Manifestação contra uso de peles "à porta" da estilista Fátima Lopes
Cerca de 20 activistas contra a utilização de peles de animais em vestuário manifestaram-se hoje pacificamente à hora de almoço frente à loja da estilista Fátima Lopes, na Avenida de Roma, em Lisboa.
Os manifestantes protestaram contra as recentes declarações da estilista a favor do uso de peles de animais nas criações de moda.
Questionada por um jornalista de televisão durante um evento, Fátima Lopes afirmou que acha horrível (a morte dos animais), mas que não tem culpa porque não é ela que os mata.
O protesto, segundo um grupo que se reuniu espontaneamente, serve para sensibilizar e informar os cidadãos sobre a forma como milhares de animais são sacrificados em prol da moda.
Na acção, que se prolongou pelo princípio da tarde, estão a ser distribuídos panfletos aos transeuntes, e apesar de nem todas as pessoas se mostrarem interessadas, também houve quem perguntasse se havia alguma petição para assinar.
De acordo com a organização, existem várias petições a circular a nível nacional e internacional, mas hoje o objectivo foi apenas sensibilizar as pessoas para que decidam não usar peles verdadeiras.
Para as 23:00 está marcada uma concentração idêntica junto à loja de Fátima Lopes no Bairro Alto, também em Lisboa, devendo decorrer outras acções nas cidades portuguesas onde a estilista tem lojas: Porto, Coimbra e Aveiro.
"A organização destas iniciativas parte de um conjunto de cidadãos movidos pelo que sucede aos animais sacrificados em função dos ditames da moda", referem os promotores da iniciativa.
Segundo a informação disponibilizada, os animais passam "torturas inimagináveis; muitos são esfolados quando ainda estão completamente conscientes".
"Não podemos continuar mais a assistir impávidos à tortura de raposas, guaxinins, chinchilas, martas e muitos outros", afirma o grupo.
Nuno Marques, um dos activistas, afirmou aos jornalistas que esta indústria "não pode existir".
Os manifestantes alertaram para as formas como os animais são mortos de modo a não estragar a pele: à paulada, por envenenamento, afogamento, asfixia, quebra do pescoço e electrocussão anal ou vaginal.
"Não admitimos que a estilista Fátima Lopes se declare +a favor das peles+ e sorria, classificando como um +disparate+ os protestos dos defensores dos animais", referem os activistas.