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Mais sete vagas. "Para formar médicos, precisamos da universidade pública e do SNS"

O ministro da Saúde afirma esperar que o acréscimo de sete vagas anunciado, este ano, para cursos de medicina venha a ser reforçado. Ao todo, são 1.541 as vagas. Manuel Pizarro defende que, "para formar os médicos, precisamos mesmo da universidade pública e do Serviço Nacional de Saúde".

RTP /

Foto: José Coelho - Lusa

Pizarro recordou que todos os anos há "um contingente de cerca de 15 por cento das vagas que ficam reservadas para pessoas que já cumpriram outra licenciatura poderem aceder ao mestrado integrado em medicina".

O governante esclareceu que o objetivo "é garantir que todas essas vagas sejam ocupadas".

Manuel Pizarro explicou ainda que o grupo de trabalho formado pelos ministérios da Saúde e do Ensino Superior "visa estudar a realidade atual e verificar se há necessidade de ampliar o número de vagas. Se é possível ampliar o número de vagas nas atuais faculdades de medicina públicas. Ou se é necessário alargar a formação a outras estruturas de Ensino Superior".

Manuel Pizarro recordou ainda que, nos últimos tempos, o número de vagas tem aumentado. E deu como exemplo o ano em se formou, quando existiam 700 vagas. Atualmente são cerca de 1.600.

Segundo o ministro, "foi por andarmos durante muitos anos com poucas vagas para medicina que temos os problemas que temos hoje"."Todos temos de fazer um esforço coletivo se queremos superar as dificuldades do país. Temos de nos colocar do lado da solução".

O ministro reconheceu que o aumento de alunos "vai sobrecarregar os professores e as faculdades".

Para Manuel Pizarro, não há nenhum "preconceito" em relação às universidades privadas: "A verdade é que é muito difícil montar cursos de medicina com credibilidade a partir do setor privado".

O ministro da Saúde garantiu ainda que está tudo pronto para as baixas de curta duração passarem a ser passadas pela Linha SNS24. Manuel Pizarro diz que tudo depende da publicação das alterações ao Código do Trabalho, que espera ver concretizada ainda este mês, para que a medida entre em vigor em maio.

O governante vai percorrer todos os concelhos do Alentejo central, no âmbito da iniciativa "Saúde mais aberta".



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