Manifestações contra morte de Bruno Candé e vítimas do racismo

A Frente Unitária Antifascista (FUA) vai organizar duas manifestações na sexta-feira, em Lisboa e em Coimbra, e duas no sábado, no Porto e em Braga, contra a morte do ator Bruno Candé e de “todas as vítimas do racismo”.

Mário Aleixo - RTP /
A morte de Bruno Candé motivou a marcação de manifestações pela Frente Unitária Antifascista | D.R.

Iremos assumir o nosso compromisso para com a luta antirracista, uma das lutas que compõem a luta antifascista (…), organizando em várias cidades do país homenagens ao Bruno Candé e a todas as vítimas do racismo e do fascismo, em Portugal e no mundo”, refere um comunicado divulgado na noite de terça-feira.

De acordo com a nota da FUA, as manifestações de sexta-feira decorrerão em Lisboa, às 18h00, com ponto de encontro no Largo de São Domingos, e em Coimbra, às 18h30, na Praça 8 de Maio.

No sábado, os protestos prosseguem no Porto, às 16h00, na Avenida dos Aliados, e em Braga, também às 16h00, na Avenida Central.

No comunicado, a Frente Unitária Antifascista repudia “veementemente mais um crime”, que classificou como “racista, de uma já longa e triste lista”.

Bruno Candé, de 39 anos, foi baleado, no sábado, por outro homem, de 76 anos, em Moscavide, no concelho de Loures, distrito de Lisboa.

Em comunicado divulgado no mesmo dia, a família disse que o ator “foi alvejado à queima-roupa” e que o suspeito da morte de Bruno Candé já o tinha “ameaçado de morte três dias antes, proferindo vários insultos racistas”.

O ator era casado e tinha três filhos menores.

O suspeito do homicídio, que se remeteu ao silêncio quando foi ouvido na manhã de segunda-feira, no Tribunal de Loures, vai aguardar julgamento em prisão preventiva, adiantou à agência Lusa fonte judicial.

A Frente Unitária Antifascista considera, através da nota divulgada, que este crime é o “resultado do ódio” que é “promovido pela extrema-direita, nomeadamente pelo (partido) Chega”.

Também na terça-feira, o grupo Ação Cooperativa – Artistas, Técnicos e Produtores, uma entidade que surgiu na área da cultura, em contexto de resposta à crise provocada pela pandemia, colocou "online" uma petição, na qual exige ao Governo a disponibilização de um subsídio vitalício para a família de Bruno Candé.


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