando que a outra opção teria "impactos muito negativos" na freguesia do Beato, nomeadamente ao nível ambiental, sonoro, paisagístico e até patrimonial.

O aumento de ruído, a altura e os locais de amarração da ponte em Lisboa e o perigo que a opção Beato representava para o edifício Abel Pereira da Fonseca foram exemplos citados pelo autarca.

"Mais importante do que a opção escolhida é o conjunto de novas vias de comunicação que vão ser construídas para articular o trânsito em Lisboa", frisou, alegando que os locais de amarração da ponte em Chelas distam apenas "600 a 700 metros" da opção Beato.

Alegou que esta proximidade tem algumas vantagens para o Beato, uma vez que pode aumentar o investimento na freguesia e que é "uma das verdadeiras necessidades" do Beato, a que acresce outra que é a de "maior cobertura da rede de transportes públicos".

Defendeu ainda que a nova ponte deve ser mista, considerando tratar-se de um investimento "demasiado elevado" que justifique apenas a opção por tabuleiro ferroviário.

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